Cartas

21 de novembro de 2011

Fotógrafos x ICMBio Que ignorância esta posição manifestada na Instrução Normativa do Instituto Chico Mendes! Gostaria muito que esta autarquia fosse defender a floresta e a natureza dos predadores, dos madeireiros, dos garimpeiros, dos traficantes de animais, dos produtores rurais que colocam fogo para fazer pasto e dos plantadores de soja em Alter-do-Chão, mas deixasse… Ver artigo

Fotógrafos x ICMBio


Que ignorância esta posição manifestada na Instrução Normativa do Instituto Chico Mendes! Gostaria muito que esta autarquia fosse defender a floresta e a natureza dos predadores, dos madeireiros, dos garimpeiros, dos traficantes de animais, dos produtores rurais que colocam fogo para fazer pasto e dos plantadores de soja em Alter-do-Chão, mas deixasse em paz os fotógrafos. Eles só fazem educar, divulgar e registrar as belezas naturais deste País. Esta Instrução Normativa, denunciada pela Folha do Meio Ambiente, é de uma burrice que não tem tamanho. Me perdoem, mas é falta do que fazer. Oscar G. S. Coutinho – Santarém – PA


 


Fotógrafos x ICMBio


Nesta discussão entre os técnicos do Instituto Chico Mendes e a Associação dos Fotógrafos de Natureza estou cem por cento com os profissionais da fotografia. Não tem sentido o Estado querer taxar, sim, criar quase que mais um imposto, para fotógrafos profissionais ou amadores fazerem e utilizarem imagens de florestas, montanhas e rios. Não tem cabimento pedir licença para fotografar, por exemplo, o Pão de Açúcar. Quanto mais a imagem do Pão de Açúcar rodar o mundo, tanto melhor para o Brasil e para a cidade do Rio. Parece que estes técnicos estão sem ter o que fazer. Pelo amor de Deus, gente. Vai cuidar da floresta, vai urbanizar as cidades e vai multar quem joga esgoto nos rios… Cleo J. de Jesus – Goiânia – GO



 


Fotógrafos x ICMBio


Não entendi porque o ICMBio trata os fotógrafos como marginais da natureza. Sempre visitei os parques nacionais sabendo que deles só levamos a imagem e deixamos as pegadas. E sempre divulgo minhas fotos amadoras. Então não entendi a portaria que facilita captar imagens, mas dificulta divulgá-las. Creio que a divulgação informa a sociedade sobre o tráfico de produtos da biodiversidade como fauna e flora e tantos outros. Tanto empenho e interesse do ICMBio/Ibama deveriam estar em cima dos traficantes da natureza nas alfândegas, fronteiras, aeroportos, rodovias, feiras e malocas. Hellen, hellemsvsouza@gmail.com – Belém-PA


Rio Hamza


Vi a matéria da Folha do Meio sobre o rio Hamza. Depois li também em outros jornais e na internet a descoberta deste rio debaixo do rio Amazonas e tão grande quanto. Como acreditar neste rio subterrâneo? Alguns cientistas são contra esta tese e dizem, mesmo, que se trata de uma bobagem. Sei que os estudos foram feitos por pesquisadores do Observatório Nacional. Acabei ficando em dúvida, pois parte da comunidade científica rebate esta tese e parte diz que esta é uma descoberta importante e verdadeira. Cláudia O. de Assis – Manaus – AM


JB Carvão


É preocupante a matéria da jornalista Tânia Martins sobre a destruição do Cerrado e da Caatinga do Piauí e Maranhão, que já chega ao Pará. Sem esquecer de citar a Serra Vermelha já embargada. Aí sim, o Ibama e os brasileiros deveriam reagir senão vai virar tudo carvão por esses carvoeiros que se dizem empresários, como o JB Carbon, “o João Batista Carvão”, e dezenas de outros em dezenas de municípios da região. Estudos técnicos-científicos já provaram que os serviços da natureza geram mais riqueza para as comunidades e municípios do que sua destruição para fins tão “nobres” como o fabrico de aço. Não é por aí que passa a via do desenvolvimento sustentável. Centrar a siderurgia brasileira do século 21 no carvão vegetal nativo é pisar neste século e ter a cabeça nos séculos 20, 19 e Idade Média. Que descubram outra matriz energética para livrar nossas florestas nativas dos crematórios de carvão para o centro-sul degradado há séculos e hoje o Pará. G. G. Vieira – Brasília – DF

