Cartas

18 de julho de 2012

  RIO+20: sonho ou caos? Muito interessante a edição 231 do Dia Mundial do Meio Ambiente que coincide com a RIO+20. Aliás, esta conferência nem sei a que veio. Nada de concreto move os governos, nem lá nem cá. Se na RIO’92 havia o sonho, nesta RIO+20 o sonho acabou. Como cantavam os Beatles. Se… Ver artigo

 

RIO+20: sonho ou caos?
Muito interessante a edição 231 do Dia Mundial do Meio Ambiente que coincide com a RIO+20. Aliás, esta conferência nem sei a que veio. Nada de concreto move os governos, nem lá nem cá. Se na RIO’92 havia o sonho, nesta RIO+20 o sonho acabou. Como cantavam os Beatles. Se não há sonho, há caos. Se em 20 anos, nem mesmo simples máquinas mundiais como automóveis tiveram sua planta mudada para uma visão sustentável… pouco ou nada se fez. É um absurdo esses carrões turbinados protótipos das guerras perpetradas pelos Estados Unidos nos desertos do mundo, ainda estarem estupidamente circulando 20 anos após. 
Se os metrôs aqui são os mesmos dos anos 90 e os serviços de ônibus risíveis, se as megacidades se multiplicam como cogumelos, e citando Indira Ghandi “a verdadeira poluição é a da miséria”… Isto para não falar de rios, mares e ares poluídos, o veloz extermínio da biodiversidade, florestas, geleiras ou glaciares; a agricultura química e agrotóxicos. O pior, a própria humanidade não se toca e participa do festim consumista, caminhando para o caos planetário. Mas como a humanidade brinca com coisa séria, breve virá a RIO+50 que terá a solução final para os males que afligem a Terra azul. Simples décadas humanas alteram dezenas de milhões de décadas geológicas, sem retorno.
Enquanto isto a Folha do Meio, mês-a-mês, mostra o caminho, só não segue quem não quer.
Geraldo Vieira Gentil  
geraldogvieira@gmail.com – Brasília-DF
 
 
Serra Vermelha
Tenho lido neste jornal diversas matérias sobre a região da Serra Vermelha. Nasci num lugarejo ali perto chamado Fazenda Tanque da Serra. Hoje moro em Belém. Olha, tudo o que vocês falam aí no jornal é a pura verdade: a região é linda, a Serra Vermelha é um dos lugares mais interessantes que já vi, lá perto ainda tem o Parque Nacional da Serra das Capivaras e muito mais coisas.  A natureza naquela região é privilegiada. Quando os turistas do mundo inteiro descobrirem aquelas serras e florestas, tenho certeza que o turismo vai dar muito mais dinheiro para o Piauí do que a soja e o carvão. Será que as autoridades piauienses não percebem que o futuro é preservar florestas, rios, flora e a fauna? Serra Vermelha como parque vale duzentas vezes mais do que toda a mineração e o carvão que são explorados no Estado do Piauí. 
Denilva H. Lemos – Belém do Pará
 
 
Peixe-boi
Sou de Manaus e sou fascinado com o peixe-boi. Manso, dócil e muito tranqüilo, o peixe-boi é como os golfinhos em encantamento. Só que o peixe-boi tem uma vantagem que é a sua desgraça: sua carne é saborosa. Daí a pesca predatória. Os filhotes precisam das mães para crescerem. É terrível pensar que, pela facilidade da pesca, não é que o ribeirinho pega a mãe e os filhotes ficam abandonados. Estou escrevendo para o jornal por tres motivos: 1) Vi na internet a matéria com entrevista da bióloga Fábia Luna sobre peixe-boi marinho. Queria receber um exemplar do jornal. Pode mandar com postagem a pagar. 2) Será que essas biólogas que estão fazendo pesquisa no Nordeste não podem também vir pesquisar o peixe-boi da Amazônia? 3) Me mande o endereço desta bióloga que quero escrever para ela.
Eleonora G. Fernan es – Manaus – AM
NR: A bióloga Fábia Luna é a coordenadora-geral do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos, do ICMBio. O endereço é:  Estrada do Forte Orange, s/nº – Caixa Postal nº 01 – Itamaracá/PE, CEP: 53.900-000 – Tel: (81) 3544-1056 / 3544-1835.
 
