SINAIS CÓSMICOS

SINAIS CÓSMICOS DO SOLSTÍCIO DE INVERNO

21 de junho de 2020

      Hoje é o dia mais curto do ano. Estamos em pleno solstício de inverno no hemisfério Sul. O que significa essa palavra e qual a importância para a agropecuária?   O sol nunca nasce, nem se põe, no mesmo local no horizonte. Ele está sempre em deslocamento. O sol nasce sempre a… Ver artigo

 

 

 

Hoje é o dia mais curto do ano. Estamos em pleno solstício de inverno no hemisfério Sul. O que significa essa palavra e qual a importância para a agropecuária?
 
O sol nunca nasce, nem se põe, no mesmo local no horizonte. Ele está sempre em deslocamento. O sol nasce sempre a Leste, mas cada vez mais em direção ao Norte durante o outono. Em consequência, os dias se tornaram cada vez mais curtos e as noites mais longas. Hoje, o sol para nesse movimento aparente. Ele estaciona. Solstício = sol sistere, sol estationa, não se mexe. Amanhã, ele começa a “voltar”, a se deslocar no sentido oposto, em direção ao Sul.

 

 

Neste domingo, 21 de junho, começa o inverno. O caminho do sol na abóboda celeste “traça” no solo o paralelo do Trópico de Câncer, situado a 23 graus e 27 minutos de latitude Norte. Hoje os raios solares incidem perpendicularmente sobre a Terra no Trópico de Câncer. O sol passa a pino sobre Taiwan (onde há um belo monumento ao Trópico de Câncer), China, Índia, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Egito, Líbia, Argélia, Bahamas, Sul do EUA e Norte do México.

No Brasil, o sol está muito baixo na abóbada celeste. Ao meio dia, pessoas, edifícios, postes e torres projetam as sombras mais longas do ano, em direção ao Sul. O sol é capaz de penetrar com seus raios dentro das casas. Essa inclinação produz um efeito de exposição em morros e colinas. O sol ilumina muito mais as fachadas expostas ao Norte. Nelas ocorrem menos geadas pois são aquecidas durante o dia. Já as fachadas expostas ao Sul, nem chegam a receber diretamente os raios solares. São muito mais frias. No Sul e no Sudeste, os produtores ocuparam prioritariamente a face norte do relevo para plantar café, maçã, uva e implantar pastagens. Esse padrão de uso das terras é visível em imagens de satélite: as fachadas voltadas ao Norte desmatadas de longa data e as voltadas para o Sul ainda recobertas com florestas.
 
Após o solstício, a luz retorna. Inexoravelmente. Os dias aumentam. Simbolicamente, essa vitória da luz – tão comemorada nas festas e fogueiras juninas – convida todos a se prepararem para o plantio, para a primavera, para crescer e dar muitos frutos.