Lixo em Praia

Em uma hora, voluntários recolhem 80 sacos cheios de lixo em praia no PI

11 de julho de 2016

Ação foi realizada neste domingo (10) na Praia Pedra do Sal em Parnaíba. Todo o material reciclável foi entregue a uma sucata da região.

Patrícia AndradeDo G1 PI

 

Grupo percorreu toda a praia recolhendo o lixo deixado pelos banhistas (Foto: Projeto Biomade/Divulgação)

 

Grupo percorreu toda a praia recolhendo o lixo deixado pelos banhistas (Foto: Projeto Biomade/Divulgação)
 
 
 
Grupo percorreu toda a praia recolhendo o lixo deixado pelos banhistas (Foto: Projeto Biomade/Divulgação)
A Praia Pedra do Sal, em Parnaíba, Litoral do Piauí, recebeu neste domingo (10) a iniciativa de voluntários que se organizaram para recolher o lixo deixado pelos banhistas. Em apenas uma hora, o grupo recolheu o equivalente a 80 sacos com capacidade para 100 litros de materiais descartados pela areia.
 
Toda a ação de limpeza foi coordenada pelo projeto Biodiversidade Marinha do Delta (Biomade), realizado pelo Instituto Tartarugas do Delta e contou com apoio de estudantes dos cursos de biologia e do mestrado em arte, patrimônio e museologia da Universidade Federal do Piauí. Pessoas da própria comunidade também participaram da atividade.
 
Todo o material reciclável foi entregue a uma sucata da região que trabalha com a comercialização de produtos feitos a partir da reciclagem.
 
De acordo com a coordenação do projeto Biomade, a intenção foi, além de proporcionar a limpeza na praia, sensibilizar as pessoas sobre o descarte inadequado do lixo e fortalecer os conceitos sobre responsabilidade social e cidadania.

 

 

Material reciclável foi levado para uma sucata da região (Foto: Projeto Biomade/Divulgação)

Material reciclável foi levado para uma sucata da região (Foto: Projeto Biomade/Divulgação)

 
 
Monitoramento de ninhos
 
O Projeto Biomade também é responsável por fazer o monitoramento de ninhos de tartarugas marinhas em diversas praias do Piauí. A intenção é preservar a espécie já ameaçada de extinção. O lixo e a pesca predatória são os principais fatores que podem provocar a morte desses animais.
 
Após confeccionados, os ninhos passam um período de 50 a 70 dias em processo de desenvolvimento embrionário, ou seja, período de incubação. O monitoramento é fundamental para impedir que fatores causados pela ação humana possam comprometer o nascimento dos filhotes, como a circulação de veículos motorizados nas praias, por exemplo.