Cartas

20 de abril de 2011

Hong Kong Daqui de Hong Kong mando um abraço para todos na redação. Tenho lido e guardado o trabalho lindo que a Folha do Meio Ambiente faz. A Natureza, tão castigada e menosprezada, nunca precisou tanto do apoio daqueles que se preocupam com o futuro do nosso belo e ameaçado Planeta. Aquele relógio de pássaros… Ver artigo

Hong Kong


Daqui de Hong Kong mando um abraço para todos na redação. Tenho lido e guardado o trabalho lindo que a Folha do Meio Ambiente faz. A Natureza, tão castigada e menosprezada, nunca precisou tanto do apoio daqueles que se preocupam com o futuro do nosso belo e ameaçado Planeta. Aquele relógio de pássaros da Folha alegra muito minha casa. Cada canto, no bater das horas, me leva de volta ao Brasil querido. Ao relógio juntei fotos de beija-flores, tiradas no jardim da minha chácara e, ao fundo, a presença inconfundível da minha arara, sempre aprontando no jardim. Vivo na China, mas cercada de Brasil por todos os lados. A natureza sempre foi minha paixão.  Ieda – iedakeattch@netvigator.com – Hong Kong – China



Serra da Moeda


No dia 21 de abril fizemos mais um Abrace a Serra da Moeda. Foi escolhida uma data simbólica para os mineiros. A manifestação, na área de decolagem do Clube de Voo Livre, superou os eventos anteriores. O objetivo é denunciar a degradação e destruição das mineradoras na Serra da Moeda, a poluição da Lagoas dos ingleses, a tentativa de criar o distrito industrial de Itabirito na região e os projetos imobiliários da INPAR, inclusive o projeto de implantação de um complexo industrial e comercial na encosta da Serra da Moeda, junto a BR 040. Como nos outros anos, houve a parte cultural com apresentação de bandas de música, grupos de congado, folia de reis, capoeira dentre outros muitos participantes que tradicionalmente puxam o abraço simbólico à montanha. A intenção dos ambientalistas é preservar a Serra da Moeda e evitar que um patrimônio histórico e cultural seja destruído.  Euler Darlan Neves – Clube de Voo Livre – Serra da Moeda – MG – euler@edunet.com.br


Pescadores de Magé


Dia 2 de março, na secção da Justiça Federal de Magé, estava marcada audiência de instrução e julgamento da ação civil pública n. 2009.51.14.000500-7 movida pelo MPF contra os danos ambientais à pesca artesanal provocados por obra da Petrobras, em Magé. Os 96 pescadores impactados diretamente pelos empreendimentos estiveram presentes. Nesta audiência seriam ouvidas as testemunhas das partes envolvidas,. Mas a audiência não ocorreu. O Juiz titular, aceitando os argumentos da Petrobras, se julgou incompetente para apreciar o caso e declinou a competência para a justiça estadual. O juiz não apreciou o pedido de assistência da Ahomar presente no processo. Agora, cabe ao MPF recorrer desta decisão ao TRF da 2a Região. Esta decisão acarretará mais demora no julgamento do processo.


É sempre importante lembrar que a ação é fruto da mobilização que os pescadores artesanais fizeram, em 2009, sobre denúncias da prática predatória dos empreendimentos da Petrobras e dos consórcios responsáveis pela obra. Os pescadores denunciaram as irregularidades do RIMA que possibilitou o licenciamento das obras e em razão das muitas denúncias e graves conflitos, inclusive o assassinato de um dos integrantes da Associação Homens do Mar. A ação civil pública reconhece que os pescadores estavam certos desde o inicio. Não se trata apenas de resguardar essa categoria social de pesca artesanal, mas a se manter a atual projeção da Petrobras que está ameaçada é toda baía de Guanabara.Alexandre Anderson – grupohomensdomar@gmail.com – Magé-RJ


Serra Vermelha


Queremos dizer que nosso principal aliado para salvar Serra Vermelha é a Folha do Meio Ambiente. Essa é uma guerra contra poderosos. Serra Vermelha é uma importante floresta do Piauí que foi entregue pelo o Governo para um empresário fazer carvão de suas árvores seculares. As vitórias que temos vencida, como a paralisação da carvoaria com 300 fornos no local, foi uma batalha também da Folha do Meio. Parabéns pela coragem e por investir em conscientização, pensando em um futuro melhor para as gerações que virão.  Rede Ambiental do Piauí-REAPI  – reapi.pi@gmail.com – Teresina-PI


Censura do bem


Escrevo como desabafo. Já o fiz para outras publicações. Gente, dê outro enfoque à tragédia que aconteceu na Escola Tasso da Silveira, em Realengo-RJ. Quanto mais se divulga a condição doentia do autor da tragédia, tanto mais outras pessoas com tendências semelhantes vão buscar fazer o mesmo. A televisão é ingrata: ensina até a buscar na internet formas de cometer crimes. Isto sim, é uma censura para o bem. É o mesmo quando se divulga muito casos de suicídios. Pessoas com tendência ao suicídio se sentem estimuladas a fazer o mesmo. Deby Franscisco Niterói-RJ  – debyf2004@terra.com.br


Eike Batista: esclarecimento


O BNDES não fez um “aporte de capital” na MPX, empresa de energia do Grupo EBX. O banco está, na prática, subscrevendo debêntures da empresa, que pagam juros anualmente e dão, ainda, o direito de conversão em ações da companhia. Do total da capitalização de R$ 1,3 bilhão, R$ 600 milhões são relativos ao banco, R$ 200 milhões ao Gávea Investimentos, R$ 200 milhões ao empreendedor Eike Batista e o restante, à subscrição esperada pelos acionistas minoritários. Trata-se de uma operação usual no mercado, cujos recursos serão usados para financiar investimento produtivo e geração de empregos. Em paralelo, o Bndespar e o Gávea Investimentos poderão, cada um, indicar um membro para o Conselho de Administração da MPX, empresa que está investindo R$ 4,2 bilhões na construção de quatro usinas – três termelétricas e uma solar – com a geração de 10 mil postos de trabalho direto.  George Patiño – Relações com a Imprensa – EBX – Rio de Janeiro


Elen de Oliveira: saudades
Meus queridos amigos: 


Acabo de receber a Folha do Meio Ambiente e me bateu uma tristeza profunda. Quero dividir com vocês da redação e com todos os leitores do jornal este momento triste. Todas as vezes que recebia a Folha, a jornalista Elen de Oliveira pegava o jornal, discutia as notícias, comentava as fotos e chegava até ler alguns trechos em voz alta. Pois quando chegou a edição de março, a Ellen não pôde fazer isto. Ela morreu dia 14 de janeiro devido a um câncer muito agressivo.


A Ellen era apaixonada por fotografia e iria adorar ver as fotos da Serra Vermelha, da Serra das Confusões e das aves que ilustram a crônica do Jurandir Schmidt. Ela iria adorar a crônica que Tércia Montenegro fez sobre os índios Ianomâmis, a história de Cláudia Andujar, as pesquisas da arqueóloga Gisele Felice (que se parece tanto com ela). Elen de Oliveira deixou uma pasta com recortes dos jornais, revistas, diplomas e uma gatinha preta muito mimada…


Quando Elen escrevia seu nome, ela preenchia os espaços vazios com estrelinhas. Quem sabe ela não se tornou uma estrela bem brilhante lá no céu?! Deixo registrado minha saudade e meu abraço a todos que conviveram com a Elen. Obrigada, Glaci Oliveira