Ararinhas-azuis

Ararinhas-azuis de volta à Caatinga

21 de fevereiro de 2020

Extintas na natureza, aves que estavam na Alemanha chegam ao Brasil para iniciar processo de reintrodução em seu habitat

 

 

aviso de pauta coletiva das ararinhas

 
O início da jornada que trará as ararinhas-azuis de volta ao coração da Caatinga já tem data para acontecer. No dia 3 de março (terça-feira), cinquenta aves vindas da Alemanha desembarcarão no Aeroporto de Petrolina / Senador Nilo Coelho (PE) e seguirão para a cidade de Curaçá (BA), onde um centro de reprodução foi construído para que as aves sejam soltas na natureza. A data, 3 de março, foi escolhida por ser o Dia Internacional da Vida Selvagem, cujo objetivo é celebrar a fauna e a flora do planeta, assim como alertar para os perigos do tráfico de espécies animais selvagens no mundo. As ararinhas-azuis são consideradas extintas na natureza desde o ano 2000, devido às ações de caçadores e traficantes de animais.
 
Ainda no aeroporto, uma coletiva de imprensa será realizada com a presença do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles; o presidente do ICMBio, Homero Cerqueira; e o presidente da instituição alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP), Martin Guth. Os jornalistas que quiserem participar da coletiva de imprensa deverão realizar o credenciamento enviando um e-mail para a Divisão de Comunicação Social do ICMBio (ver serviço).
 
Descoberta no início do século 19 pelo naturalista alemão Johann Baptist von Spix, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), espécie exclusiva da Caatinga brasileira, teve sua população dizimada pela ação do homem. O último exemplar conhecido na natureza desapareceu em outubro de 2000.
 
Desde então, os poucos exemplares que restaram em coleções particulares vêm sendo usados para reproduzir a espécie em cativeiro, quase todos no exterior. A ararinha é considerada uma das espécies de aves mais ameaçadas do mundo. Em 2000, foi classificada como Criticamente em Perigo (CR) possivelmente Extinta na Natureza (EW), restando apenas indivíduos em cativeiro.
 
Rara, a espécie vivia originalmente numa pequena região do interior de Juazeiro e Curaçá, no norte da Bahia, onde o Governo Federal criou, em junho de 2018, duas unidades de conservação: o Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul (com 29,2 mil hectares) e a Área de Proteção Ambiental da Ararinha-azul (com 90,6 mil hectares), destinadas à reintrodução e proteção da espécie, e conservação do bioma da caatinga.
 
A construção do Centro e o projeto de reintrodução são custeados pela ONG ACTP. A primeira soltura está prevista para 2021. Ao longo deste período os animais passarão por processo de adaptação e treinamento para viverem em vida livre. Além disto, serão realizados testes de soltura com um papagaio conhecido como Maracanã.
 
Serviço: Coletiva de Imprensa – Repatriação das Ararinhas-azuis
 
Local: Doca 1 – Terminal de cargas do Aeroporto de Petrolina / Senador Nilo Coelho (PE)
 
Horário: 13h
 
Credenciamento: comunicacao@icmbio.gov.br