Santuário de Baleias

Proposta para criação de santuário de baleias é reprovada novamente

26 de outubro de 2016

A medida precisava de 75% dos votos para ser aprovada em 2014 recebeu 38 de um total de 64, na 66ª reunião da Comissão Baleeira Internacional

 

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Baleia em Abrolhos (BA): Brasil defende a criação da área de segurança
 
 
Um santuário de 20 milhões de quilômetros quadrados no Oceano Atlântico para proteger espécies de baleias ameaçadas de extinção. Em análise há 15 anos, a proposta, que choca interesses de empresários e ambientalistas foi, mais uma vez, reprovada pela Comissão Baleeira Internacional (CBI), entidade criada em 1946 para prever a conservação desses animais e “tornar possível o desenvolvimento ordenado da indústria baleeira”. A medida precisava de 75% dos votos para ser aprovada — recebeu 38 de um total de 64, na 66ª reunião da CBI, em Portoroz, na Eslovênia.
 
“Com todos os problemas enfrentados atualmente pelas populações de baleias devastadas pela pesca comercial, está claro que elas precisam de uma zona de proteção em que possam não apenas sobreviver, mas também voltar a se recuperar e se desenvolver. O mais decepcionante é que todos os esforços em última instância são derrotados por membros da CBI que estão a milhares de quilômetros de distância, nem sequer no Hemisfério Sul, alguns inclusive no outro extremo”, lamentou John Frizell, especialista em cetáceos do Greenpeace.
 
Brasil, Argentina, Uruguai, Gabão e África do Sul encabeçam a proposta, que tem resistência principalmente de Japão, Noruega e Islândia. Os defensores alegam que 71% das 3 milhões de baleias caçadas no mundo entre 1900 e 1999 foram vitimadas no Hemisfério Sul — a proibição mundial da caça foi imposta há 30 anos. Cachalotes e baleias fin, azul, jubarte e minke foram as espécies mais afetadas, de acordo com os defensores da iniciativa, e algumas delas começaram a se recuperar nas últimas três décadas.
 
Segundo o texto, rejeitado regularmente pelo CBI desde 2001, o santuário vai promover “a biodiversidade, a conservação e a utilização não letal dos recursos baleeiros no Oceano Atlântico Sul”. O Japão, porém, alega interesse científico para justificar a caça de baleias e se opõe veementemente à delimitação do espaço. “O uso sustentável de recursos marinhos vivos, incluindo baleias, está perfeitamente de acordo com a proteção do meio ambiente”, disse o representante japonês na reunião deste ano. 
 
 
 
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Fonte: Correio Braziliense