Placas Tectônicas

Placas tectônicas: sem elas, a Terra seria como Vênus (ou Plutão)

15 de fevereiro de 2017

        A existência das placas tectônicas nos ajuda a entender o motivo de vivermos em um local habitável.   As tais camadas divididas em vários pedaços – como as placas são definidas – separam os continentes do nosso planeta e formam a base do nosso solo.   Elas se estendem por mais… Ver artigo

 

 

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A existência das placas tectônicas nos ajuda a entender o motivo de vivermos em um local habitável.
 
As tais camadas divididas em vários pedaços – como as placas são definidas – separam os continentes do nosso planeta e formam a base do nosso solo.
 
Elas se estendem por mais de 100 km de profundidade. Por conta da movimentação, é possível que elas se choquem umas com as outras, causando fenômenos naturais, como a erupção de vulcões, maremotos e terremotos.
 
Planetas como Vênus, Júpiter e Marte já registraram alguns fenômenos como terremotos, mas não por conta das placas. Cientistas alegam sobre a existência de uma espécie de campo magnético diferente em cada um desses planetas. Por isso, no sistema solar, a Terra é a única a ter as placas tectônicas.
 
 
Transferência de carbono
 
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Parte essencial da estrutura da Terra, as placas tectônicas também realizam um processo vital para o nosso planeta: transportar o carbono para dentro e para fora, regulando a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera.
 
Vale lembrar que o dióxido de carbono é um gás de efeito estufa, e seu excesso pode fazer com que a Terra se aqueça mais do que deveria. (Isso não significa, porém, que as placas ajudam a controlar o excesso de dióxido causado pela interferência humana, um dos principais fatores do aquecimento global.)
 
Esse equilíbrio do carbono é essencial: com poucas quantidades de dióxido de carbono, a Terra seria tão fria quanto Plutão. Já com o excesso dele, seria tão quente quanto Vênus.
 
 
Ciclo do dióxido de carbono
 
Funciona mais ou menos como um ciclo: quando vêm os períodos de chuva após um clima muito quente, o dióxido de carbono é dissolvido nos pingos. Quando eles atingem as rochas, ela libera o carbono e os minerais a partir da reação química entre a água da chuva e a pedra.
 
Então, a água flui pelos rios e córregos e atinge o oceano, onde o carbono ajuda na formação das rochas de carbonato e das conchas do mar.

 

 

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Ainda em processo de ciclo, o carbono se instala no fundo do oceano, até ser absorvido pela placa tectônica, que vai carregá-lo na camada que fica no interior do planeta.
 
Apesar de ser ‘culpada’ pelos desastres naturais, as placas tectônicas também são responsáveis pela formação de montanhas. É devido a esse ciclo que a rocha ressurge fresca, um fenômeno que geólogos consideram crucial para as reações químicas que dão continuidade ao ciclo.
 
Por conta desse frescor, as montanhas canalizam o ar para cima. Esse ar esfria, se condensa, e forma novamente os pingos de chuva, que ajudam a extrair o carbono da atmosfera.
 
Todo esse processo leva centenas de milhões de anos para se renovar e ajuda a entender por que a Terra é considerada um planeta úmido e, principalmente, habitável.
 
 
 
 
Evolução do aquecimento global durante os anos