 
Bolívia e Brasil
É um privilégio muito grande comunicar-me com vocês e enviar-lhes saudações fraternas procedentes de La Paz-Bolívia, ao tempo que parabenizo toda equipe pelo trabalho desenvolvido desde a fundação do jornal, em 1989.
Nasci na Bolívia, porém adotei a nacionalidade brasileira há mais de 40 anos. Sou engenheiro formado pela Universidade Federal de Itajubá-MG (UNIFEI) e tenho trabalhado com empresas brasileiras dentro de fora do Brasil. 
Tive a oportunidade de ler apenas quatro versões do Jornal. Estou realmente admirado pela clareza e pedagogia absolutamente de todos os trabalhos nele publicados. Gostaria de participar mais deste projeto que é um importante instrumento de educação, abordando uma trilogia básica: terra, água e meio ambiente y seguramente será de imensa valia nos meios educativos bolivianos, dada a imensa fronteira com o Brasil. Fiquei empolgado com as notícias do Rio Hamza, das barrarinhas, os rios voadores, com o grande encontro da Rio+20 e muitas coisas mais.
Carlos Encinas Llanos – encinasenergy@yahoo.com
 
 
Cachoeira de corrupção 
É muito triste ver os brasileiros complacentes com a corrupção. E não adianta sacrificar apenas os políticos, pois eles não são os únicos. Às vezes, a corrupção está na nossa rua e até na nossa casa. 
Afinal de contas, quando tem um concurso – tem muita gente (e jovens) tirando proveito. Quando tem vestibular – tem muitos (e jovens) tirando proveito e enganando os fiscais. Quando tem fila para qualquer coisa – tem espertinhos tirando proveito. Quando tem bolsa família – tem gente tirando proveito. A cachoeira de trapaças que se instalou no governo do Rio, de Goiás e de Brasília está escorrendo por muitas prefeituras e por muitas campanhas para prefeitos. 
J. Aristides (aposentado) – Campinas -SP
 
 
Brasil cobra ‘dever de casa’ dos outros
O Brasil, ou melhor, os governantes brasileiros são muito engraçados. Aqui dentro, nos três poderes – Congresso Nacional, no Executivo e no Judiciário – se prega um tipo de ação de incentivo ao consumo e de grande omissão se levarmos em conta as questões ambientais. Tipo assim: novo Código Florestal, gestão dos recursos hídricos, construção de hidroelétricas inundando florestas e tribos indígenas, incentivo à venda de carros poluentes e tantas coisas mais. Quando chegam aos palanques internacionais – tipo RIO+20, os governantes brasileiros gostam de “passar sabão”  nos países ricos, dar lições ao mundo e cobrar o dever de casa dos outros. E a grande mídia, sempre no interesses maior dos cadernos especiais, ainda fica babando as decisões e discursos vazios de ministros, dirigentes de estatais, governadores e assessores especiais. Vamos criar vergonha, minha gente!
Edu G. Santanna – Brasília – DF
 
 
 

10 Mandamentos – RIO+20
Sobre tudo que aconteceu na Conferência da RIO+20, que trouxe ao Rio de Janeiro mais de 100 mil pessoas, tudo o que se tem a dizer está neste jornal de maio, na entrevista que vocês fizeram com Maurice Strong: – A RIO+20 deve ser o início de um processo contínuo e não um evento definitivo e pontual. Qualquer fracasso é o fracasso das nações. Vale destacar, também, os 10 mandamentos de Strong. Não sei se foi ele mesmo que bolou esta forma didática de colocar os problemas, ou se foi a redação do jornal que publicou o pensamento do Coordenador da RIO’92 em forma de mandamentos. De qualquer forma, ficou muito bom e fácil de ler. Foi um ótimo recado.
Millena M. Cardozo – Rio de Janeiro – RJ
 

