Folha do Meio Há 21 ANOS 1989 - 2010

Ecologia social

10 de fevereiro de 2010

Tese do pesquisador José Fernando Morais: a conservação dos recursos naturais em bacias hidrográficas tem que ser socialmente justa. Secretário de Recursos Naturais do Ministério da Agricultura, Fernando Morais é responsável pela condução do Programa Nacional de Microbacias Hidrográficas, que busca o apoio conjunto dos poderes públicos municipal, estatal e federal no desenvolvimento integrado de… Ver artigo

Tese do pesquisador José Fernando Morais: a conservação dos recursos naturais em bacias hidrográficas tem que ser socialmente justa. Secretário de Recursos Naturais do Ministério da Agricultura, Fernando Morais é responsável pela condução do Programa Nacional de Microbacias Hidrográficas, que busca o apoio conjunto dos poderes públicos municipal, estatal e federal no desenvolvimento integrado de comunidades rurais, organizadas em função de uma microbacia, e que privilegia o manejo e a conservação de solos, a recuperação de florestas e de mananciais hídricos, bem como a melhoria do equilíbrio ambiental.
Atento às desigualdades entre comunidades urbanas e rurais, o secretário relaciona dois princípios do que pode se chamar de “ecologia social”, previstos no programa:
1) As comunidades rurais precisam ser tão bem atendidas em serviços públicos quanto as cidades;
2) O meio ambiente começa no meio da gente.
As comunidades rurais precisam ser tão bem atendidas em serviços públicos quanto as cidades. Como preconiza o Programa de Microbacias, Morais defende que os projetos de conservação de recursos naturais devam nascer da decisão da comunidade e que os governos ajudem naquilo que for necessário. “Só assim, respeitando a visão do problema destes cidadãos, e agindo interativamente é que se terá uma consciência da necessidade de conservação. Respeitar sua decisão é reconhecê-los integrante do meio ambiente”, observa.


JARDIM BOTÂNICO DO RJ
A mais antiga e uma das mais importantes instituições de pesquisas do País, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, está seriamente ameaçada. O motivo é o de sempre: descaso das autoridades, falta de recursos, invasões e ocupações ilegais. Fundado em 1808, por D. João VI, o JB-RJ têm 174 hectares e vem sofrendo com as invasões. São 537 imóveis ilegais, entre oficinas e residências, algumas até com piscina.
O rio dos Macacos, que atravessa o Jardim Botânico, está totalmente poluído pelo esgoto das casas e das oficinas clandestinas. Cartão de visitas do Rio de Janeiro, o Jardim Botânico retrata muito bem como está sendo tratada a questão ecológica na Cidade Maravilhosa.