Boca no Trombone!

Às vezes, não dá para segurar. Só mesmo o desabafo para protestar e exigir respeito ao meio ambiente.

20 de dezembro de 2005

Alcoa, preço ambiental“Sou ludovicense. Vivi em São Luís do Maranhão até meus 50 anos e acompanhei de perto toda a movimentação esperançosa quando o governo abriu as portas para a instalação da ALCOA – Alumínios, na ilha de São Luís, cercada de mangues por todos os lados, viveiro de vidas aquáticas imprescindíveis ao ambiente. Primeiro… Ver artigo

Alcoa, preço ambiental
“Sou ludovicense. Vivi em São Luís do Maranhão até meus 50 anos e acompanhei de perto toda a movimentação esperançosa quando o governo abriu as portas para a instalação da ALCOA – Alumínios, na ilha de São Luís, cercada de mangues por todos os lados, viveiro de vidas aquáticas imprescindíveis ao ambiente.
Primeiro erro: A fábrica Alcoa nunca deveria ter sido instalada na Ilha de São Luís. No local, existiam vários mananciais que abasteciam os lençóis freáticos e serviam de nascentes de rios que cortam a ilha. O perigo está exatamente nos descartes desse tipo de indústria, onde os resíduos da produção de alumínio são altamente poluentes e ficam expostos em imensos lagos de decantação.
Segundo erro: Esses lagos de decantação, além de cobrirem as nascentes de água potável, possivelmente contribuíram para a devastação de toda uma região conhecida como “cinturão verde”.
Terceiro erro: metade da energia consumida no Maranhão vai para a Alcoa (Alumar). Explica-se: a produção de alumínio requer grande quantidade de energia: para a produção de 1 tonelada do metal, são necessários cerca de 16.000 quilowatts e o equivalente a 1,7 toneladas de petróleo.
Quarto erro: Até hoje a população do Maranhão espera um retorno social, profissional e humano desse mega-investimento da Alcoa. Afinal, só em 2004, essa empresa faturou 800 milhões de dólares e teve lucro real de 200 milhões de dólares, como divulgado, esta semana, em ampla reportagem elogiosa da revista Istoé/Dinheiro. Será que no mesmo período a Alumar investiu 5% de seu lucro no Maranhão? Muito improvável!
Na mesma reportagem da revista outra constatação: “O projeto de até US$ 5 bilhões encaixa-se com perfeição na estratégia global da Alcoa. Recentemente, em busca de custos mais baixos, o grupo decidiu transferir para países emergentes operações dos Estados Unidos e da Europa. O Brasil tem o binômio ideal para a produção de alumínio: reservas generosas de bauxita, a matéria-prima, e potencial hidrelétrico, o principal insumo para esse tipo de indústria…” Até quanto temos que pagar esse preço ambiental?
Mhário Lincoln do Brasil
mhario@globo.comwww.mhariolincoln.jor.br


SOS Mangues
Novamente temos que freqüentar a Boca no Trombone para mostrar como as autoridades e a fiscalização tratam nossos manguezais. Acessando o site: www.escandalodomeioambientern.cjb.net vocês irão ver fotos de cortar coração. São fotos tiradas do rio Potengi, rio que corta Natal, capital do Rio Grande do Norte. Todos podem ver que a devastação dos mangues é feita bem nas barbas do Ibama. Mesmo assim eles não tomam nenhuma iniciativa. Pelo que se publicou em vários jornais aqui e como todos podem ver no site, a coisa é mais grave do que se imagina, pois se trata de uma verdadeira conspiração contra os manguezais e o meio ambiente. E todos sabem da importância dos manguezais para a biodiversidade marinha e terrestre.
Rogério Câmara – Presidente do SOS Mangue RN
sosmanguern@yahoo.com.br
www.escandalodomeioambientern.cjb.net 
Caso queiram alguma informação adicional,
nossos dados: Tels: (84)9975-5718/3223-4483
SOS Mangue – RN