 

Cartas

8 de junho de 2012

  Folha do Meio faz 23 anos “Neste mes de junho a Folha do Meio Ambiente está entrando em seu 24º ano de circulação – e isto deve ser comemorado por todos que acreditam na importância da mídia ambiental e na liberdade de expressão. Criada em 1989, em Brasília, pelo editor Silvestre Gorgulho, a FMA… Ver artigo

 

Folha do Meio faz 23 anos
“Neste mes de junho a Folha do Meio Ambiente está entrando em seu 24º ano de circulação – e isto deve ser comemorado por todos que acreditam na importância da mídia ambiental e na liberdade de expressão. Criada em 1989, em Brasília, pelo editor Silvestre Gorgulho, a FMA é a mais antiga publicação especializada em meio ambiente em circulação no país. E a que vai mais longe também: é a única do ramo distribuída mensalmente para todas as missões e postos diplomáticos brasileiros em 123 países e para todas as representações diplomáticas estrangeiras e organismos internacionais credenciados no Brasil. Silvestre, que trabalhou no Diário do Comércio de BH, na Veja, na Embrapa e no Jornal de Brasília, faz a Folha com uma equipe de 28 jornalistas, colunistas e correspondentes em todo o pais. Inspirado pelo trabalho de Orlando Villas-Boas, seu paraninfo na UFMG, ele acredita num Brasil rico e bonito que precisa de brasileiros com paixão e coragem. Por isto, Silvestre Gorgulho e sua equipe fazem um jornal com matérias importantes sobre biomas e espécies, riquezas naturais e seus riscos, colunistas bem informados e denúncias – muitas denúncias corajosas. Silvestre Gorgulho fez, está fazendo e vai continuar fazendo o que todo jovem jornalista ambiental gostaria um dia de fazer e merece minha mais profunda admiração."
Rogério Ruschel – Cotia – São Paulo
 
“O jornalista Silvestre Gorgulho e toda equipe da Folha do Meio Ambiente são exemplos inspiradores dos desafios para jornalistas comprometidos com pautas que não têm espaço na mídia tradicional. Em 2000, o Silvestre Gorgulho fez uma carta de recomendação ao então embaixador da Unesco em Paris, José Israel Vargas, para me receber na entrega do Dossiê sobre o rio São Francisco.  Tenho o maior orgulho de compor a equipe da Folha do Meio Ambiente como correspondente Bahia. E ter a FMA como referência em minha dissertação: “Olhar transversal sobre mídias colaborativas – proativismo ambiental e elos no paradoxo sustentável. Caso: Ativismo Jornalístico ambiental X Discurso Marketeiro”. Parabéns a toda equipe da Folha do Meio pela resistência nesses 23 anos”.
Liliana Peixinho – Salvador-BA
 
 
Mônica Mongelli e Geraldo Gentil
"Acompanho com prazer e expectativa a “Folha do Meio Ambiente”. Positivamente os textos cumprem relevante função institucional que a imprensa cabe (ou deveria caber) no sentido didático, pedagógico, informativo, conformador de uma sólida cultura de preservação do patrimônio nacional.
Quanto ao exemplar 230, de Maio de 2012, em especial, felicito a equipe jornalística e de seus colaboradores. Temas dos mais consistentes são retratados. Em reiteração, desejo parabenizar o jornal por divulgar excelentes colaboradores, em particular, Geraldo Gentil Vieira, que nos brinda com o seu incomparável “Rios no Bolso”, da série Lendas do Velho Chico.
Em complemento, minha integral solidariedade às homenagens prestadas por doutora Mônica de Medeiros Mongelli, ao exponencial teórico e educador, Aziz Ab´Saber, que tanto soube traduzir os dilemas sobre o patrimônio coletivo dos Povos e cujo nome permanecerá colado na memória da SBPC e da Academia Brasileira de Ciências. "
Sérgio Muylaert – sermuy@terra.com.br – Membro do Instituto Brasileiro dos Advogados. Autor do livro “Estado Empresa Pública Mercado” e Assessor Codevasf.
 
