ONU

‘2017 será um dos anos mais quentes da história’, diz ONU

6 de novembro de 2017

Petteri Taalas, secretário-geral de braço das Nações Unidas para o clima, abre a COP 23 na Alemanha com anúncio sobre recorde de temperaturas esse ano.

 

 

Petteri Taalas, secretário-geral da World Meteolorogical Organization (Foto: Salvatore Di Nolfi/Keystone/AP)

Petteri Taalas, secretário-geral da World Meteolorogical Organization (Foto: Salvatore Di Nolfi/Keystone/AP)
 
 
 
 
 
O ano de 2017 será um dos anos mais quentes já registrados, disse Petteri Taalas, secretário-geral da World Meteolorogical Organization, braço das Nações Unidas para o clima. O anúncio foi feito na abertura da COP 23, a conferência da ONU para o clima que começou nesta segunda-feira (6) em Bonn, na Alemanha. As informações são da agência Reuters.
 
Esse ano, continuou Taalas, deve figurar entre os três anos mais quentes da história, desde que se começaram os registros, no século XIX.
 
A COP 23 vai ter a missão de avançar nas metas Do Acordo de Paris, estabelecidas durante a COP 21 de 2015. Na ocasião, 195 países ratificaram o acordo para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. O objetivo é que o aumento da temperatura não chegue a 2ºC em 2030, com esforços para que não se ultrapasse 1,5°C.
 
O desafio agora, no entanto, é o estabelecimento de medidas concretas para chegar até as metas; por isso, um dos objetivos da COP será finalizar o "Livro de Regras", com maiores detalhamentos sobre como países podem orquestrar maiores comprometimentos para reduzir as emissões de gases.
 
Também o primeiro-ministro do arquipélago Fiji, Frank Bainimarama, país que preside a conferência, disse que vai pressionar para que países se comprometam com metas mais ambiciosas para combater o aquecimento global.