Plástico

Plástico e isopor serão proibidos na Alemanha a partir de 2021

18 de setembro de 2020

Canudos de plástico também serão proibidos. Lei segue orientação da União Europeia em reduzir a produção do material, considerado risco para a vida marinha.

 

 

Estamos criando um oceano de plástico?

Tartaruga luta contra o emaranhado de lixo descartado. Crédito: Sergio Hanquet/Getty Images

 

Alemanha anunciou que proibirá a venda de uma série de produtos descartáveis, entre eles o plástico e o isopor. Saindo na frente na corrida pela sustentabilidade, a decisão começa a valer a partir do dia 3 de julho de 2021.
 
Em menos de um ano, produtos como canudos de plástico, talheres descartáveis, pratos, palitos, copos e caixas de poliestireno estarão proibidas no país. O maior objetivo é reduzir a quantidade de resíduos de plástico e poliestireno no meio ambiente, um dos grandes causadores da degradação ambiental e poluição dos oceanos.
 
 
alemanha proíbe plástico e isopor 2
 
 
Além disto, o plano também inclui o fechamento de 8 operações de trabalho com carvão marrom localizadas principalmente em regiões economicamente decadentes e aumentar cada vez mais a oferta de energia renovável, hoje responsável por 50% da energia da Alemanha.
 
Em anúncio oficial, o ministro do Meio Ambiente Schulze, disse que a medida faz parte de um esforço para o distanciamento em definitivo da “cultura descartável”. Pesquisas mostram que cerca de 25 milhões de toneladas de resíduos são despejadas por ano nos oceanos. Segundo a ONU, de 60% a 80% de todo o lixo no mar é plástico e até 2050 pode haver mais plástico do que peixes no mar.
 
 
Mar de plástico - Planeta
 
 
 
 
 
Quantidade de plástico no Atlântico Norte aumentou dez vezes desde o ano 2000

 

Foto da série do mexicano Alejandro Durán, chamada "Washed up", que se concentra no problema da contaminação dos oceanos com plástico. Na imagem acima, garrafas de plástico que atravessaram o mar até chegar a Sian Ka'an. — Foto: Causa e Efeito/Alejandro Durán

Foto da série do mexicano Alejandro Durán, chamada "Washed up", que se concentra no problema da contaminação dos oceanos com plástico. Na imagem acima, garrafas de plástico que atravessaram o mar até chegar a Sian Ka'an. — Foto: Causa e Efeito/Alejandro Durán
 
 
 
 
A quantidade de plástico acumulado no Oceano Atlântico Norte e nos mares adjacentes se multiplicou por dez desde o ano 2000, segundo estudo publicado nesta terça-feira (16) pela revista "Nature".
 
A pesquisa, liderada pela bioquímica marítima Clare Ostle, da Marine Biological Association, do Reino Unido, conseguiu dados sobre o acúmulo do material utilizando os registros de emaranhados de objetos fabricados com plástico em um instrumento de amostragem marinha chamado de coletor contínuo de plâncton (CPR, em inglês).
 
 
59 anos em dados
 
Ostle coletou informações referentes a 1957 até 2016, o que torna o estudo um dos primeiros a acompanhar a quantidade de plástico no oceano. A utilização do material cresceu de forma exponencial desde a década de 1950.
 
O CPR foi rebocado por mais de 6,5 milhões de milhas náuticas (12 milhões de quilômetros) no oceano Atlântico Norte e em águas adjacentes. Usando os registros de quando os plásticos se emaranharam nesse instrumento, Ostle e os seus companheiros puderam documentar as mudanças na quantidade de produtos acumulados em 59 anos.
 
A partir disso, concluíram que o acúmulo de plástico no oceano aberto aumentou dez vezes de 2000 em diante. Também descobriram que os emaranhados de plástico relacionados com a pesca, como as redes, contribuíram de forma mais significativa ao aumento observado nas últimas duas décadas.