Material didático


Trabalho o tema educação ambiental com alunos aqui em Palmas, capital de Tocantins. Queria muito receber uma coleção deste jornal. Quando morava em Brasília tinha acesso ao jornal pela biblioteca do Ministério do Meio Ambiente. Outro dia, uma amiga minha que trabalha do Ibama trouxe três exemplares de edições diferentes e vi a seriedade que vocês tratam a questão. Tenho pouco material didático, sobretudo atualizado. Podem mandar a remessa de jornais com porte a pagar que acerto aqui. Cris M. Novaes – Palmar – TO


 


APAE


Recebemos mensalmente a FMA e queremos parabenizar pela qualidade dos artigos e reportagens publicadas. O jornal é norteador de nossos trabalhos junto aos alunos e funcionários da APAE, no cuidado com o meio ambiente sempre na busca da sustentabilidade. Maria das Graças O. Ancelmo – APAE – Patrocínio – MG


 


Nascente do São Francisco


Estou lendo sobre as lendas do São Francisco. O jornal voltou a falar na nascente geográfica do rio e, pelo que li, vocês consideraram como critérios para redefinir a nascente do Velho Chico a maior bacia do Samburá, além de maior vazão, maior calha e maior profundidade. Daí pergunto: aquele antigo critério de altitude de nascente não vale mais? Já caducou?- Maria Célia – Belo Horizonte -MG


NR: Quem dá a resposta é o próprio agrônomo Geraldo Gentil. Diz ele: Na verdade são cinco critérios que analisamos para definir a dimensão dos dois rios. Os citados por você e mais a extensão de ambos da nascente à foz. No caso: rio São Francisco, pela Canastra: 1.814km. Pelo rio Samburá: 1.863km. Como referência o encontro no canion cárstico do São Leão (Folha do Meio Ambiente – abril 2004). No Século 17, os bandeirantes deliberaram e batizaram o curso principal do São Francisco fascinados pela majestosa cachoeira Casca d?Anta, apelidada de cachoeira catedral pelos seus 162,828 metros. A nascente do São Francisco está a 98,12 km acima do encontro com o rio Samburá. Enquanto o São Francisco [Canastra] nasce a 1.469 metros de altitude, o Samburá nasce no planalto do Araxá a 1.254,66 metros. O Samburá tem precisamente 147,30 km de extensão até encontrar o São Francisco e o São Francisco exatos 98,12 km até encontrar o Samburá. Desta confluência até a foz são 2.716 km. Como pode ver, o critério da maior altitude não existe na literatura hidrográfica/potamográfica para definir se é maior um rio ou não, ou seja, sua dimensão da nascente à foz. Altura das nascentes é um critério digamos cênico, pois as altitudes sempre encantam a imaginação humana.



Petróleo


Quanto mais eu vejo derramamento de petróleo no mar, mais eu temo pelo pré-sal. Se não há tecnologia para evitar derramamento de óleo em terra firme, queria saber como vão evitar vazamento a 7 mil metros de profundidade. Jairo B. Cunegundes – Rio de Janeiro – RJ


 


Dalgas e as aves Brasileiras


Li o livro “Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem” e também o livro “Aves Brasileiras Minha Paixão” sobre a vida de Johan Dalgas Frisch. Conheci pessoalmente Dalgas, um brasileiro apaixonado por aves e pela natureza. Foi um privilégio. No parco vocabulário que conheço seria impossível encontrar palavras capazes de traduzir a gratidão e o grande prazer que foi o nosso encontro. O idealismo, sensibilidade, tenacidade e determinação de Dalgas são verdadeiramente impressionantes! A sua incrível história de vida, desvinculada de todos os bens materiais, apenas estribada na consecução de seus sonhos, é algo incomum. Digno apenas de pessoas diferenciadas, que tem luz própria, verdadeiramente iluminadas por uma auréola ofuscante. Quero parabenizar Dalgas Frisch por sua obra. – Nuno Ferreira São Paulo – SP