Cartas

22 de agosto de 2011

Juíza assassinada Como nós, simples mortais, vamos ter a ilusão de que o Estado vai defender o meio ambiente, a natureza, as florestas, os rios, os parques nacionais, a flora e a fauna se o Estado não protege seus juízes? A violência ambiental é uma triste realidade. Mas a violência contra a vida humana é… Ver artigo

Juíza assassinada


Como nós, simples mortais, vamos ter a ilusão de que o Estado vai defender o meio ambiente, a natureza, as florestas, os rios, os parques nacionais, a flora e a fauna se o Estado não protege seus juízes? A violência ambiental é uma triste realidade. Mas a violência contra a vida humana é outra triste realidade. Pior: a violência contra aqueles que tentam, pela lei, acabar com a marginalidade no País, como acontecia com a juíza Patrícia Lourival Acioli, morta na porta de casa. Muito triste!


Evandro Pereira – Rio de Janeiro – RJ



Que país é este?


Como sobreviver num país onde a corrupção virou meio de vida, haja vista o que acontece no Ministério do Turismo, dos Transportes e da Agricultura? Como sobreviver num país onde os políticos se defendem mutuamente para assacar contra os cofres do Estado? Como sobreviver num país onde uma jovem juíza é assassinada brutalmente porque cumpria seu dever? Onde estão as passeatas que levam milhares de pessoas às ruas para referendar ou defender causas muito mais idiotas?


Saldanha Nunes – Belo Horizonte – MG



Eliminadores de ar


Acabei de fazer a leitura pela internet da matéria sobre os aparelhos que prometem eliminar ar dos canos de água, com o título “A farsa dos eliminadores de ar nos canos d?água”. Relutei em pensar que isso não é um informe “comprado”, pois conheço várias pessoas que colocaram os aparelhos e tiveram redução de em alguns caos de 60%, um exemplo disso, acontece no condomínio onde moro na cidade de Salvador, a redução chegou a 60%.


Rildo Salvador – rildopeu@gmail.com – Salvador – BA


NR: Rildo, a matéria foi publicada na edição de novembro de 2005. O teste final foi um pedido da Folha do Meio Ambiente. Para a realização do teste, foi organizado um grupo de trabalho que teve a participação de vários órgãos. Para cumprir a exigência legal, participaram e acompanharam os ensaios, técnicos do Ministério Público, da Procuradoria de Defesa do Cidadão, da Promotoria de Justiça da Defesa da Saúde, do Procon, da Câmara Legislativa-DF, do Sindicato dos Condomínios, da Secretaria de Meio Ambiente, da ADASA, do Inmetro, do CREA e da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais. Caso o leitor queira rever a matéria é só ir < http://www.folhadomeio.com.br/publix/wp-content/uploads/2005/11/pelo_brasil163.html >


 


Parque Nacional de Brasília: ameaça


Na contramão das comemorações do cinquentenário de um dos mais importantes Parques Nacionais do Brasil, o Projeto de Lei n° 7999/2010 de autoria do Deputado Federal Geraldo Magela, atual secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF, propõe a exclusão de área do Parque Nacional de Brasília em prol de invasões irregulares por parte de pessoas de classe privilegiada. Mais uma vez, o Parque Nacional de Brasília é objeto de jogo de interesses econômicos e políticos, atendendo tão somente a um pequeno grupo de invasores de área publica, em prejuízo do interesse publico. A redução da área do Parque Nacional de Brasília implicará prejuízos na manutenção de ambientes contíguos, como corredor ecológico, no controle dos impactos ambientais provenientes de ocupações habitacionais. Também haverá prejuízos em um dos maiores benefícios prestados a sociedade pelo Parque Nacional de Brasília que é 0 fornecimento de aproximadamente 28% da água consumida no DF. A redução vai afetar as nascentes e as áreas de recarga de água subterrânea, que mantém a quantidade e qualidade da água. A possibilidade de abrir precedentes na alteração de Unidades de Conservação, com justificativas e interesses imobiliários e uma preocupação a integridade do Parque, se estende às demais UCs da Federação. Os funcionários do Parque convocam a sociedade para uma Campanha de repúdio a esta ameaça.Gilson Pacheco [gilson.academia@gmail.com] – 3233-4553 e 3234-3680



