Com a palavra o leitor

20 de novembro de 2013

DESLUMBRE A Folha do Meio Ambiente de outubro está um deslumbre, desde a sua pequena ode à professora, até a matéria sobre Lampião, passando pela série dos naturalistas viajantes até o Parque das Sempre Vivas. Está guardada, com carinho. Ana Miranda – Aquiraz – CE     Naturalistas Viajantes Estou verdadeiramente encantada com todas matérias… Ver artigo

DESLUMBRE
A Folha do Meio Ambiente de outubro está um deslumbre, desde a sua pequena ode à professora, até a matéria sobre Lampião, passando pela série dos naturalistas viajantes até o Parque das Sempre Vivas. Está guardada, com carinho.
Ana Miranda – Aquiraz – CE
 
 
Naturalistas Viajantes
Estou verdadeiramente encantada com todas matérias sobre os Naturalistas Viajantes. Nunca imaginava uma vida profissional tão rica e tão dedicada destes exploradores, como o próprio Peter Lund, o Rugendas e, agora, este alemão-russo, o Langsdorff.  Quero muito me aprofundar nessas viagens e nesses estudos porque senti a importância e a beleza de um tempo que acabamos não aprendendo nada nas escolas. Eu nasci em São João d’El Rei e quando vi as imagens que Rugendas deixou de nossa vila até me emocionei. O rio das Mortes e aquele vale maravilhoso limpo de tantos casarios, ruas, becos e avenidas.  Parabéns a vocês aí que fazem um jornal tão sério e longe dos crimes, das politicagens e das violências morais que agridem a cada dia mais a nossa consciência. 
Dalva M. T. Reis – Belo Horizonte – MG
 
 
Que ouçam Lampião
Revitalização JÁ! para o rio São Francisco. Como os habitantes de Pirapora, Manga e Bom Jesus da Lapa, acho que os moradores de muitas cidades à beira do Velho Chico também pedem água tratada e esgoto tratado. Também pedimos mais escolas e muitos viveiros de mudas nativas para replantar as matas ciliares do São Francisco e de seus afluentes. Que acordem todas Marias Bonitas às margens do São Francisco e junto com o corajoso Lampião cutuquem as autoridades de Brasília, os prefeitos dos municípios e toda população deste vale maravilhoso para que revitalizem e protejam nosso rio sagrado. O rio que nasceu na região mais rica e se enveredou, pela graça de Deus, para a região mais pobre do Brasil. O Velho Chico é uma bênção de Deus para o povo do sertão.
Carlos N. B. Souza – Montes Claros – MG
 
 
Desmatamento volta a subir
Não dá para entender o que esse Ministério do Meio Ambiente faz além de muitas viagens ao exterior para participar de eventos, reuniões e encontros que não levam a nada. A verdade nua é que em 2013 foram derrubados 5.843 KM quadrados de floresta, uma alta de 28% em relação aos 4.571 KM quadrados do ano anterior. Em 2011 foi devastada uma área de 6.418 KM quadrados. O pior ano foi 2004, o segundo ano do governo Lula, quando 27.000 KM quadrados de floresta foram perdidos. Nesse ritmo daqui a pouco não temos mais Amazônia. Ou a teremos apenas como um belíssimo retrato na parede.
Cely G. Morais – Belém – PA
 
