Paris

Cheia do rio Sena continua e afeta turismo em Paris; 1.500 são retirados de casa

29 de janeiro de 2018

Na área da Torre Eiffel, os barcos turísticos estão ancorados após a proibição de navegar. Cerca de 1.500 pessoas foram retiradas de suas casas na região da capital francesa.

 

 

Homem atravessa barreira submersa pelo Rio Sena, em Paris. À esquerda, é possível ver a Torre Eiffel.  (Foto: Stéphane Delfour/AFP)

Homem atravessa barreira submersa pelo Rio Sena, em Paris. À esquerda, é possível ver a Torre Eiffel. (Foto: Stéphane Delfour/AFP)
 
 
 
 
O volume do Rio Sena continua aumentando neste domingo (28), em Paris. A situação paralisou a atividade turística na região e cerca de 1.500 pessoas foram retiradas de suas casas.
 
O nível do rio, que atravessa Paris, deve chegar a 5,95 metros nesta noite – o que significa mais de quatro metros acima do normal, anunciou o serviço de informações Vigicrues.
 
A cheia é menor que a registrada em junho de 2016 (6,10 m), quando foram registradas graves inundações na capital francesa, e nem se aproxima do temido recorde de 1910, quando o Sena atingiu 8,62 metros.

 

 

Paris está em alerta pela cheia do Rio Sena. (Foto: Geoffroy Van Der Hasselt/AFP)

Paris está em alerta pela cheia do Rio Sena. (Foto: Geoffroy Van Der Hasselt/AFP)
 
 
 
 
A água atingiu neste domingo a altura da coxa da célebre estátua de um guerreiro zuavo na ponte de Alma, que serve de referência aos parisienses para medir a cheia do rio.
 
Na área da Torre Eiffel, os barcos turísticos estão ancorados após a proibição de navegar.
 
As margens do Sena, frequentadas por pedestres e ciclistas, assim como as docas – algumas que servem de entrada para restaurantes flutuantes – estão sob a água.
 
 
 
 
Mais da metade da árvore fica submersa pelas águas do Sena, na margem do rio. (Foto: Geoffroy Van Der Hasselt/AFP)
 
Mais da metade da árvore fica submersa pelas águas do Sena, na margem do rio. (Foto: Geoffroy Van Der Hasselt/AFP)
 
 
 
 
 
Após um incidente no sábado, quando duas pessoas foram observadas navegando em uma canoa, as autoridades recordaram que está proibida a navegação e alertaram para o perigo de usar qualquer tipo de embarcação nas condições atuais.
 
A diminuição das águas pode ser "muito, muito lenta", advertiu Colombe Brossel, vice-secretária do Departamento de Segurança da prefeitura de Paris.
 
"Voltar completamente à normalidade vai levar semanas", disse o diretor do Serviço de Meio Ambiente na região (DRIEE), Jérôme Goellner.