Com a palavra, o Leitor

5 de março de 2004

A mídia e a Agenda 21 Li as matérias sobre a Agenda 21 publicadas no último número e pulou na minha frente, com evidente destaque, o lugar onde “a porca torce o rabo”: o problema da mídia. Ela comparece em massa à solenidade e não divulga o fato principal. Apega-se a um quase-anúncio do presidente… Ver artigo





A mídia e a Agenda 21


Li as matérias sobre a Agenda 21 publicadas no último número e pulou na minha frente, com evidente destaque, o lugar onde “a porca torce o rabo”: o problema da mídia. Ela comparece em massa à solenidade e não divulga o fato principal. Apega-se a um quase-anúncio do presidente da República e pronto: temos um lead. Como efetivar o que passa por meio, instrumento, mero veículo, num agente comprometido com a mudança de padrões de produção e consumo? Se nem mesmo a Agenda 21 originária, globalizante, nórdica, tratou de separar num capítulo algum “know-how” para tanto, o que caberá a nós ainda “em vias de desenvolvimento tecnológico”? Todas as intenções de avanço da comunidade preocupada com as agendas brasileiras, resumidas pelo secretário-executivo do MMA, José Carlos Carvalho – o rompimento com a tradição do planejamento setorizado, a definição de uma estratégia mais operacional, a necessidade de uma política mais ousada de incentivos das Nações Unidas, por exemplos – parecem estancar na questão da mídia. Ela tem que ser tratada em termos plurais, já que são inumeráveis as pequenas mídias que vão aparecendo para o bem do consumiso. Esse nó, que entala a todos os que enxergam que não há futuro senão o sustentável, tem sido repisado pelo jornalista Washington Novaes há muito tempo. Oito grupos dominam a comunicação no planeta e o índice de audiência determina, instância última, o que é impresso ou levado ao ar. Se a apresentação de problemas ambientais faz a audiência baixar, pior para eles. O simples não tem espaço garantido, só há lugar para a crise, os conflitos-espetáculo.


A persistência dos noticiários da televisão em usarem as questões ambientais como mais um espetáculo, onde a simples colagem das imagens a uma textualidade vaga, a uma denúncia passiva (baseada em releases apressados, “produzidos por jornalistas estressados”), rouba corriqueiramente o espaço do jornalismo científico, dedicado, interfaciado com a complexidade da informação ecológica.


Claudio A. Silva – Ascom/MMA
 
claudio.silva@mma.gov.br


Agenda 21


Gostaria de elogiar a edição 105 que fala sobre a Agenda 21 Nacional. Também gostaria de solicitar e-mails de outras cidades que estão fazendo a sua agenda, para troca de informações.


Vilmar Tadeu Córdova, Coordenador Provisório do 
Fórum para Elaboração da Agenda 21 de Lages/SC 
E-mail: semmas@super11.net 


Combustíveis


A Folha está cada vez melhor, mais abrangente, interessando a uma grande gama de brasileiros, desde estudantes até administradores do bem público, passando por empresários e agentes ambientais do governo. As matérias sobre combustíveis estão bastante oportunas.


Fausto Nicoliello Custódio Vêncio
fnv_asr@hotmail.com


Ecologia humana


Sou leitor desse jornal há mais de 20 anos e desde que vim morar no exterior tenho lido os exemplares recebidos pela Embaixada do Brasil em Bruxelas. Sou biólogo formado pela UFPE e agora estou concluindo um mestrado em Ecologia Humana em Bruxelas-Bélgica. A minha tese de mestrado focaliza os projetos de limpeza urbana de Recife, dando uma especial atenção aos de coleta seletiva de resíduos sólidos.


Gostaria que, na medida do possível, vocês e os leitores me fornecessem, via E-mail, fotografias e reportagens sobre os problemas relacionados com o lixo por todo o Brasil. Aquelas fotos incríveis e chocantes que vocês tem de catadores, pessoas que vivem do lixo, coletas de latas, papel e plástico (exemplo: FMA, ano 10 nª° 091 – março/1999 pag. 09). As entrevistas, tudo o que fosse possível.


