Cartas

Com a palavra, o leitor

14 de fevereiro de 2009

VagalumesSobre a belíssima reportagem com os vagalumes, vale lembrar uma frase do cientista alemão Alexander Von Humbolt que assim se expressou ao contemplar o espetáculo fosforecente destes insetos nos campos de vários países da América do Sul: “Fazem crer que, durante uma noite nos trópicos, a abóboda celeste abateu-se sobre os prados”. Vagalume ou vaga-lume?Primeiro,… Ver artigo

Vagalumes
Sobre a belíssima reportagem com os vagalumes, vale lembrar uma frase do cientista alemão Alexander Von Humbolt que assim se expressou ao contemplar o espetáculo fosforecente destes insetos nos campos de vários países da América do Sul:


“Fazem crer que, durante uma noite nos trópicos, a abóboda celeste abateu-se sobre os prados”.


Vagalume ou vaga-lume?
Primeiro, parabéns pela reportagem “A Magia das florestas – O fascínio dos vagalumes, pirilampos e uauás”. O vagalumeiar nos campos é uma matéria gostosa de ler e de reler. Mas me bateu uma dúvida de ortografia, sobretudo depois desta nova lei ortográfica recentemente aprovada pelos países de Língua portuguesa: se escreve vaga-lume ou vagalume. O hífem vale ou não para este caso. Encontrei ambas ortografias nas minhas andanças pela literatura internáutica.


Clara M. Souza – Brasília – DF
NR: Pesquisando os dicionários, as duas ortografias são aceitas.


 


Mineração
Quero parabenizar o autor [Jornalista José de Castro] pela reportagem sobre mineração na região do Serro, mostrando todas as ameaças do Projeto MMX. Castro diz muito bem que Minas Gerais ostentou por três décadas a duvidosa honra de hospedar o maior mineroduto do mundo, com 398km, entre as minas de Mariana (MG) ao porto de Anchieta (ES). Talvez por isso, os mineiros não se surpreenderam com o projeto do mineroduto de 530 km, ligando Conceição do Mato Dentro (MG) e o porto de São João da Barra (RJ).  A abordagem esta ótima, aliás como toda edição. Mas a edicao tambem esta muito boa.
Zilda Ferreira 
Rio de Janeiro – RJ


Rebio do Tinguá
Agradeço muito a atenção da senhora Regina Gorgulho, pois hoje sou um advogado ambientalista justamente pelas leituras que faço da FMA. Aproveito muitos temas e reportagens para redigir comentários, como colaborador,  para o jornal Correio da Lavoura, aqui da cidade de Nova Iguaçu. Gostaria muito de fazer uma matéria e comentários sobre a Rebia -Tinguá. Um feliz e proveitoso ano de 2009 a todos aí na redação.
Adhemar Guimarães 
Advogado – Tinguá-Nova Iguaçu – RJ
NR: Dr. Adhemar, esperamos o seu comentário sobre a Reserva Biológica do Tinguá. Queremos saber como está a conservação da reserva que é muito importante por proteger área da Mata Atlântica e vários mananciais de vital importância para o abastecimento de água do Rio de Janeiro e de quase 80% da Baixada Fluminense. Aliás, no Tinguá vive o menor anfíbio do mundo: o sapo pulga.  


ldeias em Xucuru
Infelizmente, não tenho apoio do governo brasileiro, principalmente das instituições de fomento à pesquisa que não patrocinaram o meu projeto [Fábio se refere ao projeto “Text Mining” aplicado ao abuso internacional sobre os produtos fármacos da Amazônia” – ver < http:// www.folhadomeio.com.br/publix/wp-content/uploads/2006/06/bio169.html >. Enfim, não precisamos discutir quanto é problemático o sistema de recursos financeiros no Brasil, principalmente tratando-se de pesquisa. Morei nos EUA e agora estou na China desenvolvendo meu pos-doutorado, mas com recursos do governo chinês. Quando morei em Boston, eu colaborei com um projeto social no Massachusetts Institute of Technology (MIT), que tem como principal foco auxiliar no desenvolvimento das Aldeias em Xucuru, no interior pernambucano.
Minha participação foi no sentido de explorar essa base de dados e extrair conhecimento por meio das técnicas de “Data Mining” (Mineração de Dados) e Sistemas de Informação Geográficas (GIS). Foram encontrados resultados relevantes e informações úteis para um processo de desenvolvimento das aldeias. Gostaria de saber se existe interesse em conhecer mais sobre este projeto, e talvez publicar o material na Folha do Meio Ambiente. Acho que seria de fundamental importância também anexar uma versão em inglês, no sentido do MIT tomar conhecimento do trabalho científico e, também, quão nobre e importante é o jornal.
Fabio Teodoro de Souza fabio.souza@unimore.it 
Brazilian Science and
Technology Ministry – China



Salvação dos bagres
Fiquei assustado com a reação dos índios lá no rio Juruena. Eles queimaram e saquearam as instalações da construtora da hidroelétrica. Mas estes índios têm toda razão. Em 2007, eu próprio estive lá e vi o que estava acontecendo. Tinha acabado de sair de lá técnicos da Eletrobrás que fizeram um levantamento geológico das cachoeiras para construção de várias hidroelétricas, “para daqui uns 30 anos”. E não demorou muito, já estão construindo a primeira hidroelétrica.
Por quê a reação dos índios? Porque eles sabem que os peixes de piracema nestes rios estão condenados à extinção. Sobretudo o mais importante deles, a Piraíba, que a Folha do Meio Ambiente trouxe na capa da edição 184. A Piraíba é uma das 10 melhores carnes de peixe do Planeta.
Mas o governo federal tem uma saída que pode aplacar os índios e ainda ter o reconhecimento da comunidade ambientalista mundial: o presidente Lula determinar ao Ministro das Minas Energia que todas construtoras de barragens façam como a Cemig e Furnas em 1975.
Neste ano, o presidente Geisel e o presidente da Eletrobras da época, Antonio Carlos Magalhães, determinou que Furnas e a Cemig fizessem a fecundação artificial dos peixes de piracema. A fecundação artificial é uma tecnologia canadense que eu trouxe em 75 e foi a salvação do dourado, do jaú e da piranjuba na bacia do rio Grande e Paraná.
Os canais ou “escadas” feitas pela Itaipu e pela Cesp não resolvem o problema dos peixes de piracema. É uma palhativo. Os poucos peixes que tentam subir para desovar são devorados por jacarés,sucuris,piranhas. Os que conseguem chegar à represa são de pequeno porte.
A salvação para tudo isto é a hipofisação. Fazer com a piraíba, na Amazônia, o que a Cemig está fazendo nos rios de Minas, conforme matéria da Folha do Meio Ambiente de dezembro de 2007.
O Parque do Tumucumaque só virou realidade porque o presidente Costa e Silva comprou a idéia e aprovou.
O dourado a Piracanjuba e Jaú só se salvaram porque o presidente Geisel aprovou. O Pantanal só virou destino turístico e Bonito tornou-se sucesso no mundo inteiro, porque o Presidente João Figueiredo atendeu a um pedido meu sentar de Impostos as terras onde se poderia fazer turismo ecológico.
Acho que é hora de, pela sensibilidade do dr. Gilberto Carvalho, mostrar ao Presidente Lula o alcance desta ação histórica para salvar os bagres dos rio da Amazônia onde serão construídas hidroelétricas. Sem tecnologia e educação, não vamos salvar nunca o meio ambiente.
Johan Dalgas Frisch 
São Paulo – SP.