Amazônia

Incêndios na Amazônia podem aumentar risco de infecções graves de coronavírus, dizem especialistas

18 de junho de 2020

Cientistas apontam que com nova temporada de grandes incêndios na região, problemas respiratórios decorrentes da fumaça podem piorar infecções da Covid-19.

 

 

Vista áerea mostra área desmatada da Amazônia próxima a Porto Velho, em Rondônia, em setembro de 2019. — Foto: Bruno Kelly/Reuters

Vista áerea mostra área desmatada da Amazônia próxima a Porto Velho, em Rondônia, em setembro de 2019. — Foto: Bruno Kelly/Reuters
 
 
 
 
Uma temporada intensa de incêndios na floresta amazônica neste ano poderia sobrecarregar os sistemas de saúde e provocar mortes desnecessárias, inclusive de coronavírus, já que a poluição agrava problemas respiratórios, disseram especialistas de saúde pública nesta quarta-feira (17).
 
Os incêndios florestais destroem muitos milhares de hectares da floresta tropical amazônica em toda a América Latina a cada ano. Agora que o auge das queimadas se aproxima, especialistas dizem que incêndios intensos e as partículas que emanam podem exacerbar as infecções de coronavírus.
 
"Está comprovado que a exposição crônica a estes pequenos particulados aumenta o risco de doenças respiratórias, doenças cardiovasculares e morte prematura", disse o ex-presidente do Instituto de Medicina dos Estados Unidos, Harvey Fineberg, a jornalistas em uma coletiva de imprensa virtual.
 
As infecções de coronavírus na América Latina passam de 1,7 milhão, e mais de 83,5 mil pessoas já morreram na região, de acordo com uma contagem da Reuters.
 
Manaus, cidade de 2 milhões de habitantes no coração da Amazônia brasileira, já foi atingida duramente pelo vírus. Do outro lado da fronteira, a província colombiana de Amazonas também tem enfrentado taxas altas de infecções de coronavírus. A região tem uma população de cerca de 66 mil habitantes e já relatou mais de 2.100 casos.
 
Os temores dos efeitos da poluição durante a pandemia também se fizeram sentir no Chile, onde especialistas alertaram para a "tempestade perfeita" de um inverno frio que levará as pessoas a queimarem mais lenha, especialmente no sul do país.