Dieselgate

Monitor diz que Volkswagen não fez esforço suficiente para mudar após o ‘dieselgate’

24 de abril de 2018

Larry Thompson foi escolhido pelo Departamento de Justiça dos EUA para supervisionar a montadora por 3 anos. Isso faz parte do acordo bilionário assinado no ano passado.

 

 

Carros envolvidos no 'dieselgate' que a Volkswagen recomprou de clientes americanos armazenados em deserto na Califórnia, nos EUA (Foto: Lucy Nicholson/Reuters)

Carros envolvidos no 'dieselgate' que a Volkswagen recomprou de clientes americanos armazenados em deserto na Califórnia, nos EUA (Foto: Lucy Nicholson/Reuters)
 
 
 
 
O monitor da Volkswagen pós escândalo do "dieselgate" relatou que a montadora não tem feito esforço suficiente para mudar a cultura da empresa e evitar que isso se repita.
 
Larry Thompson, ex-Procurador Geral Adjunto dos Estados Unidos, foi designado pelo Departamento de Justiça americano para observar a conduta da fabricante de veículos, de forma independente, por 3 anos, a partir de agosto último.
 
Isso fez parte do acordo feito pela Volkswagen em janeiro do ano passado, para encerrar processos sobre a fraude de motores a diesel no país. O pacto incluiu uma multa de US$ 4,3 bilhões.
 
Thompson fica na sede do grupo, em Wolfsburg, na Alemanha, onde tem uma equipe de cerca de 20 pessoas.
 
Segundo o jornal alemão "Bild am Sonntag", que foi o primeiro a noticiar o relatório, a avaliação do monitor fez com que o novo presidente do grupo, Herbert Diess, cobrasse ações de seus principais executivos.
 
Peik von Bestenbostel, vice-presidente de comunicação da empresa, afirmou que as observações de Thompson "vão ajudar a mudar a Volkswagen para a direção certa", segundo o "New York Times".
 
Prisão de executivo
Na Alemanha, as investigações sobre o "dieselgate" continuam. Na última semana, um diretor da Porsche foi detido, e a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da empresa.
 
De acordo com os jornais "Bild" e "Wirtschaftwoche", o executivo detido é Jörg Kerner, ex-diretor de motores da Porsche, que trabalhava na Audi quando explodiu o escândalo. Ambas as marcas pertencem ao grupo Volkswagen.