Palmeiras

Inspirando poetas e cientistas

10 de fevereiro de 2004

    Edvalson Bezerra Silva (Mocoin) – de Brasília Minha terra tem palmeiras… Belas, úteis e pouco estudadas. As palmeiras inspiram poetas, estão presentes no cotidiano e no mundo mitológico dos povos indígenas do Brasil. Uma das ações do projeto Etnobiologia, Conservação de Recursos Genéticos e Bem-estar Alimentar em Comunidades Tradicionais, liderado pela Embrapa, tem… Ver artigo

 







 


Edvalson Bezerra Silva (Mocoin) de Brasília


Minha terra tem palmeiras… Belas, úteis e pouco estudadas. As palmeiras inspiram poetas, estão presentes no cotidiano e no mundo mitológico dos povos indígenas do Brasil. Uma das ações do projeto Etnobiologia, Conservação de Recursos Genéticos e Bem-estar Alimentar em Comunidades Tradicionais, liderado pela Embrapa, tem por objetivo estudar a diversidade de espécies de palmeiras existentes da terra indígena krahô, no Nordeste do Tocantins, considerada uma das últimas áreas de cerrado contínuo preservadas. A importância cultural e a manutenção desses recursos genéticos têm a preocupação de não interferir nos costumes associados a cada planta e pode sugerir formas de manejo que preservem as espécies e possam gerar renda aos índios.


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Brasil faz da Semana do Meio Ambiente tempo de ação e de reflexão







Silvestre Gorgulho de Brasília 
Tudo começou com a Conferência de Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada em junho de 1972, em Estocolmo-Suécia, promovida pela ONU. Desde então, nasceu o conceito de desenvolvimento sustentado e a semente da conscientização ambiental começou a ser plantada na cabeça e no coração dos habitantes da Terra. Para marcar a retomada de um desenvolvimento equilibrado, da luta para diminuir o desperdício e do esforço para reutilização de matérias primas, a ONU fez da data do encontro de Estocolmo – 5 de junho – uma data especial: o Dia Mundial do Meio Ambiente. Uma data que marcasse um novo tempo de aprendizagem pela melhor qualidade de vida, menos uso e abuso dos recursos naturais e de uma busca incessante pelo fim do individualismo para dar lugar à solidariedade. A defesa do meio ambiente, o fim do consumismo exarcebado, o combate às drogas, a recuperação de áreas degradadas e, sobretudo, a erradicação da pobreza são ações do Estado e da sociedade que devem ser desenvolvidas de forma prática, sem se descuidar dos princípios dos direitos e dos deveres que regem a vida civilizada. Duas boas notícias importante de destacar: primeiro é que o Dia Mundial do Meio Ambiente deu lugar a toda uma Semana do Meio Ambiente. E até mais: hoje durante praticamente todo o mês de junho estão sendo feitas comemorações e reflexões sobre a data; e, segundo, estas comemorações vão além das iniciativas dos governos estaduais e municipais, das ONGs e das escolas. A iniciativa privada também está incorporando uma série de trabalhos e atos com clientela e funcionários, começando a participar ativamente desta luta sócioambiental.


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Amda lança 21ª Lista Suja
A Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda) lançou na Semana do Meio Ambiente a 21ª Lista Suja, com os seis fatos que mais contribuíram para a degradação ambiental em Minas Gerais e no País. A primeira Lista Suja foi lançada pela entidade m 1982, com base na Lista Negra de empresas que era lançada pelo jornalista Ralph Nader, nos EUA. Até 1999, a Lista Suja dos degradadores divulgava nomes de empresas e órgãos públicos. A partir daquele ano, a Amda passou a divulgar os fatos mais relevantes e o nome dos responsáveis pelos mesmos.


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Empresas aprendem valor da responsabilidade socioambiental
O Brasil comemorou mais uma Semana do Meio Ambiente. Com palestras, atos públicos e ações das mais variadas, os brasileiros deram um tempo em seu local de trabalho, nas escolas e nas repartições públicas para um momento de reflexão: se quase todos os problemas socioambientais em nosso País e em nosso Planeta são provocados pelos homens, as soluções também só poderão vir pelos próprios homens. Assim, a tarefa mais urgente e mais oportuna é defender as boas condições de vida sobre a Terra. Como? Erradicando a pobreza, minimizando o desperdício, reciclando, reutilizando os recursos naturais e promovendo o desenvolvimento sustentado. Nesta luta começam a se engajar também as empresas e as indústrias que aprenderam o valor da responsabilidade social.


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Pontos turísticos do Pantanal viram “ilha de entulho”
Joanice Pierini Loureiro –
De Cuiabá (MT) 
“Deixa estar jacaré: sua lagoa há de secar…” A expressão típica da cultura popular brasileira infelizmente retrata com fidelidade a situação em que estão atualmente as baías de Siá Mariana e Chacororé, em Barão do Melgaço, no coração do Pantanal Mato-grossense. A região, privilegiada por sua fauna e flora, já esteve ameaçada por construções irregulares sobre a água e agora está sendo contaminada por um dos maiores inimigos da natureza: o lixo urbano.O cenário de “ilha de entulho” foi denunciado recentemente pela imprensa de Cuiabá. Garrafas, latas, isopores e cestos de plástico acumulam-se por cerca de 20 mil metros quadrados no corixo Manoel Isaac, uma porção de água que deveria ligar o rio Cuiabá às baías. Nesta porção, um delta, o rio perde velocidade fazendo com que os entulhos se amontoem. O que deveria ser um fenômeno bem-vindo – tendo em vista que a deposição de material faz parte da dinâmica pantaneira, pois nutrientes são carreados para estes pontos – torna-se uma armadilha.


