Africa

Caçador de elefantes no Congo é condenado a 30 anos de prisão

27 de agosto de 2020

Mobanza Mobembo Gerard, conhecido como Guyvanho, liderou expedições de caça no país centro-africano que podem ter matado mais de 500 elefantes desde 2008.

 

 

Elefantes em parque nacional do Quênia em 12 de agosto de 2020 — Foto: Baz Ratner/Reuters

Elefantes em parque nacional do Quênia em 12 de agosto de 2020 — Foto: Baz Ratner/Reuters
 
 
 
A República do Congo condenou um famoso caçador de elefantes a 30 anos de prisão pelo crime de tráfico de marfim e pela tentativa de assassinato de guardas do parque onde atuava, afirmou um grupo conservacionista, que celebrou o caso como um marco na luta para responsabilizar e punir criminosos que atuam contra a vida selvagem.
 
Mobanza Mobembo Gerard, conhecido como Guyvanho, liderou expedições de caça no país centro-africano que podem ter matado mais de 500 elefantes desde 2008, de acordo com a organização Wildlife Conservation Society (WCS).
 
Seu julgamento marcou a primeira condenação de um traficante de animais selvagens na República do Congo. Anteriormente, crimes ambientais eram julgados em tribunais civis e podiam implicar em penas de no máximo 5 anos, segundo a ONG.
 
A condenação "envia uma mensagem extremamente forte de que os crimes contra a vida selvagem não serão tolerados e serão processados nos níveis mais altos da Justiça", disse a diretora regional da WCS, Emma Stokes, em nota na segunda-feira.
 
Autoridades congolesas não foram encontradas para comentar o assunto.
 
As acusações de tentativa de assassinato contra Guyvanho eram conectadas a um incidente ocorrido em 2019 onde seu grupo de caça teria atirado e ferido membros de uma patrulha de guardas florestais no Parque Nacional Nouabale-Ndoki National Park, segundo a WCS.
 
O parque se estende por 4 mil quilômetros quadrados no norte da República do Congo. A densa floresta tropical é um refúgio para os raros elefantes de floresta da região, que foram confirmados como uma espécie distinta do elefante africano das savanas apenas em 2010.