Florestas

Mundo se aproxima da meta de restaurar florestas danificadas

5 de setembro de 2016

Meta é recuperar 150 milhões de hectares degradados até 2020. Até agora 113 milhões foram recuperados, diz ativista.

 

Da AFP

 

Área devastada ao lado de floresta virgem na reserva indígena do rio Alto Guama, em em Nova Esperança do Piriá (PA). Os fotógrafos Nacho Doce e Ricardo Moraes, da Reuters, viajaram pela Amazônia registrando formas de desmatamento. Foto de 29/9/2013. (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

Imagem de arquivo mostra área devastada ao lado de floresta virgem na reserva indígena do rio Alto Guama, em em Nova Esperança do Piriá (PA) (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
 
 
 
 
O mundo se aproximou da meta de restaurar até 2020 vastas áreas de terras e florestas danificadas, disseram neste sábado (4) especialistas reunidos no maior encontro mundial de conservacionistas.
 
Os compromissos são parte do Desafio de Bonn, lançado em 2011 para alcançar em 2020 a restauração de 150 milhões de hectares desmatados e degradados.
 
"Já cruzamos o marco de 100 milhões de hectares, com 113 milhões, e estamos bem encaminhados para atingir o objetivo do Desafio de Bonn", disse a ativista de direitos humanos Bianca Jagger em uma coletiva de imprensa.
 
"Para aqueles que não acham que este é um anúncio importante, vocês deveriam pensar duas vezes. Esta é provavelmente uma das iniciativas mais importantes que existem no mundo hoje", disse.
 
Jagger indicou que as terras recuperadas protegerão os recursos hídricos, estimularão a agricultura, gerarão trabalho e combaterão as mudanças climáticas.
 
Malauí e Guatemala se comprometeram a recuperar 4,54 milhões de hectares de terras degradadas, informaram participantes do simpósio da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
 
No total, 36 governos, organizações e companhias estão comprometidos com o Desafio de Bonn, lançado há cinco anos pela Alemanha e pela UICN e apoiado pela Cúpula do Clima da ONU de 2014.
 
Sua meta final é chegar a 2030 com 350 milhões de terras restauradas.
 
A UICN diz que alcançar esse objetivo geraria US$ 170 bilhões por ano em lucros líquidos pela proteção de bacias hidrográficas, melhoria da produtividade das colheitas e produtos florestais, e poderia capturar até 1,7 gigatoneladas de dióxido de carbono por ano.
 
Outros países que se comprometeram com o plano recentemente incluem Panamá, Costa do Marfim, República Centro Africana, Guiné e Gana.