Táxis

Turistas elegem os táxis como o ponto mais negativo do carnaval no Rio

11 de fevereiro de 2016

25% dos 1.800 estrangeiros consultados de 6 a 9 de fevereiro elegeram o táxi o ponto mais negativo Foto: Rafael Moraes / Extra

25% dos 1.800 estrangeiros consultados de 6 a 9 de fevereiro elegeram o táxi o ponto mais negativo
 
Uma pesquisa feita durante o carnaval, no município do Rio, mostrou que o que mais irritou o visitante estrangeiro durante os dias de folia foram os táxis. O serviço teve uma avaliação pior do que a do surto de zika, que afeta todo o país. Segundo o levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo da Unisuam e pela Associação dos Embaixadores de Turismo do Rio, 25% dos 1.800 turistas consultados de 6 a 9 de fevereiro elegeram o táxi o ponto mais negativo da cidade, à frente das obras do Porto do Rio, com 20% dos votos, e da zika, com 17%.
 
Para o professor Bayard Boiteux, coordenador da pesquisa e do curso de Turismo da Unisuam, o táxi é um problema antigo que a cidade não consegue resolver. O especialista aponta, por exemplo, como uma das falhas do serviço, o fato de o turista estrangeiro não ter noção dos preços das corridas para determinados locais, o que faz com que muitos paguem mais do que deveriam:
 
— Isso pode de ser resolvido de uma forma bem simples, se o turista, ao entrar no táxi, receber uma tabela com os valores básicos das corridas. Isso é feito no mundo inteiro.
 
Marcos Bezerra, presidente do Conselho Regional de Profissionais Taxistas do Rio de Janeiro (CRT-RJ), alega que muitos dos problemas infependem dos profissionais:
 
— O táxi, às vezes, demora a chegar por causa do trânsito. As obras da cidade e os desvios por conta de blocos dificultam a prestação de um serviço de padrão elevado. Mas, em geral, o táxi presta um bom serviço.
Em relação à quantidade de carros nas ruas durante a folia, Bezerra avalia que são poucos os taxistas que não trabalham nesse período.
 
— É muito comum o taxista se esforçar mais para trabalhar, até mesmo pelo incentivo que a prefeitura dá de colocar nesse período a bandeira 2. Geralmente, o taxista tira férias depois do carnaval. A gente trabalha o ano todo e aguarda o carnaval, para depois descansar um pouco. Então, tem muito carro na rua. Agora, o número de passageiros também é muito alto e a gente dificilmente dá conta. A procura é muito grande. É o maior evento popular do mundo.
 
Em nota, a Secretaria municipal de Transportes (SMTR) informou que a prefeitura vem desenvolvendo ações para melhorar o serviço e que montou uma operação especial de fiscalização no carnaval.
 
 
 
 
Confira a íntegra da nota da SMTR:
 
“A Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) montou uma operação especial de fiscalização durante o Carnaval. As ações foram realizadas, de modo itinerante, em pontos de grande concentração: sambódromo, rodoviária, aeroportos e píer maua.
 
De sexta a segunda, 15 táxis foram rebocados (além de 3 piratas), 11 documentos recolhidos por irregularidades, 38 taxistas foram multados por infrações de transito e 29 táxis foram lacrados por irregularidades previstas no código disciplinar dos Táxis, publicado em 2014.
 
É importante ressaltar que a secretaria está em fase final de projeto de um modelo de aplicativo para os usuários, onde toda informação e avaliação do taxista será controlada pela SMTR.
 
A SMTR ressalta que ainda que a Prefeitura vem desenvolvendo outras ações para melhorar o serviço de táxi, como o curso de aperfeiçoamento para taxistas, que está em andamento e terminará em abril, e o site para avaliação dos taxistas (avaliacaotaxi.rio.rj.gov.br) que, assim como o portal 1746, serve como canal de denúncia. Todas as informações recebidas pelos dois canais são checadas rigorosamente e usadas para direcionar ações de fiscalização e tomar providências cabíveis. As informações passadas pelos usuários são fundamentais e se somam aos esforços do poder público no objetivo de oferecer um serviço cada vez melhor aos passageiros”.