Obviamente colocarei os créditos a quem de direito, enviando-lhes uma cópia do capítulo ou mesmo da tese.


Jeronimo Lemos de Freitas Filho
jeronimo_filho@hotmail.com


Mato Grosso


 Fundação Estadual do Meio Ambiente – FEEMA, órgão responsável pela execução da política ambiental em Mato Grosso, vem desenvolvendo ações visando não só a preservação dos recursos naturais como também sua conservação.


Nos últimos 5 anos, o estado de Mato Grosso consolidou uma estrutura legal de suma importância aprovando e sancionando o Código Ambiental e a Lei da Pesca em 1995; a Lei de Recursos Hídricos em 1997; além de uma série de Resoluções, Normas e Decretos que norteiam a Política Ambiental do Estado tendo como prioridade a garantia do Desenvolvimento Sustentável em Mato Grosso.


De posse desses documentos é que a Divisão de Biblioteca e Informação elaborou a condensação dessas informações em CD-ROM.


Frederico Guilherme de Moura Müller 
Secretário Especial do Meio Ambiente e Presidente da FEEMA-MT
Cuiabá-MT


Disk-ARPA


Tendo em vista o alto índice de queimadas que já começam a fluir nas zonas urbanas e rurais da região sul-matogrossense e considerando inúmeros outros crimes ambientais ocorridos com freqüência, tais como: desmatamento de áreas de preservação permanente, garimpo, caça ilegal, pesca predatória, lixo urbano depositado irregularmente e outros poluentes, a ARPA como legítima representante legal da sociedade, sente-se no dever de receber da sociedade estas denúncias e encaminhá-las ao órgão responsável pela atuação.


Assim sendo, solicitamos pleno apoio dos meios de comunicação, em divulgar o telefone útil “disk-denúncia/ARPA 422-48 e 9984-2093.


Paulo Roberto de Mallos – Presidente
ARPA – Ass. Rondonopolitana de Proteção Ambiental 
Rondonópolis-MT


Tradução


Acho a Folha do Meio Ambiente ótima. Sou inglesa que mora aqui no Brasil há 7 anos. Gostaria de exprimir minha observação sobre as traduções dos seus textos. A impressão geral que uma leitura dessas traduções deixam é que não são feitos por uma pessoa com um profundo conhecimento da língua no dia-a-dia. Um exemplo que me chama atenção é o “summary” do artigo que trata da questão do lançamento da Agenda 21 Brasileira. Há vários erros nele (admito, pequenos), como o uso da palavra (“potable”) que ao ler, eu tinha que pegar meu dicionário de língua inglesa para realmente checar que de fato existe em inglês. Neste meu dicionário, consta “a less common word for drinkable” – que me confirmou que realmente, no uso comum da língua, não a usamos..!


Chloe Furnival
chloe@linkway.com.br


NR (resposta do tradutor)


Em primeiro lugar gostaria de agradecer pelo interesse na Folha do Meio. Quanto a observação do Summary da Agenda 21, gostaria de comentar quanto ao uso da palavra “potable” como tradução para a palavra “potável”, pois foi o único exemplo dado quanto aos “pequenos erros”. 


Para as traduções são utilizados cinco dicionários: Michaelis Moderno Dicionário Inglês-Português/Português-Inglês da Editora Melhoramentos, Webster Inglês-Português Dicionário da Editora Record, Webster Portuguese-English Dictionary da Editora Record, Dicionário de Português-Inglês da Editora Porto e o Dictionary of Ecology and Environment da Peter Collin Publishing. Os quatro primeiros são mundialmente conhecidos e respeitados e o quinto sendo muito conhecido no meio ambientalista pela sua própria especificidade. O dicionário Michaelis não apenas aceita a palavra “potable” mas também a coloca em primeiro lugar e logo depois a palavra “drinkable”, sem fazer nenhuma restrição ao uso de “potable”. Tanto os dois dicionários Webster quanto o dicionário da Editora Porto aceitam a mesma palavra sem restrições. Apenas o Dictionary of Ecology and Environment utiliza a palavra “drinkable” sem mencionar “potable”.