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Tocantins promove 8ª Semana Ambiental
Wanja Nóbrega –
de Palmas (TO)
wanjanc@uol.com.br 
Dar mais um passo rumo à conscientização da população quanto às questões ambientais. Este é o saldo da 8ª Semana do Meio Ambiente, evento promovido pela Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente (Seplan) e o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente. A programação foi extensa e envolveu desde o lançamento de campanhas educacionais, oficinas de reciclagem, palestras, trilhas ecológicas, espetáculos de dança até assinaturas de convênios de parceria. O resultado do trabalho que os órgãos ambientais do Tocantins vêm fazendo pode ser sentido com a redução no número de autuações e de crimes contra fauna e flora, comuns na região Amazônica. A medida que aumentam os programas de educação ambiental, que buscam a conscientização da população quanto à preservação, diminui a incidência de flagrantes de caça, pesca, desmatamentos e outras atividades que culturalmente eram praticadas sem nenhum peso na consciência.


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RESÍDUOS SÓLIDOS
Projeto final na Câmara
Milano Lopes
de Brasília
Eram 74 projetos sobre a destinação final de resíduos sólidos tramitando na Câmara dos Deputados, desde 1991. Hoje, todos estes projetos estão consolidados em apenas um, com 184 artigos e mais de mil dispositivos. O novo projeto, apresentado pelo relator deputado Emerson Kapaz (PPS-SP), institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. 


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RECURSOS HÍDRICOS
Sistema de Informações
Não existe uma boa gestão das águas se não houver uma boa operação do sistema de informações. O que é, para que serve, qual a legislação e como funciona o sistema de informações dos recursos hídricos? Colocamos todas as questões para o prof. Raymundo Garrido, secretário de Recursos Hídricos do MMA.


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Outros destaques


ALERTA DA ONU
Drama ambiental
A ONU preparou um relatório para a RIO+10, mostrando a encruzilhada em que o mundo vive: o impacto provocado pelas minerações, pelas indústrias, pela devastação florestal, pelo lixo e pelas emissões de poluentes poderá afetar 70% da Terra. O relatório (GEO-3) traçou quatro cenários até o ano 2032.

PARQUE ECOLÓGICO 
DE PLANALTINA

Eurides Brito quer transformar Colégio Agrícola do DF em Parque Ambiental
Mais uma área de Cerrado, rica em recursos naturais, está ameaçada por invasores e por condomínios. Desta vez as ameaças de degradação chegam ao território de dois mil e duzentos hectares do Colégio Agrícola de Brasília, que fica próximo de Planaltina. Uma saída para contornar o problema já foi tomada: a deputada distrital (PMDB) e ex-secretária de Educação, Eurides Brito apresentou projeto de lei para transformar a área do colégio em Parque Ambiental. “Com isto, a fiscalização passa a ser exercida pela Polícia Florestal, o que dará maiores condições para a preservação dos recursos da área”, explica a deputada.

CORTE VERDE
BH realiza II Encontro Verde das Américas
Sônia Saporetti – de Belo Horizonte
Dos dias 20 a 23 de maio último, Belo Horizonte foi palco de um dos mais importantes e concorridos eventos ambientais, o II Encontro Verde das Américas. O encontro reuniu lideranças e autoridades nacionais e internacionais, diplomatas, políticos, estudantes, professores universitários, cientistas e tecnólogos de vários continentes. O fórum debateu sérios problemas ecológicos que afetam o planeta, sugerindo soluções e formas de reverter o processo degradativo, a que o ser humano levou o meio ambiente e por conseqüência a sua própria espécie. O evento realizado pela Palíber – Organização Pacifista e Ecológica, sob a coordenação do seu presidente Ademar Leal Soares, contou com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, do Ibama, da Prefeitura de Belo Horizonte e da Folha do Meio Ambiente, bem como da Cemig, Furnas e da Usina de Coruripe.

Salvando as araucárias
Paulo Nogueira Neto
Embora as plantações artificiais de araucária sejam importantes para a sobrevivência da espécie, o ecossistema constituído por essa árvore e também pelos Podocorpus e outras plantas, está à beira da extinção. Assim, o Ministério do Meio Ambiente constituiu uma comissão, à qual pertenço, para sugerir medidas que visem proteger os bosques naturais remanescentes de araucária. Peço aos leitores que escrevam para a Folha do Meio Ambiente sobre o tema e mandem sugestões, a fim de que eu possa encaminhá-las à Comissão Federal que estuda o assunto. Seria uma verdadeira tragédia ecológica o desaparecimento dos bosques naturais de araucária e das plantas associadas.