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Ibama aciona plano de área para proteger a Baía de todos-os-Santos de óleo que atinge Nordeste

15 de outubro de 2019

Segundo órgão, iniciativa prevê monitoramento da entrada do canal, proteção de áreas sensíveis e contenção e recolhimento do óleo caso sejam identificadas manchas na área.

 

 

Manchas de óleo na praia Sítio do Conde, na Bahia — Foto: REUTERS/Adriano Machado

Manchas de óleo na praia Sítio do Conde, na Bahia — Foto: REUTERS/Adriano Machado
 
 
 
 
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que acionou preventivamente o plano de área da Baía de Aratu para proteger a Baía de Todos-os-Santos, em Salvador, das manchas de óleo que atingiram oito municípios na Bahia e 64 de outros estados do Nordeste.
 
Segundo informações do Ibama, a iniciativa prevê o monitoramento da entrada do canal, a proteção de áreas sensíveis e a contenção e recolhimento do óleo caso sejam identificadas manchas na área da baía.
 
De acordo com o órgão, os Planos de de Área são documentos que reúnem Planos de Emergência Individuais (PEIs) de empreendimentos litorâneos com o objetivo de facilitar e ampliar ações de resposta a incidentes de poluição.
 
A Bahia conta com 25 pontos de contaminação espalhados pelos municípios de Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Mata de São João, Entre Rios, Esplanada, Conde e Jandaíra. Na capital baiana, segundo um balanço apontado pela prefeitura, ao menos 36 kg de petróleo foram retirados das praias da cidade por agentes da Limpurb.
 
Na tarde desta segunda-feira (14), o governador da Bahia em exercício, João Leão, assinou o Decreto Estadual de Emergência para liberação de recursos para seis municípios do estado que foram atingidos por manchas de óleo no litoral.
 
Os municípios que fazem parte do decreto são Lauro de Freitas, Camaçari, Entre Rios, Esplanada, Conde e Jandaíra. Salvador e Mata de São João, apesar de também serem afetados pela mancha, não vão receber os recursos, porque não declararam situação de emergência.
 
 
Manchas de óleo na Bahia

 

 

Das localidades afetadas, a praia de Guarajuba, em Camaçari, é a que tem o pior estado na região metropolitana de Salvador  — Foto: Itana Alencar/G1 BA

Das localidades afetadas, a praia de Guarajuba, em Camaçari, é a que tem o pior estado na região metropolitana de Salvador — Foto: Itana Alencar/G1 BA
 
 
 
 
As manchas começaram a chegar no estado em 3 de outubro, quase um mês após o início do problema no país. Mais de 150 praias já foram afetadas pelo óleo em todo o Nordeste.
 
Há registro em todos os nove estados da região. A Bahia foi o último a ser atingido. [Ouça o podcast que explica de onde veio o petróleo que mancha praias do Nordeste, e os danos que ele pode causar]
 

O Tamar suspendeu a soltura de filhotes de tartaruga, para preservar os animais que são desovados na Bahia. Segundo o Projeto, os filhotes correm risco de morte se entrarem em contato com a substância.
 
Na quinta-feira (10), pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) informaram que o óleo que atinge o litoral do Nordeste foi produzido na Venezuela.
 
Apesar da afirmação dos pesquisadores, o governo de Nicolás Maduro nega que a Venezuela é responsável pelo petróleo que atinge as praias do litoral nordestino.
 
 
Lista de praias afetadas na Bahia
 
 
Salvador:
 
Piatã;
Praia do Flamengo;
Jardim dos Namorados;
Jardim de Alah;
Praia de Placaford;
Rio Vermelho;
Ondina;
 
 
Lauro de Freitas (cidade limítrofe – RMS):
 
Vilas do Atlântico;
 
 
Camaçari (47 km – RMS):
 
Arembepe;
Guarajuba;
Itacimirim;
Jauá;
 
 
Mata de São João (61 km – RMS):
 
Praia do Forte;
 
 
Entre Rios (142 km):
 
Subaúma;
Porto de Sauípe;
Costa do Sauípe;
Massarandupió;
 
 
Esplanada (170 km):
 
Baixio;
Mamucabo;
 
 
Conde (186 km):
 
Barra da Siribinha;
Barra do Itariri;
Sítio do Conde;
Poças;
 
 
Jandaíra (205 km):
 
Coqueiro;
Mangue Seco;