Espero ter tirado qualquer dúvida pelo uso de “potable” e gostaria novamente agradecer pelo interesse na Folha do Meio Ambiente e pelos textos em inglês. 


Ernesto Garagorry-Cabrera 
Brasília/DF


Folha do Meio em inglês


Muito interessante o site www.folhadomeioambiente.com.br 


Para atender a inúmeros pedidos de informação sobre assuntos relacionados com o meio ambiente brasileiro, seria interessante construir a versão inglesa da página.


Tarcísio Resende
Embaixada do Brasil em Camberra


Material didático


Pela importância e pela profundidade do trabalho desenvolvido pela Folha do Meio Ambiente, solicitamos mais exemplares do jornal para trabalharmos com nossos alunos.


Comunicamos ainda que, desenvolveremos a partir de agosto o “Projeto Água Presente”, afim de conscientizar os docentes à respeito da importância da Preservação Ambiental.


Acreditando numa parceria de trabalho em prol de um mundo melhor.


Fernando Gabriel de Vasconcelos – Dir.
Guará II-DF


Rio das Velhas ou dos Velhos


Li a matéria sobre o Projeto Manuelzão, escrita pela jornalista Rachel Landgraf, onde é mencionado o Rio das Velhas. Como trabalho com abelhas, tentando salvá-las, sei a origem do nome. Trata-se de má interpretação, pelos caboclos, da expressão portuguesa “Rio das Abelhas” que era pronunciada pelo saloio: “Rio das Avélhas”, e era entendido pelos brasileiros como “Rio das Velhas”. Esse rio não tinha velha alguma, e sim, muitas abelhas.


Maria da Glória Paiva de Assis
Técnica do Grupo de Educação Ambiental da 
Coordenação de Extensão do INPA- 
(Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia) 
Manaus – AM


Em resposta à sua carta, pesquisei sobre o assunto. Para o coordenador-geral do projeto, Apolo Heringer Lisboa, o nome “Rio das Velhas” foi dado pelo governador do estado, Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho, em 1711. O rio apresentava a primitiva denominação de Uaimii, alterada para Guaicui, que quer dizer “rio das velhas tribos descendentes”. Todos sabem que, o biólogo dinamarquês, Dr. Peter William Lund, que morou e morreu nas proximidades de Lagoa Santa, encontrou fósseis humanos e pinturas rupestres, de no mínimo 10 mil anos, nas grutas caucárias da região. Segundo Diogo Vasconselos, um dos maiores historiadores de Minas Gerais, nós teríamos dito “Rio dos Velhos”, mas os índios não tinham idéia do patriarcado e os filhos pertenciam, por direito, às mães. A denominação original, ainda hoje, é observada na barra do Rio das Velhas, no município de Várzea da Palma, a Barra do Guaicuí. Mas, cara Glória, o professor Apolo não descarta, também, a possibilidade de sua história estar correta.


Rachel Landgraf
landgraf@zaz.com.br


Outras correspondências: Jornal da ABI (Rio de Janeiro-RJ); Secretaria da Educação (Rio Grande do Sul-RS); Informativo – Movimento Bandeirante (Rio de Janeiro-RJ); Porantim (Brasília-DF); Secretaria de Estado de Esportes e Turismo (São Paulo-SP); Niterói Católico (Niterói-RJ); Impresso – Entre Amigos (Joinville-SC); Ave Luz (Cataguases-MG); O Berro (Uberaba-MG); Informativo – Instituto Ecológico Aqualung (Rio de Janeiro); Assessoria de Comunicação da Prefeitura M. de Estância (Estância-SE); Banco da Amazônia.