Acordo de Paris

Sequência de ‘Uma verdade inconveniente’ incluirá saída dos EUA do Acordo de Paris

6 de junho de 2017

Filme será modificado para abordar elementos referentes à decisão de Trump, diz revista ‘Variety’. Para Al Gore, que conduz história, medida é ‘imprudente e indefensável’.

 

 

Al Gore em cena de 'Uma verdade inconveniente', de 2006 (Foto: Divulgação)

Al Gore em cena de 'Uma verdade inconveniente', de 2006 (Foto: Divulgação)
 
 
 
 
 
A sequência do famoso documentário "Uma verdade inconveniente" incluirá a polêmica decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar o país do Acordo de Paris contra a mudança climática, informou o site da revista especializada "Variety".
 
A produção, intitulada "An inconvenient sequel: Truth to power" ("uma sequência inconveniente: a verdade para o poder", em tradução livre), chegará às salas de cinema americanas em 28 de julho, mas o estúdio Paramount Pictures modificará o filme para incluir elementos referentes à decisão tomada por Trump.
 
"A montagem final abordará o que aconteceu", declarou Katie Martin, porta-voz do estúdio, em declarações ao site. Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA, é novamente o condutor da história, que narra como se alcançou o Acordo de Paris, certificado em 2015.
 
 
'Imprudente e indefensável'
 
Para Gore, a decisão de Trump é "imprudente e indefensável", segundo indicou em um comunicado. "Debilita a posição dos EUA no mundo e ameaça prejudicar a capacidade da humanidade para resolver a crise climática a tempo. Mas não há dúvida: se o presidente não liderar, a população não o fará", acrescentou.
 
O novo documentário, dirigido por Bonni Cohen e Jon Shenk, fez parte do The New Climate, uma nova seção do Festival de Cinema Independente de Sundance, dedicada à reflexão e discussão sobre o meio ambiente. O filme inclui declarações de Trump como candidato à Casa Branca nas quais brincava sobre o aquecimento global.
 
No final de março, Trump assinou um decreto com o qual busca a independência energética do país e a criação de empregos, particularmente na indústria do carvão, às custas de começar a desmantelar o legado contra a mudança climática do seu antecessor, Barack Obama.
 
O presidente declarou ainda que a "guerra ao carvão" terminou, ao prometer o cancelamento de regulações do governo federal que, em seu julgamento, estão "matando empregos", e antecipar uma "nova revolução energética", centrada em fomentar a produção nacional e reduzir a dependência do exterior.