 
Mineradora do mal
Confiamos na Folha do Meio Ambiente para divulgação desta carta. Estamos de olho: uma mega mineradora canadense poderá receber a permissão para explorar uma enorme mina de ouro a céu aberto e começar a injetar toneladas de produtos químicos venenosos no coração da Amazônia. Para extrair os metais preciosos, a água doce e os peixes endêmicos do rio Xingu serão em breve substituídos por córregos tóxicos de cianeto, arsênico, e montanhas de resíduos químicos. Autoridades no Pará estão pressionando pela aprovação do projeto baseadas em estudos cheios de irregularidades. Mas esta mega mina é tão arriscada que até mesmo o Ministério Público Federal está exigindo que as autoridades locais neguem a concessão desta licença para que haja uma melhor avaliação do seu impacto sobre as terras dos povos indígenas que estão próximas. Ali vivem os Arara e os Juruna.
Este debate fundamental está acontecendo agora, grande parte fora do radar da imprensa e da opinião pública. Se milhares de nós pedirmos ao presidente do Ibama, Volney Zanardiy, para intervir e acabar com essa injeção letal na Amazônia, ainda teremos uma chance de impedir sua destruição. 
A conversa das mineradoras é sempre a mesma: a Sun Mining Corporation, empresa baseada em Toronto, afirma que sua nova mina vai ajudar as comunidades indígenas, proporcionando um impulso na economia local e ajudando a financiar novas escolas e hospitais. O fato é que o RIMA está repleto de irregularidades e foi concebido longe das comunidades locais.
Existe uma campanha para assinar. Veja o link: http://www.avaaz.org/po/a_lethal_injection_in_the_amazon_c2/?bbtizdb&v=30942
Nadia, Joseph, Michael, Diego, Caroline, Luis, Ricken e toda equipe da Avaaz – avaaz@avaaz.org
 
Entardecer com as Garças
Fiquei muito alegre por ter a Folha do Meio Ambiente no “Entardecer com as Garças”, aqui em São Lourenço. Sei que vocês trabalham incessantemente pela proteção ambiental, sendo um porta-voz vigilante para a conscientização constante dos cuidados e da preservação deste planeta. Admiro o trabalho de todos aí na redação e sinto-me orgulhosa por vocês terem compartilhando comigo e com todos sanlourencianos  o lançamento de nosso Projeto.
Rachel Cohen – idealizadora do projeto Entardecer com as Garças 
São Lourenço-MG
 
NR: Ver a reportagem sobre o projeto “Entardecer com as Garças” nas páginas 14, 15 e 16.

 

Artigo jornal
Sou leitora e acompanho há muito tempo esta publicação. Por me interessar pelo tema e por ver muita seriedade no jornal, gostaria de saber se é possível contribuir com o envio de artigos voltados para a educação, cidadania e ao meio ambiente. Caso positivo, como devo proceder? Fico no aguardo. 
Fernanda Gutierrez – fernanda.gutierrez@mascarenhasbarbosa.com.br
 
NR: Fernanda, há possibilidade sim. Temos todo interesse em publicar artigos de leitores e o fazemos com muita frequência. Apenas duas considerações: os artigos devem ter até 3.500 dígitos com espaço e são submetidos ao nosso conselho de redação. E pedimos também que venham com revisão do autor para que não haja nenhuma possibilidade de mudança. Também matérias e informações são bem vindas. Da mesma forma, sempre que o leitor tiver uma crítica ou correção a fazer em alguma de nossas reportagens, estamos prontos e agradecidos por recebê-las. Fernanda Gutierrez, obrigado por sua participação.
 
 

Risco em Brasília
Urbanismo, arquitetura e planos de ocupação do solo urbano tem tudo a  ver com meio ambiente. E o meio ambiente em Brasília corre perigo diante do polêmico Plano de Preservação de Brasília – PPCUB, que  o governo quer empurrar na Câmara Distrital. Cinco considerações:
1) O PPCUB cria uma caixa preta, pois entrega áreas nobres em mais quinze setores da cidade para projetos futuros. Os moradores não podem aceitar esse cheque em branco dado ao governo.
2) O Plano privatiza duas centenas de lotes destinados a escolas públicas nas Superquadras e Entrequadras, cuja destinação será fatalmente alterada no futuro. 
3) Ninguém mais vai segurar a ocupação e privatização das margens do Lago Paranoá;
4) O simbólico Eixo Monumental, em sua parte leste, ganha nova classificação como parque público ou parque urbano, abrindo, assim, um leque de possibilidades de uso dos mais diversos. 
5) A parte Oeste do Eixo Monumental será objeto de novos parcelamentos para atividades ditas “culturais e educacionais” (centros de treinamento), atividades comerciais e de prestação de serviços, sem explicitar se serão usos complementares e não permitidos em edificações isoladas. Um adensamento que  desfigurará o Plano original de Lucio Costa e deixará os artistas construtores, como o próprio JK, arrepiados com tanta ousadia.
Heliete R. Bastos – Asa Sul – Brasília – DF