Boca no Trombone!

20 de julho de 2007

Nem mel nem cabaça “Antes, porém, meus parabéns pela maioridade da “Folha do Meio”. Enriqueci-me com a matéria de junho, mas senti um pouco de ciúme e nostalgia, confesso, só o Amazonas? E o São Francisco? Deus é recorrente, exatamente como a ciência física. Disse-me um caboclo nas águas do Velho Chico: “Não se preocupe não… Ver artigo

Nem mel nem cabaça
 “Antes, porém, meus parabéns pela maioridade da “Folha do Meio”. Enriqueci-me com a matéria de junho, mas senti um pouco de ciúme e nostalgia, confesso, só o Amazonas? E o São Francisco? Deus é recorrente, exatamente como a ciência física. Disse-me um caboclo nas águas do Velho Chico: “Não se preocupe não doutor, o rio se vingará!” É verdade, conclui, quando o planeta é ferido se vinga ou grita: parem!
Meu rio gritou, meu caboclo gritou, e os entes se calaram, estavam cansados de tanta “arrelia”. A sabedoria do mito, todos nós sabemos: ensina-nos a gênese do mundo é o fim. Cabe à ciência apenas confirmar como verdade. Fo-lheei meus conhecimentos hidrológicos para ver como poderia o Chico se vingar? Certamente, o caboclo tinha razão: o reservatório de Sobradinho (1977, 14 bilhões de m3), seu maior regulador, vem sendo aterrado constantemente com 28 bilhões de m3/ano de detritos.
Em cem anos, o rio estará vingado: nem energia hidráulica, nem água para transposição, nem navegação. E as cidades? “Nem mel nem cabaça”, era a voz do Caboclo e do Negro d`Água pela boca de um índio pataxó (o que teve suas terras invadidas pelo governo federal, em Cabrobó). A sabedoria da preservação está nas lendas.”
Engenheiro Cláudio Vianna
laudioyan@hotmail.com – Salvador – BA
 
Recado no PAN
      “Até quando os políticos brasileiros vão usar seus cargos públicos, suas influências e seus apadrinhados no governo para fazer caixa de campanha eleitoral. Aliás, caixa de campanha, não. É para roubar mesmo. Superfaturam obras, desviam recursos, colocam dinheiro no orçamento em benefício próprio. O povo brasileiro é muito bom mesmo. O máximo que fazem é promover uma sonora vaia na abertura do PAN. O recado está dado. Seis vaias ensurdecedoras na festa do Maracanã. A voz do povo é a voz de Deus.
Théo G. Lopes – Rio de Janeiro – RJ


Greve do Ibama
“O governo federal está brincando de política ambiental. Não sabe para onde vai, não sabe onde quer chegar e está perdido no meio da mata. Sem coordenação, sem força política e sem líderes e projetos, Marina Silva continua  rezando. Ela acha que só a oração vai salvar o meio ambiente no Brasil. A greve do Ibama, a divisão do Ibama em dois e a ausência de projetos de longo prazo, tudo é uma piada de mau gosto”.
Thelma C. Veiga – São Paulo – SP