ARARA-DE-LEAR: ESPERANÇA DE VOLTA

16 de dezembro de 2015

Arara-azul-de-lear tem primeira reprodução em cativeiro no Zoológico de São Paulo

A arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) está ameaçada de extinção e tem uma população de menos de 1.300 indivíduos concentrados na região noroeste do estado da Bahia. Assim, as iniciativas de conservação se concentram em manter o crescimento populacional da espécie, garantindo e incrementando a qualidade do habitat e envolvendo as comunidades de sua área de ocorrência na conservação da ave. 
 
O trabalho inclui o monitoramento da espécie em vida livre, o combate ao tráfico, a diminuição dos conflitos resultantes de ataques pelas araras a plantações de milho na sua área de ocorrência e a reprodução em cativeiro. Daí que o esforço dos técnicos ultrapassou o simples combate ao tráfico e ao monitoramento para encontrar na ciência uma forma de reprodução em cativeiro. E, este ano, o Parque Zoológico de São Paulo anunciou o primeiro o nascimento em cativeiro de uma arara-azul-de-lear. É o primeiro registro no Brasil. 
 
Para o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave) isso representa um grande passo para o manejo da espécie em vida livre. Segundo a médica veterinária e analista ambiental do Cemave, Camile Lugarini, o nascimento do animal em cativeiro também demonstra o comprometimento dos mantenedores da arara-azul-de-lear no Brasil para a conservação da espécie. A arara-azul-de-lear vive em bandos e utiliza para descanso e reprodução os paredões rochosos de arenito-calcário localizados em dois sítios protegidos, a Serra Branca, localizada na Estação Ecológica (ESEC) do Raso da Catarina, no município de Jeremoabo; e a Toca Velha na Estação Biológica de Canudos, de propriedade da Fundação Biodeversitas. Para médica veterinária Camile Lugarini, a reprodução em cativeiro tem o objetivo de melhorar os índices genéticos de uma população localizada no Boqueirão da Onça e também ajudar no monitoramento da Estação Ecológica do Raso da Catarina, onde a espécie se reproduz nas cavidades naturais dos paredões rochosos de arenito-calcário.
 
ALIMENTAÇÃO: Sementes de palmeira licuri (Syagrus coronata), flores de sizal (Agave sp), frutos de pinhão (Jatropha pohliana) e umbu (Spondias tuberosa), baraúna (Schinopsis brasiliensis Engl) e mucunã (Dioclea sp.). Quando a escassez de alimento é grande, as araras se alimentam de milho plantado pela população local. Em 2006, sob a coordenação do IBAMA, a Parrots International (www.parrotsinternational.org) e a Fundação Lymington começaram um programa de ressarcimento do milho para a população que teve a plantação atacada pelas araras. STATUS: Até o ano de 2008 encontrava-se na categoria criticamente ameaçada, sendo incluída no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES) e na Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (MMA 2003). Após a verificação de que sua população havia alcançado o número de 960 indivíduos, foi considerada como espécie “Em Perigo” de acordo com os critérios do CITES.

 

As araras são encontradas na Bahia, especialmente na Reserva Ecológica do Raso da Catarina e na Reserva Biológica de Canudos. Sua área de distribuição histórica incluía outros municípios como Campo Formoso, Euclides da Cunha, Uauá, Jeremoabo, Canudos, Sento Sé e Paulo Afonso. Projeto ararinha-azul-de-lear  busca tirar a espécie da situação de risco. 

 

As araras são encontradas na Bahia, especialmente na Reserva Ecológica do Raso da Catarina e na Reserva Biológica de Canudos. Sua área de distribuição histórica incluía outros municípios como Campo Formoso, Euclides da Cunha, Uauá, Jeremoabo, Canudos, Sento Sé e Paulo Afonso. 

 

A arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) é uma das espécies de aves mais ameaçadas de extinção no Brasil.

 

Na ação integrada dos parceiros que defendem a arara-azul-de-lear um dos passos mais importantes é a educação ambiental para as comunidades que vivem na região. A Educação Ambiental é um meio de tradução do conhecimento científico para uma linguagem social e didática, oferecendo informações para um diálogo com o indivíduo dentro da sociedade.

