Coronavírus

Tigre tem teste positivo para coronavírus em zoológico de Nova York

6 de abril de 2020

De acordo com o ‘The New York Times’, esta pode ser a primeira infecção do vírus em um animal nos EUA e também a primeira em um tigre no mundo.

 

 

Nadia, uma tigresa malaia de 4 anos, no Zoológico do Bronx, em Nova York, em imagem se data; a instituição informou, em 5 de abril de 2020, que o animal testou positivo para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) — Foto: Reuters

Nadia, uma tigresa malaia de 4 anos, no Zoológico do Bronx, em Nova York, em imagem se data; a instituição informou, em 5 de abril de 2020, que o animal testou positivo para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) — Foto: Reuters
 
 
 
 
Um tigre de 4 anos testou positivo para o coronavírus Sars-CoV-2 no zoológico do Bronx, em Nova York. Esse pode ser o primeiro caso de infecção pelo vírus em um animal nos Estados Unidos e também o primeiro em um tigre no mundo, de acordo com o "The New York Times".
 
A fêmea Nádia passou a apresentar alguns sintomas em 27 de março. De acordo com o zoológico, o animal está em recuperação e estável. O local está fechado para visitantes desde 16 de março.
 
Segundo o Laboratório Nacional de Serviços Veterinários dos Estados Unidos, outros leões e tigres também apresentaram sintomas respiratórios no zoológico.
 
"Embora eles tenham tido uma diminuição do apetite, os felinos no zoológico do Bronx estão se saindo bem sob os cuidados veterinários e estão sendo brilhantes, em alerta e interativos com seus criadores. Não sabemos como a doença se desenvolverá em grandes felinos, já que espécies diferentes podem reagir de forma diferente às novas infecções, mas continuaremos o monitoramento de perto", disse um comunicado do zoológico.
 
 
Infecção em cachorro
 
Em 28 de fevereiro, exames em um cão em Hong Kong também detectaram a presença de coronavírus, de acordo com um porta-voz do Departamento de Agricultura, Pesca e Conservação do território semiautônomo da China.
 
 
Cão com máscara em área comercial de Shanghai — Foto: Aly Song/Reuters
 
Cão com máscara em área comercial de Shanghai — Foto: Aly Song/Reuters
 
 
 
 
Os níveis detectados no cachorro eram baixos, e o animal não apresentou sintomas. Ainda não está claro se o vírus do animal pode infectar humanos.
 
Além disso, novos exames adicionais serão feitos para comprovar se o cão está realmente infectado pelo vírus ou se o resultado do exame se deve à contaminação ambiental do nariz e boca do animal.