 


Queimadas florestais


Moro na divisa de Goiás e Mato Grosso. Aqui a coisa mais comum são os fazendeiros colocarem fogo para fazer pasto e para limpar o terreno. Só que em 10 casos de limpeza pelo fogo, pelo menos sete fazendeiros perdem o controle e o fogo espalha levando tudo pela frente. O governo deveria fazer uma campanha mais forte de educação, fiscalização e até mesmo de repressão contra este tipo de crime contra a natureza. A situação está perdendo o controle.


Sérgio A. Castro – Rondonópolis – MG


Pena de morte


O Brasil é o único país do mundo que tem pena de morte de fato e não de direito. E decretada pelos criminosos e pela polícia. Os bandidos matam para defender suas ações criminosas manipuladas por máfias e organizações clandestinas. A polícia mata indiscriminadamente e, na maioria das vezes, está misturada com as máfias do crime organizado. Passou da hora dos bons reagirem.


Walter C. Andrade – Niterói – RJ


 


Sem corrupção


Ninguém mais aguenta político por um motivo muito simples: eles foram eleitos para legislar e não para tomar conta do cofre, para ser gestores dos recursos públicos. Senador é eleito para trabalhar no Senado. Deputado é eleito para ser parlamentar e trabalhar na Câmara. Por que os políticos se acham no direito de exercer cargo no Executivo? Só existe uma explicação: para fazer caixinha para a próxima campanha eleitoral. Já que a Presidente Dilma, parece, não vai querer partir para a reeleição, quem sabe ela aproveita este mandato para fazer uma verdadeira faxina. Mas não faxina de mentirinha. É o que todo brasileiro espera.


Glórinha F. de Jesus – gbsj.2005@hotmail.com – Florianópolis-SC


Lixo, tem muito é blá-blá-blá


Vi várias vezes uma propaganda do governo dizendo que o cantor e compositor Roberto Frejat é o mais novo parceiro do Ministério do Meio Ambiente na campanha, “Separe o Lixo e Acerte na Lata”. Esta campanha vem sendo veiculada nacionalmente, o que acho muito interessante. É o tipo de iniciativa que tem que receber o estímulo de todo mundo. Não há nada mais civilizado do que separar vidro, plástico, material orgânico, madeira e material ferrosos. É um gesto simples que vai facilitar em muito a vida dos catadores de materiais recicláveis. Mas tem um senão que eu gostaria de protestar. Eu mesma separei tudo direitinho como manda a propaganda do Ministério. Fui pessoalmente ver a chegada do caminhão de recolhimento do lixo para conferir como eles iriam tratar todas aquelas separações. Qual não foi a minha surpresa que os garis jogaram tudo junto naquele camburão, ligaram a máquina de compactar e foram embora. É tudo, como dizia a minha avó, para inglês ver. De que vale uma campanha, mobilizar os cidadãos para nada? Fica o registro e o meu protesto. Chega de blá-blá-blá “senhor governo”. Cátia M. Alves – Brasília – Lago Sul – DF


Itamar e dona Sarah


Caro Silvestre: acabo de ler seu oportuno artigo no Correio Braziliense em que enaltece a figura impar do presidente Itamar Franco. Nele recorda reminiscências de um Brasil austero e polido junto à primeira-dama Sarah Kubitsche. Vejo que o amigo jornalista poderia dedicar parte do seu corrido tempo para escrever suas memórias mineiras daqueles anos dourados dos cinquenta-sessenta., passando pelo meteórico Tancredo Neves e chegando nos anos Itamar, o pai do Real e do Brasil estável em que vivemos. Escreve quem sabe. Quem foi testemunha e tem documentos.


Geraldo G. Vieira – Brasília – DF