Cartas

Com a palavra, o leitor

21 de março de 2005

GabonêsSou Gabonês, na África central, e leio a Folha do Meio Ambiente na Embaixada do Brasil aqui no Gabão. Faço especialização em ecoturismo na Universidade. Como sou apaixonado por natureza e admiro muito o Brasil, gostaria de me corresponder com ambientalistas, estudantes e pessoas interessadas em turismo, para trocar idéias e conhecimento. No meu país… Ver artigo

Gabonês
Sou Gabonês, na África central, e leio a Folha do Meio Ambiente na Embaixada do Brasil aqui no Gabão. Faço especialização em ecoturismo na Universidade. Como sou apaixonado por natureza e admiro muito o Brasil, gostaria de me corresponder com ambientalistas, estudantes e pessoas interessadas em turismo, para trocar idéias e conhecimento. No meu país falamos o francês, mas gosto muito de português que aprendo sozinho. Merci beaucoup!
Boris N’DONG NGUEMA
Gabão
n.boris3@caramail.com


SOS Lagoa do Portinho
No ano passado fui visitar o litoral piauiense. Durante o passeio pude presenciar belas paisagens, sendo que uma delas me chamou atenção. Foi a Lagoa do Portinho, situada entre os municípios de Luiz Correia e Parnaíba. Uma paisagem linda e triste ao mesmo tempo. Linda, devido ao contraste de cores das águas escuras da lagoa com as areias brancas das dunas, e triste porque se pode perceber nitidamente que em breve esta lagoa irá desaparecer soterrada pela as areias das dunas. Isso, se as autoridades não tomarem nenhuma providência. Em janeiro desse ano fui fazer um passeio turístico na cidade de Natal-RN, mais precisamente no Litoral Norte. Lá vi uma solução que pode salvar a Lagoa do Portinho. Percebi várias dunas cheias de galhos de carnaúba enfiados na areia em forma de círculos, de tal modo que impedia a movimentação das areias.
Gostaria de sugerir à Folha do Meio que fizesse uma reportagem sobre o soterramento da lagoa. É uma forma de chamar a atenção das autoridades para o problema. A Lagoa do Portinho além de ser um dos pontos turísticos mais importantes do litoral piauiense, gera vários empregos em seus bares, restaurantes e na prática dos esportes aquáticos. Ajudem a salvar a Lagoa do Portinho!
Daniel Martins Cidadão Piauiense
daniel-almeida@uol.com.br


Sala Verde
Somos de Barra do Choça e estamos implantando uma Sala Verde, através de parceria com o Ministério do Meio Ambiente. Gostaríamos de ter uma assinatura da Folha do Meio e solicitar a todas as ONGs e órgãos ambientais que nos enviassem todo material, livros, CDs e trabalhos relacionados às questões socioambientais. Além de enriquecer nosso acervo técnico, queremos implementar uma série de atividades na área de educação ambiental.
Venozina de O. Soares
Barra do Choça-BA
verdequetequero@ig.com.br


SOS Jegues
A declaração universal dos direitos dos animais precisa urgentemente ser aplicada e cumprida pelos órgãos públicos. No Brasil existem oito frigoríficos de abate dos jumentos e cavalos. Estão acabando com os jegues do Nordeste. Logo o jegue que conduziu Jesus Cristo e sua família quando fugiram para o Egito. Toda a produção destes animais está sendo exportada para o Japão, China e alguns países da Europa. Hoje a exportação de carne de jumento já enfrenta resistência da União Internacional de Proteção de Animais.
Sociedade Amiga dos Animais (Soani) – B. de Brotas – Salvador-BA


