Relógio do Juízo Final

Cientistas mantêm ‘Relógio do Juízo Final’ a três minutos para a meia-noite

27 de janeiro de 2016

Relógio é metáfora que mostra quão próximos estamos de destruir planeta. Aquecimento global, terrorismo e tensão nuclear colaboram para resultado.

Cientistas apresentam, nesta terça-feira, 'Relógio do Juízo Final', metáfora para mostrar o quão perto estamos da destruição do planeta: quanto mais perto da meia-noite, piCientistas apresentam, nesta terça-feira, 'Relógio do Juízo Final', metáfora para m (Foto: AP Photo/Alex Brandonor )

Cientistas apresentam, nesta terça-feira, 'Relógio do Juízo Final', metáfora para mostrar o quão perto estamos da destruição do planeta: quanto mais perto da meia-noite, pior a situação (Foto: AP Photo/Alex Brandonor )

 

As ameaças nucleares e as mudanças climáticas representam fortes ameaças ao planeta e o simbólico Relógio do Juízo Final se mantém marcando três minutos para a meia-noite, anunciou nesta terça-feira (26) o Boletim de Cientistas Atômicos.
 
O relógio serve como uma metáfora para quão próximo a humanidade se encontra de destruir o planeta e recentemente, em 2015, foi acertado para mais perto da meia-noite.
 
"Ele permanece o mais próximo que já esteve [do marco da meia-noite] nos últimos 20 anos", disse Rachel Bronson, diretora-executiva do Boletim de Cientistas Atômicos, durante conferência de imprensa na capital americana.
 
O aquecimento global, o terrorismo, as tensões nucleares entre os Estados Unidos e a Rússia, as preocupações sobre o arsenal norte-coreano, as tensões entre Índia e Paquistão e as ciber-ameaças permanecem como as influências desestabilizadoras, afirmou Lawrence Krauss, cosmólogo e professor da Universidade do Estado do Arizona.
 
A decisão de não mudar o relógio desde 2015 "não é uma boa notícia", declarou aos jornalistas.
 
Ex-secretário da Defesa dos EUA William Perry (com microfone) fala ao lado do ex-secretário de Estado dos EUA George Shultz (esq.), governador Jerry Brown e Jerry Seelig depois da divulgação do Relógio do Juizo Final  (Foto: AP Photo/Jeff Chiu)
Ex-secretário da Defesa dos EUA William Perry (com microfone) fala ao lado do ex-secretário de Estado dos EUA George Shultz (esq.), governador Jerry Brown e Jerry Seelig depois da divulgação do Relógio do Juizo Final (Foto: AP Photo/Jeff Chiu)
 
 
Apesar de algumas notícias positivas no ano passado, inclusive o acordo nuclear iraniano e a conferência climática, em Paris, os especialistas expressaram sua preocupação de que os arsenais nucleares internacionais estejam crescendo e que os compromissos antipoluição percam força.
 
"A luta contra as mudanças climáticas mal começou e não está claro se os países do mundo estão prontos para fazer as muitas escolhas difíceis que serão necessárias para estabilizar o clima e evitar possíveis desastres ambientais", disse Krauss.
 
A decisão de acertar ou não o relógio é tomada por um grupo de cientistas e intelectuais, inclusive 16 ganhadores do prêmio Nobel.
 
O Relógio do Juízo Final foi criado em 1947. Ele foi alterado 18 vezes desde então, e já marcou dois minutos para a meia-noite em 1953 e 17 minutos para a meia-noite em 1991.
 
A última vez em que marcou três minutos para a meia-noite foi em 1983, quando a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a então União Soviética estava no auge.