Migração de Aves

As Aves Migratórias

23 de fevereiro de 2018

Relatório do Cemave atualiza relatório de rotas de aves migratórias

 

 

 

 
O Cemave – Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres, do ICMBio, atualizou o Relatório Anual de Rotas e Áreas de Concentração de Aves Migratórias. O relatório possui mapas por estado, recomendações de estudos, ações e medidas mitigatórias para as áreas consideradas importantes para as aves migratórias. Além de delimitar as áreas consideradas importantes para concentração, rota, pouso e descanso das aves migratórias, o relatório aprofunda também a questão de alimentação e reprodução das aves.
 
A partir do relatório, os órgãos licenciadores federais, estaduais e municipais determinarão quais estudos deverão ser realizados durante o processo de licenciamento. Empreendimentos localizados nas áreas definidas no relatório deverão apresentar Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). Para esta nova versão, o Cemave atualizou a lista nacional de aves migratórias e aprimorou os critérios para definição das áreas consideradas importantes para as aves migratórias no Brasil.
 
 
RELATÓRIO do ICMBio
 
Segundo o relatório, o Brasil é o segundo país do mundo em diversidade de aves, com 1.901 espécies (CBRO 2014). O conhecimento atual da avifauna brasileira sugere que ao menos 197 espécies apresentam algum padrão de deslocamento considerado migratório. 
 
Desse total, 53% (104 espécies) reproduzem no Brasil e 47% (93 espécies) possuem seus sítios de reprodução em outros países, seja na região circumpolar relacionada à América do Norte e Groenlândia (aves setentrionais), ou em áreas no sul da América do Sul e Antártida (meridionais).
 
Na verdade, as áreas propícias a receber as aves migratórias estão sendo drasticamente reduzidas e alteradas por atividades antrópicas. Exemplos: avanço do plantio de soja, criação de gado e até a implantação de parques eólicos. 
 
A questão dos parques eólicos é complexa. Os projetos têm ganhado bastante espaço e incentivo por ser considerada fonte de energia limpa, renovável e de baixo impacto ao meio ambiente. Entre os efeitos gerados pela implantação desses parques estão a criação de barreiras à livre movimentação das populações, mortalidade devido a colisões e perda de habitat durante a instalação de turbinas e infraestrutura.
 
 
 As áreas propícias a receber as aves migratórias estão sendo drasticamente reduzidas e alteradas por atividades antrópicas. Exemplos: avanço do plantio de soja, criação de gado e até a implantação de parques eólicos.  
 
 
Bando de aves em migração em busca de tempo bom e alimento