SeaWorld

Documentário pode ter levado SeaWorld a desistir de criar orcas

18 de março de 2016

Empresa tem em seus tanques 29 animais, que não vão mais se reproduzir. Popularidade de atração caiu após documentário denunciar maus tratos.

Tratadores e veterinários do SeaWorld cuidam de Unna (Foto: Reprodução/Facebook/SeaWorld)

Tratadores e veterinários do SeaWorld cuidam de Unna (Foto: Reprodução/Facebook/SeaWorld)

 

 

Gabriela Cowperthwaite e seus filhos já haviam visitado o parque aquático SeaWorld antes de a morte de um treinador de orcas, conhecidas como 'baleias assassinas', estimulá-la a fazer o documentário "Blackfish" em 2013.
 
Nesta quinta-feira (17) se atribuiu ao filme, seu segundo de não-ficção, a decisão do parque de parar de criar baleias assassinas e encerrar as apresentações dos mamíferos marinhos, apelidados pela SeaWorld de "Shamu".
 
"Este é um momento transformador. O fato de que a SeaWorld está desistindo de criar orcas representa uma mudança verdadeiramente significativa", disse a diretora, que vive em Los Angeles, em um comunicado.
 
Ativistas de direitos dos animais logo deram a "Blackfish" o crédito por ter conseguido a mudança.
 
Crianças se divertem observando uma baleia em aquário do parque temático SeaWorld em San Diego, na Califórnia, na quarta-feira (19) (Foto: Mike Blake/Reuters)
 
Crianças obervam orca em aquário do parque temático SeaWorld em San Diego, na Califórnia (Foto: Mike Blake/Reuters)
 
 
 
"Enorme respeito por @blackfishmovie por colocar as orcas em cativeiro no @SeaWorld na pauta", disse o Greenpeace UK Oceans no Twitter.
 
A crítica Melissa Silverstein, fundadora do site "Women and Hollywood", disse que as ações do parque mostram o impacto que um filme pode ter.
 
"Blackfish" só arrecadou magros 2 milhões de dólares nas bilheterias norte-americanas, mas depois de ser exibido na CNN, em canais digitais por demanda, festivais de cinema e escolas, o documentário foi visto por mais de 60 milhões de pessoas, contou Gabriela em 2014.