Estelionato das águas
A realidade  exibida pelo Correio Braziliense e pelo Estado de Minas, demonstrando o fracasso, a não necessidade e os poucos benefícios sociais, da experiência anterior do então governador Ciro Gomes em impor e executar uma obra de transposição, serve de alerta e antevisão do futuro reservado à transposição do rio São Francisco. Além de confirmar os alertas e análises produzidos por técnicos e entidades (Comitê da Bacia do rio São Francisco, BIRD, SBPC e Universidades) demonstra o verdadeiro “estelionato” das águas que está para ser cometido, quando toda a nação está sendo vítima de uma campanha de falsas promessas de benefícios e beneficiários, à base de distorção de dados para demonstrar a urgência e necessidade desta obra.
O destino certamente será o mesmo do Canal do Trabalhador: beneficiar seus empreendedores e transferir o ônus de um elefante branco para a nação brasileira. E mais uma vez a população sofrida do semi-árido nordestino será vitima da indústria da seca, colecionando mais uma decepção, só que desta vez ao custo de 4,5 bilhões de reais.
Luiz Carlos Fontes – Prof. da Univ. Federal de Sergipe – lfontes@ufs.br


Paracatu
O Movimento Verde de Paracatu inicia a construção de sua sede própria. Aí vai funcionar o escritório, biblioteca, oficina de papel reciclado e enfermaria para atender animais apreendidos pela polícia e um auditório para 50 pessoas, onde serão ministrados diversos cursos. A nova sede, “Casa Sílvio Lepesqueur”, será construída em sua maior parte por materiais demolições.
A 250m do Córrego Pobre, situado no centro da cidade, será implantado pelo Mover um parque ecológico, próximo à nova sede, que será utilizado para diversas ações de educação ambiental. Já foram plantadas no local 600 mudas de várias espécies, numa área  totalmente degradada.
Fernanda Maia
Paracatu – MG


Niéde Guidon (1)
Primeiro, quero parabenizar o jornal FMA. Sou assinante há mais de três anos e minha admiração por ele cresce mais e mais. É a primeira vez que escrevo, apesar de, por várias vezes, ao ler outras reportagens, tive a vontade de fazê-lo.
A reportagem sobre o Parque Nacional da Serra da Capivara e a excelente entrevista com Niéde Guidon, ao mesmo tempo, me encheu de uma grande indignação para com os políticos e autoridades e de uma imensa admiração por essa extraordinária cientista, heroína na luta para salvar nosso meio ambiente e nosso patrimônio. À medida que lia o texto, aplaudia cada palavra, com emoção e revolta.
Sua análise expôs com muita clareza toda a problemática de nosso País: ignorância, corrupção e alienação da maioria do povo. Sugiro uma campanha pela internet, dirigida aos governos federal e do Piauí, pedindo providências urgentes. Do contrário, o Brasil, talvez, perca para sempre, essa nobre mulher para outros países.
PS: Uma lágrima por Irmã Dorothy Stang!
Maria Lúcia Ribeiro de Souza
Rua Embaú, 209/34-
Vila Clementino
04039-060 – São Paulo – SP


Niéde Guidon (2)
Pela entrevista com Niéde Guidon; pela forma didática de colocar esse grave problema de abandono de nossos patrimônios naturais, culturais e ambientais; pela denúncia grave das invasões ao Parque Nacional da Serra da Capivara; pela belíssima capa do jornal e pelo conteúdo desta edição, eu tiro o chapéu para a Folha do Meio Ambiente e toda sua equipe. Valeu receber, ler e guardar esse jornal.
Catarina G. Mendes – professora – Belo  Horizonte – MG


Niéde Guidon (3)
Sou ainda jovem mas escrevo para dizer de minha revolta com a administração do Incra que não teve a sensibilidade para escolher um lugar mais adequado para fazer o assentamento que está sendo feito no entorno do Parque Nacional da Serra da Capivara.
Os brasileiros que tomam decisões governamentais precisam pensar grande, precisam ter um pouco mais de amor à cultura e ao patrimônio que recebemos de nossos antepassados. Quero cumprimentar dona Niéde Guidon e sua equipe por esta luta de defesa do Parque e pedir que tenha muita força para agüentar tantas loucuras em nome do “social”.
Sérgio M. D. Gomide – Fortaleza – CE