 

 

Segundo técnicos do ICMBio, a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) possui coloração semelhante à arara azul (A. hyacinthinus). Porém a de lear é nitidamente menor.  As duas espécies têm diferença no tom de cores: a cabeça e o pescoço possuem coloração azul-esverdeados, a barriga possui a cor azul-desbotado, com asas e caudas num tom de azul cobalto. Possuem o anel em volta do olho de cor amarelo claro, com as pálpebras brancas ou levemente azuladas. 
A diferença mais significativa está na forma da barbela (pele em torno da mandíbula). A A. hyacinthinus tem a forma de uma fita (abaixo à esquerda). A Anodorhynchus leari possui a forma de nódoa, como se fosse uma gota (abaixo à direita).

 

ARARA-DE-LEAR: ESPERANÇA DE VOLTA

22 de outubro de 2015

Arara-de-lear tem primeira reprodução em cativeiro no Zoológico de São Paulo

A arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) é considerada ameaçada de extinção e tem uma população de menos de 1.300 indivíduos concentrados na região noroeste do estado da Bahia. Assim, as iniciativas de conservação se concentram em manter o crescimento populacional da espécie, garantindo e incrementando a qualidade do habitat e envolvendo as comunidades de sua área de ocorrência na conservação da ave. Isso inclui o monitoramento da espécie em vida livre, o combate ao tráfico, a diminuição dos conflitos resultantes de ataques pelas araras a plantações de milho na sua área de ocorrência e a reprodução em cativeiro.
Daí que o esforço dos técnicos ultrapassou o simples combate ao tráfico e ao monitoramento para encontra na ciência uma forma de reprodução em cativeiro. E, no mês de abril, o Parque Zoológico de São Paulo anunciou o primeiro o nascimento em cativeiro de uma arara-azul-de-lear. É o primeiro registro no Brasil. 
Para o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave) isso representa um grande passo para o manejo da espécie em vida livre. Segundo a médica veterinária e analista ambiental do Cemave, Camile Lugarini, o nascimento do animal em cativeiro também demonstra o comprometimento dos mantenedores da arara-azul-de-lear no Brasil para a conservação da espécie.
A arara-azul-de-lear vive em bandos e utiliza para descanso e reprodução os paredões rochosos de arenito-calcário localizados em dois sítios protegidos, a Serra Branca, localizada na região sudoeste da Estação Ecológica (ESEC) do Raso da Catarina, no município de Jeremoabo; e a Toca Velha na Estação Biológica de Canudos, de propriedade da Fundação Biodeversitas. Para médica veterinária Camile Lugarini, a reprodução em cativeiro tem o objetivo de melhorar os índices genéticos de uma população localizada no Boqueirão da Onça e também ajudar no monitoramento da Estação Ecológica do Raso da Catarina, onde a espécie se reproduz nas cavidades naturais dos paredões rochosos de arenito-calcário.
ALIMENTAÇÃO: Sementes de palmeira licuri (Syagrus coronata), flores de sizal (Agave sp), frutos de pinhão (Jatropha pohliana) e umbu (Spondias tuberosa), baraúna (Schinopsis brasiliensis Engl) e mucunã (Dioclea sp.). Quando a escassez de alimento é grande, as araras se alimentam de milho plantado pela população local. Em 2006, sob a coordenação do IBAMA, a Parrots International (www.parrotsinternational.org) e a Fundação Lymington começaram um programa de ressarcimento do milho para a população que teve a plantação atacada pelas araras.
STATUS: Até o ano de 2008 encontrava-se na categoria criticamente ameaçada, sendo incluída no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES) e na Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (MMA 2003). Após a verificação de que sua população havia alcançado o número de 960 indivíduos, foi considerada como espécie “Em Perigo” de acordo com os critérios do CITES. 

Projeto ararinha na natureza busca a sobrevivência da espécie 

 

As araras são encontradas na Bahia, especialmente na Reserva Ecológica do Raso da Catarina e na Reserva Biológica de Canudos. Sua área de distribuição histórica incluía outros municípios como Campo Formoso, Euclides da Cunha, Uauá, Jeremoabo, Canudos, Sento Sé e Paulo Afonso.