Ozônio

Medição de satélite constata que veto ao CFC está de fato ajudando a proteger a camada de ozônio

9 de janeiro de 2018

Ozônio protege contra ação dos raios ultravioleta e vinha sendo destruído pela ação humana. Nos anos 1980, comunidade internacional adotou medidas para reduzir cloro que aumenta buraco na estratosfera

 

Atmosfera terrestre vista do espaço (Foto: Nasa)

Atmosfera terrestre vista do espaço (Foto: Nasa)
 
 
 
 
 
A agência espacial americana Nasa anunciou que, pela primeira vez, cientistas demonstraram através de observações diretas por satélite que a destruição da camada de ozônio está diminuindo devido à redução dos níveis de cloro que a provocam.
 
As medições mostram que a queda dos índices de cloro, resultante de uma proibição internacional de produtos químicos com base em clorofluorocarbonetos (CFCs), causou uma diminuição de cerca de 20% da destruição de ozônio durante o último inverno antártico em comparação com o ano de 2005 — o primeiro em que os níveis de cloro e ozônio foram medidos pelo satélite Aura, da Nasa.
 
"Vemos muito claramente que o cloro dos CFCs está diminuindo no buraco da camada de ozônio, e que menos destruição de ozônio está ocorrendo por causa disso", disse a autora principal do estudo, Susan Strahan, cientista atmosférica do Centro Goddard da Nasa.
 
 
Estratosfera
 
Os CFCs são compostos químicos de longa duração que sobem para a estratosfera, onde são quebrados pela radiação ultravioleta do sol, liberando átomos de cloro que destroem as moléculas de ozônio.
 
O ozônio estratosférico protege a vida no planeta através da absorção de radiação ultravioleta potencialmente nociva que pode causar câncer de pele e cataratas, prejudicar o sistema imunológico e danificar as plantas.
 
Dois anos após a descoberta do buraco antártico na camada de ozônio, em 1985, os países assinaram o Protocolo de Montreal, que regulava os compostos que a destroem. Emendas posteriores ao protocolo eliminaram completamente a produção de CFCs.
 
Estudos anteriores usaram análises estatísticas de mudanças no tamanho do buraco do ozônio para demonstrar que a destruição da camada de ozônio está diminuindo, mas a pesquisa publicada agora na “Geophysical Research Letters” é a primeira a usar medidas da composição química dentro do buraco da camada de ozônio para confirmar não apenas que a decomposição do ozônio diminuiu, mas que isso é causado pela eliminação dos CFCs.