Boca no Trombone!

24 de novembro de 2004

Às vezes, não dá para segurar. Só mesmo o desabafo para protestar e exigir respeito ao meio ambiente. Este é um espaço reservado aos leitores inconformados.

Juquehy, Boracéia e Barra do Uma
 Meio ambiente tem sua parte global e sua importante parte local. Talvez essa a mais importante. Se todos os comportamentos locais forem adequados, quem ganha é o global. Digo isso para fazer uma denúncia:  há um vazamento localizado a 2m de uma caixa de escoamento de água das chuvas, feito por um morador local, que vai direto pro Rio Juquehy, que desagua no mar. A Sabesp colocou as tubulações, mas ainda não ativou o tratamento de esgoto na região. A população local acabou por ligar seus canos de esgoto nesta tubulação, que não tendo destino correto está estourando nas ruas. Há risco de contaminação, até mesmo na comida que é feita nas casas. A prefeitura, Sabesp e a regional de Juquehy foram procurados e informados da situação. Até agora nada foi resolvido. Ao procurar a regional de Juquehy, fomos informados que em Boracéia e Barra do Una, está ocorrendo o mesmo problema. Nos dias de sol o odor é insuportável. Quando chove, a rua toda inunda de esgoto e a situação fica ainda pior.
Amanda Léa – Rodovia Rio Santos 167, km 177
Praia de Juquehy – tel (12) 3863-1233


Destruição ilegal
Dia 24 de outubro, domingo bem cedinho, na rua dos Bandeirantes, 60, em frente da imobiliária “De Lucca”, foi derrubada uma linda e saudável árvore. Como era domingo, a prefeitura não trabalha. Ligamos para polícia ambiental. Disseram que por ser área urbana, a competência era da prefeitura. Na segunda-feira ligamos para prefeitura. Depois de muito custo, disseram que iriam mandar fiscalizar. Todos achavam que a derrubada da árvore era ilegal, mas nenhum provicência foi tomada. Terça-feira começaram a tirar as raízes que ficaram na calçada. O tempo passa, os fiscais vêm e vão e as árvores continuam tombando aos nossos olhos… e a destruição vai chegando cada vez mais perto da gente.
ruzela@zipmail.com.br – Campinas – SP


Projeto Jari
Amigos da Folha do Meio: aqui do sul do Amapá continuamos dividindo problemas e buscando soluções. As autoridades ambientais parecem estar falando para o vento, ou para o espelho. Mas, como diz o velho adágio “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. É o que esperamos que aconteça com o Projeto Jarí. As agroindústrias precisam colocar filtros nas suas chaminés, para queima dos gases poluentes de odores forte, como o ácido cianidro, enxofre e os mecapertanos, para melhorar a qualidade de vida das pessoas que moram aqui.  Esta é a segunda vez que estou denunciando o Projeto Jari. Sou um dos conselheiros do COEMA -Conselho Estadual do Meio Ambiente
Leal Siqueira – lealsiqueira@bol.com.br


Capão da Canoa
 Vocês precisam ver o que a especulação imobiliária está fazendo em Capão da Canoa-RS. Prédios de 13 e 14 andares, uns grudados nos outros, formando um paredão, estão surgindo a toda hora. Sem o menor controle urbanístico. Quase já não há mais espaços livres. Arborização, nem pensar! O cantar das aves, menos ainda. Só se escuta o barulho das betoneiras. Onde está o poder público? Onde está o plano diretor de Capão da Canoa? Enquanto a selva de pedra cresce, a qualidade de vida diminui.
Sérgio Luiz Ribeiro – sergio.neli@terra.com.br


Passa Quatro pede socorro!
Ministro José Dirceu e governador Aécio Neves: olhem por nós!


O ministro Walfrido Mares Guia, do Turismo, recentemente visitando Passa Quatro e vendo toda sua potencialidade turística, prometeu fazer dela um centro turístico de referência. O ministro José Dirceu, filho da terra, tem o mesmo objetivo e incentivou a vinda do trem turístico. Hoje uma realidade em Passa Quatro. O governador Aécio Neves tem apoiado a Estrada Real, projeto turístico de alcance
internacional. Passa Quatro, no pé da Mantiqueira, está dentro desse roteiro. Hoje a cidade conta com um grande hotel e 14 belas pousadas. Mas todo esse potencial turístico está ameaçado por granjas que infernizam a região com muito mau cheiro e geram uma quantidade enorme de mosquitos.


A SURPRESA
Qual não foi nossa surpresa quando vimos aprovada pelo COPAM-MG (Conselho Estadual de Política Ambiental) uma licença (LI n. 007 ) para ampliação da Granja Santa Clara. Não somos contra as granjas, desde que sejam feitas nos lugares e com os procedimentos corretos. Mas esta ampliação contraria a legislação federal, estadual e principalmente a legislação municipal que tem uma lei específica para as granjas da região. A Lei Municipal n. 455 Inciso n. IV – 13 de maio de 2003 proíbe a instalação e o aumento das granjas já estabelecidas. A legislação federal e a estadual são lindas, mas nem sempre é aplicada corretamente. A verdade é que os poderios econômico e político passam por cima dessas leis.


CASA DA MÃE JOANA
Diz a legislação do COPAM: “Os procedimentos usados para a tomada de decisões pelas câmaras técnicas e pelo conselho rotineiramente incluem a presença de representantes de comunidades e demais agentes envolvidos nos temas em discussão”. Mas a comunidade não foi consultada, nem levada em consideração. Isso aqui virou casa da mãe Joana. Vem um qualquer de fora, chega e faz o que quer, contrariando os interesses da comunidade e passando por cima de leis e normas, agredindo o meio ambiente. Será que nossa comunidade está condenada a conviver eternamente com mau cheiro e mosquitos?
O município vizinho de Itanhandu já está destruído com granjas espalhadas por todo o seu redor. A população não pode fazer nada.


FOMOS ENGANADOS
Quando da  instalação da Granja Santa Clara em Passa Quatro, venceu o poderio econômico, enganando a todos, prometendo um paraíso de emprego, organização, limpeza, arborização, prevenção. Só promessas.
As granjas produzem muito esterco de galinha. Eles se desfazem deste esterco de várias maneiras: dão, vendem, trocam e as carroças e caminhões saem com esse esterco espalhando fedentina e mosquitos pelos arredores da cidade. Um horror! Os empregos são poucos, o lucro vai para fora e nós ficamos apenas com o mau cheiro, os mosquitos e as promessas de que alguém vai tomar providência.


TEORIA É UMA, A PRÁTICA…
Na teoria, o COPAM é ótimo: “Compete ao COPAM compatibilizar os planos, programas, projetos, atividades de proteção, conservação e melhoria do meio ambiente com as normas estabelecidas de acordo com a legislação em vigor e de forma a que se possa alcançar o bem-estar da comunidade; incentivar os municípios a adotarem normas de proteção, conservação e melhoria do meio ambiente…”. Mas na prática, aqui em Passa Quatro está sendo completamente o contrário. O COPAM passou por cima da comunidade, não está vendo o bem estar da população e atende, simplesmente, o interesse de um grupo econômico. Não está incentivando os municípios a adotarem normas de proteção e conservação do meio ambiente porque está ignorando a legislação municipal. A Associação de Hotéis e toda a comunidade está revoltada e está se mobilizando para combater esse absurdo.
Associação de Hotéis e Pousadas de Passa Quatro
(35)3371-3000 e 3371-3100