EDITORIAL

Editorial – Caro leitor

22 de outubro de 2008

Paisagem Cultural O Pão-de-açúcar (RJ), as formações carvernísticas de Terra Ronca (BA) e Cordisburgo (MG), as inscrições rupestres do Semi-árido no Piauí, as marcas paleontológicas do interior da Paraíba e tantas outras belezas existentes no Brasil e no exterior são belezas que muitos de nós conhecemos.Mas, poucos sabem que estas relíquias da natureza, que sofreram… Ver artigo

Paisagem Cultural


O Pão-de-açúcar (RJ), as formações carvernísticas de Terra Ronca (BA) e Cordisburgo (MG), as inscrições rupestres do Semi-árido no Piauí, as marcas paleontológicas do interior da Paraíba e tantas outras belezas existentes no Brasil e no exterior são belezas que muitos de nós conhecemos.
Mas, poucos sabem que estas relíquias da natureza, que sofreram uma forte ação do ser humano, podem ser classificadas pela Unesco (organismo das Nações Unidas para educação e cultura) como Paisagem Cultural e, nesta condição, são protegidas como um bem da humanidade.
Para identificar e declarar uma beleza da natureza como Paisagem Cultural é preciso haver um entendimento da sociedade local sobre o valor de um determinado elemento. Depois, para avaliar o bem, um especialista da Unesco é enviado à região. O Brasil tem um avaliador, é o arquiteto e paisagista Carlos Fernando de Moura Delphim.
Nesta edição, numa ampla entrevista, o consultor da Unesco explica como é este processo e quais as vantagens que um selo de Paisagem Cultural pode agregar a uma região, em relação à preservação, ao desenvolvimento turístico e sociocultural. Saiba aqui se a sua região tem paisagens culturais que se enquadram na classificação do organismo da ONU e do IPHAN.
A Seção II, sobre Cultura, da Constituição do Brasil, estabelece em seu Artigo 216 que “constituem patrimônio cultural brasileiro os bens da natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais incluem: … os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico…”.
A matéria está nas páginas 12 a 18.


Também nesta edição, saiba qual é a relação entre crise econômica, política e energética e aquecimento global. O físico José Goldemberg, ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), fala sobre a matriz energética brasileira e qual o futuro do Brasil diante das mudanças climáticas.            
Página 10


Enquanto isto, a cidade de Curitiba é a primeira no Brasil a iniciar um programa de prevenção do aquecimento global. Isto é possível? Sim. O município vai medir todas as fontes geradoras de calor e criar alternativas para reduzir o impacto, ao mesmo tempo em que adota atitudes ambientalmente corretas para reduzir o lixo, reciclar materiais e gerar emprego e renda.
Página 19


A edição de outubro tem muito mais. Ainda fala sobre o defeso do camarão, que iniciou no dia 15 de outubro e vai até 15 de fevereiro de 2009, e tem ampla reportagem sobre o trabalho de pesquisa que cientistas, jutamente com o Museu Emílio Goeldi, realizam na Calha Norte, no Pará.


Boa leitura!


Márcia Turcato


PREZADOS ASSINANTES: ao agradecer o apoio e a força que recebemos de todos os nossos assinantes, a equipe que faz a Folha do Meio Ambiente  gostaria de pedir sua compreensão e atenção para ao pagar sua assinatura, por favor, não deixe de enviar por fax (61-3226-4438) ou por email
(assinatura@folhadomeio.com.br) a devida identificação com endereço completo do responsável pelo depósito. Temos alguns depósitos bancários feitos sem a devida identificação, o que nos impossibilita de enviar o jornal. Pedimos, urgentemente, que esses assinantes nos enviem os dados de identificação. Obrigado!