 
10 Mandamentos de Strong
"Li umas 15 entrevistas, aliás longuíssimas, de Maurice Strong, sobre a questão ambiental e mais especificamente sobre a RIO+20. Este canadense é bem articulado e tem compromissos fortes com a questão ambiental. Hoje faz um trabalho fantástico para o Governo chinês e atua na Universidade de Pequim. 
Queria dizer que nenhuma entrevista que li foi mais didática do que uma única página deste jornal que traduziu seu pensamento nos 10 Mandamentos de Maurice Strong. Por isso que muitos professores e as escolas gostam deste jornal. 
A FMA facilita qualquer aula de educação ambiental. Parabéns pelo aniversário. Uma publicação que trata só de educação e meio ambiente durar mais de 20 anos é incrível. "
Karinna F. Carvalhal  – Belo Horizonte – MG
 
 

 

Material didático
"Sou assinante deste jornal há pelo menos 15 anos. Tenho três assinaturas: uma para mim e outras duas para a escola que dei aula. Desde a minha época no Colégio João XXIII, a Folha do Meio Ambiente sempre foi o melhor material didático para a 
equipe docente. Escrevo para agradecer tantos anos de bom jornalismo e também pela forma simples, didática e atual em tratar de assuntos muitas vezes muito politizados, mas que vocês escrevem sempre com isenção e profissionalismo. Refiro-me a temas como transgênico, pobreza, mineração, reforma agrária. Parabéns pelos 23 anos."
Penha M. Rodrigues – São Paulo-SP
 
 
Batalhão Florestal sob ameaça!
"Rola um bochicho nos bastidores do Governo estadual que o Batalhão de Polícia Florestal e de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro está com os dias contados.  A proposta que corre a sete chaves é transformar o Batalhão Florestal em uma coordenadoria subordinada ao Instituto Estadual do Ambiente para funcionar exclusivamente como força policial no interior das unidades de conservação (parques e reservas). 
Criado em 1988 por decreto do então governador Moreira Franco, o Batalhão de Polícia Florestal e de Meio Ambiente chegou a ter cinco companhias no Estado do Rio de Janeiro:  São Gonçalo (sede), Cachoeira de Macacu, Campos, Angra do Reis e Aperibé. Desse efetivo, as companhias de Angra dos Reis e Aperibé já foram desativadas.
Na contramão de São Paulo, Minas Gerais, Goiânia, Mato Grosso e Paraná, que dispõem de vários batalhões florestais e dezenas de companhias, o Rio de Janeiro extinguiu duas companhias e remanejou seu efetivo florestal para unidades policiais no Maracanã, Rocinha e Morro do Alemão.  Há rumores, ainda, que outros 190 homens do Batalhão Florestal serão transferidos para outros batalhões sem vínculo com a questão ambiental. Com a palavra, o governador Sergio Cabral e os secretários estaduais José Mariano Beltrame (Segurança Pública) e Carlos Minc (Ambiente)."
Guerreiros do Meio Ambiente – Rio de Janeiro – RJ
 
 
Rolitos de Abrolhos
"Li a matéria sobre maior banco de rolitos de Abrolhos publicado na edição de maio. Achei interessante porque o programa Fantástico da TV Globo mostrou também a reportagem dos Rolitos de Abrolhos, dia 3 de junho. Bom saber que mesmo um jornal mensal consegue produzir matérias jornalísticas e reveladoras bem antes do que a grande mídia. Aproveito para parabenizar a Folha do Meio pelos 23 anos construindo uma nova mentalidade ambiental."
Cinara Santos C.Vasconcellos  Salvador – BA