Antártida

O que pode acontecer se iceberg gigante realmente se desprender da Antártida?

15 de fevereiro de 2017

  Você se lembra do iceberg em que o navio do Titanic bateu? Segundo dados oficiais do Centro de Navegação dos Estados Unidos, acredita-se que ele media entre 900 m2 e 3600 m2, cerca de 3 vezes o tamanho do Parque Ibirapuera, em São Paulo, por exemplo.   Agora, imagine só um bloco de gelo… Ver artigo

 

Você se lembra do iceberg em que o navio do Titanic bateu? Segundo dados oficiais do Centro de Navegação dos Estados Unidos, acredita-se que ele media entre 900 m2 e 3600 m2, cerca de 3 vezes o tamanho do Parque Ibirapuera, em São Paulo, por exemplo.
 
Agora, imagine só um bloco de gelo de 5 mil km2: o número – preste atenção – é 5 mil vezes maior que 1 milhão de m2. Tem ideia? Pois esse é o tamanho do Larsen C, um iceberg na Antártica, com 350 metros de espessura, que está deixando os cientistas MUITO preocupados.
 
Acontece que, de acordo com pesquisadores da Universidade de Swansea, no Reino Unido, uma rachadura no iceberg gigante cresceu aceleradamente em dezembro e avançou em torno de 18 km em pouco mais de duas semanas e pode fazer o gelo, considerado um dos maiores do mundo, se soltar a qualquer momento.
 
 
 
larsenb antartica nasa 0117 400x800
 
 
 
E as suspeitas ficam mais fortes porque outros icebergs da região, o Larsen A e o Larsen B (foto acima), já sofreram rupturas grandes. O primeiro em 1995 e o segundo em 2002, por isso o Larsen C é acompanhado já durante muitos anos pelo Projeto Midas.
 
Qual o perigo?
Os pesquisadores enxergam esse evento como um problema mais geográfico do que climático, apesar de acreditarem que há influência do aquecimento global, mesmo sem ter conseguido provas ainda.
 
Se o iceberg de fato se desprender, a plataforma de gelo, que fica sob o oceano nessa região, pode se romper, e isso vai mudar completamente a paisagem do continente, explica um dos professores ligados às pesquisas dele, Adrian Luckman.

 

 

rachadura iceberg antartica 0117 400x800

 

O fato é que esses icebergs impedem que as geleiras formadas pela neve sigam em direção ao oceano e derretam, o que, se acontecesse, aumentaria o nível do mar. Portanto, essa ruptura pode gerar a subida do oceano em cerca de 10 cm e até deixar regiões continentais submersas.
 
“Esperamos que nos próximos meses e anos mais eventos de ruptura, e talvez, até um eventual colapso – mas é muito difícil prever, e os nossos modelos dizem que será menos estável, não que vai imediatamente ser destruído ou algo do tipo”, aponta ele.