Países amazônicos intensificam cooperação

22 de julho de 2004

Foto1: As oito nações da OTCA – Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela – voltam a se reunir em Manaus, em setembro, para aprovar o Plano Estratégico da Secretaria Permantente até 2010 Foto2: Rosalía Arteaga Serrado, Secretária-Geral da OTCA, defendeu uma melhor qualidade de vida para os povos da região amazônica  “A… Ver artigo

Foto1: As oito nações da OTCA – Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela – voltam a se reunir em Manaus, em setembro, para aprovar o Plano Estratégico da
Secretaria Permantente até 2010



Foto2: Rosalía Arteaga Serrado, Secretária-Geral da OTCA, defendeu uma melhor qualidade de vida para os povos da região amazônica


 “A liderança regional da OTCA em todos os temas relativos à Amazônia ficou muito clara”, destacou a Secretária-Geral da Organização, Rosalía Arteaga Serrano. A ex-presidente equatoriana defendeu a busca de uma melhor qualidade de vida dos povos da região. 
Mais de 150 pessoas, entre especialistas, representantes de organismos internacionais, de cooperação, ONGs e membros das CNPs – instâncias dos países membros encarregadas de propor iniciativas e implementar nacionalmente as disposições do Tratado de Cooperação Amazônica – se reuniram em Brasília  nos dias 1o e 2 de julho para discutir o plano estratégico, espécie de carta de navegação política da Secretaria Permanente.
Na cerimônia de abertura da I Reunião, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, disse que é preciso dar maior “densidade política” à OTCA e anunciou, além da cúpula de chanceleres, uma reunião de presidentes no primeiro trimestre de 2005, no 25o aniversário da entrada em vigor do Tratado.
A OTCA, implementada há um ano e meio, “já demonstra vitalidade para fortalecer a integração entre os oito países membros”, declarou Amorim. O chanceler considerou que a união fortalece os países e reforça a soberania individual de cada um dos estados. “A valorização e o desenvolvimento sustentável da Amazônia são, sem dúvida, a melhor forma de proteção dos nossos interesses”, afirmou.
  Para a ministra do Meio Ambiente brasileira, Marina Silva, o Plano Estratégico da Secretaria Permanente da Organização constitui uma base para o desenvolvimento sustentável da região. A ministra anunciou a intenção de estabelecer um programa conjunto para enfrentar o uso do mercúrio em garimpos de ouro na Bacia Amazônica. “Esperemos que a OTCA ajude a harmonizar programas e projetos de interesse comum permitindo uma abordagem mais ampla e coerente dos problemas e das potencialidades da região”, disse Marina. A ministra considerou que o Plano Amazônia Sustentável – implementado pelo governo brasileiro – e o Plano Estratégico da OTCA têm as mesmas prioridades.


Distrito Federal


Cuidado ambiental com o córrego do Guará


Wilson Nobre, diretor de Educação e Lazer do ZooBrasília, reuniu servidores do Zoológico e grupos de escoteiros de diversas cidades do Distrito Federal para uma demonstração de respeito ao meio ambiente. Com a ajuda de Diana Tollstadius, coordenadora do grupo escoteiro João de Barro, promoveu  um mutirão de limpeza no Córrego Guará, que banha o Jardim Zoológico. Esse curso d’água nasce em uma reserva ecológica e em seus 8km de percurso trava uma verdadeira corrida de obstáculos até desaguar no Riacho Fundo, que derrama suas águas no Lago Paranoá, o espelho d’água que embeleza Brasília e alivia a secura da capital federal durante a estiagem.
O Córrego Guará recebe esgotos clandestinos e o lixo de duas cidades que o margeiam, o Guará II e a Candangolândia. Devido a essa proximidade urbana, a mata ciliar e de galeria está devastada em vários trechos. Por sobre suas águas passam ainda duas rodovias e uma linha de metrô. O córrego também sofre com o óleo e a graxa derramados pelo Setor de Oficinas Sul.
Em apenas duas horas de trabalho, os voluntários do mutirão retiraram mais de 30 sacos de lixo das margens e do leito do Guará. Havia plásticos, papéis, PET, muito vidro, metais, pedaços de carros e até animais mortos.
A ação serve como exemplo e alerta para que os cidadãos assumam a responsabilidade de preservar esse e outros cursos d’água agredidos pela insensatez humana.


Prêmio von Martius


Premiação valoriza pela quinta vez a contribuição
socioambiental de empresas, ONGs, poder público e indivíduos


A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de São Paulo, por seu Departamento de Meio Ambiente, com o patrocínio da Henkel, Odebrecht, DaimlerChrysler, Voith Siemens Hydro Power Generation e Tetra Pak abriu inscrições para a Edição 2004 do Prêmio Ambiental von Martius.
Objetivo: reconhecer o mérito de iniciativas de empresas, do poder público, de indivíduos e da sociedade civil que promovam o desenvolvimento econômico, social e cultural com respeito ambiental.
O Prêmio Ambiental von Martius está na sua 5a edição e se realiza anualmente. Segundo o diretor de Meio Ambiente da Câmara Brasil Alemanha, Ricardo Rose, o prêmio foi instituído para transmitir uma mensagem sobre responsabilidade ecológica para o mundo, através da valorização de três importantes áreas de ação: Humanidade, Tecnologia e Natureza.
Rose também reitera a contribuição da cultura alemã à formação e desenvolvimento do Brasil e simbolicamente homenageia o botânico alemão Karl Friedrich von Martius, cujo trabalho contribuiu grandemente para o conhecimento e valorização dos ambientes natural e cultural de nosso País. O prêmio é auditado pela Price Waterhouse Coopers.


Mais informações:
Fone: (+11) 4702-9006
fax: (+11) 4702-9007
info@premiovonmartius.com.br
www.ahk.org.br/premio/index.asp