Cartas

25 de julho de 2014

Gandarela e Caraça Li e guardo a edição 252, de junho, da Folha do Meio Ambiente, cuja matéria de capa “As serras de Minas – Caraça e Gandarela” me trouxe boas recordações. Guardo o jornal porque, como prefeito de Ouro Preto, tive oportunidade de acompanhar de perto o movimento em favor do Parque da Serra… Ver artigo

Gandarela e Caraça
Li e guardo a edição 252, de junho, da Folha do Meio Ambiente, cuja matéria de capa “As serras de Minas – Caraça e Gandarela” me trouxe boas recordações. Guardo o jornal porque, como prefeito de Ouro Preto, tive oportunidade de acompanhar de perto o movimento em favor do Parque da Serra da Gandarela e do Caraça. E é sempre com interesse que apoio manifestações nesse sentido. Ao ler a destacada reportagem no jornal sobre o tema, quero registrar que esta edição oferece mais uma contribuição singular a uma grande causa ambiental do país. Defender a Serra da Gandarela e a do Caraça é dever mineiro e brasileiro em favor da natureza e da cultura.
Angelo Oswaldo de Araújo Santos  – Brasília – DF
 
 
AS SERRAS DE MINAS
As serras de Minas Gerais são lindas mesmo. As montanhas de Minas são famosas e, parece, forjaram as principais características dos mineiros: recolhimento, desconfiança,  recato, prudência, cautela, astúcia, manha e aquela dose de  reserva que compõe a mineiridade.  Conheço bem a Serra do Caraça que abraça a Serra da Gandarela. Conheço sobretudo as pessoas que nasceram e vivem nesta região abençoada, que carrega acima do solo uma biodiversidade fantástica e muita água, mas debaixo do solo tem o  minério da cobiça. Uma riqueza que provoca a destruição como aconteceu com Itabira e a Serra do Curral.
Parabéns ao jornal pela matéria tão linda e tão oportuna. Gostaria muito que todas as escolas da região que envolvem as Serras do Caraça e da Gandarela recebessem esta publicação. Só se preserva o que se conhece.
Carol G. Nogueira – Belo Horizonte – MG
 
 
LIXO.COM
Quem tiver interesse em resíduos sólidos, não deve deixar de ler este site coordenado pelo sociólogo Jorge Pinheiro, pois é didático e eficiente: www.lixo.com.br. “A produção de resíduos é inerente à condição humana  e inexorável. Não há como não produzir lixo, mas podemos diminuir essa produção. Como? Reduzindo o desperdício, reutilizando sempre que possível e separando os materiais recicláveis para a coleta seletiva. Tem coisas que a gente só não faz por não saber como. Navegando no lixo.com.br você vai ter uma idéia de como a coisa funciona. É importante conhecer o processo e as regras quando queremos fazer a diferença. A ideia é construirmos um mundo melhor, certo? Cremos que um futuro melhor seja o resultado de um presente mais responsável. Individualmente responsável”. 
Beto B.  Lima – Rio de Janeiro – RJ
 
 
Naturalistas Viajantes 1
Escrevo por dois motivos. Primeiro para dizer que estou seguindo com entusiasmo a viagem do senhor Heinrich Langsdorff desde o Rio de Janeiro, Minas, São Paulo e Mato Grosso. Estou impressionada com a disposição e os compromissos da Expedição. O Brasil precisa resgatar todo acervo desta Expedição para mostrar aos brasileiros o que foi a construção deste país nos últimos séculos.  Pelo que sei, a maior parte dos registros de Langsdorff e os desenhos do Rugendas, do Florence e do Taunay estão na Europa, principalmente na Rússia. Não há como o Ministério da Educação, da Cultura e do próprio Itamaraty trazer todo este acervo para uma exposição itinerante no Brasil? 
O segundo motivo para saber como conseguir as treze edições anteriores para eu guardar. Alguns jornais dei para meus sobrinhos e outros emprestei e não sei como tê-los de volta. 
Conceição M.R. Souza  
Cuiabá – MT
NR: Favor entrar em contato com Raquel Bernardo na redação do jornal. Fone: 61-33223033 ou raquel@folhadomeio.com.br
 
 
Naturalistas Viajantes 2
Eu só tenho uma edição que fala do LANGSDORFF – PARTE 3, gostei muito da série Naturalistas Viajantes e por falta de tempo não pude correr atrás para comprar todas as edições. Principalmente a que fala do Peter Lund, pois dei um parecer favorável, junto com Carlos Fernando de Moura Delphim,  sobre a vinda das ossadas da Dinamarca para o Brasil para uma exposição em Lagoa Santa, onde ele viveu até morrer. Nosso parecer não foi considerado porque o Iphan achou que haveria problemas na volta para a Dinamarca, uma vez que a legislação sobre a saída de bens culturais não prevê esse tipo de evento, somente obras de arte. Pode? Resultado: as peças não vieram.
Vandi Falcão – Brasília-DF
vandi.falcão@gmail.com 
 
 
Impostos sobre contaminação
Li um artigo do presidente da Inter Press Service, Roberto Sávio,  que vocês deveriam publicar, Diz ele que “Embora para muitos tenha passado inadvertidamente, o Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Mudança Climática (IPCC) publicou, no dia 13 de abril, a terceira e última parte de um informe no qual adverte sem rodeios que temos apenas 15 anos para evitar ultrapassar a barreira de um aquecimento global de dois graus. Além disso, as consequências serão dramáticas. Somente os mais míopes não tomam consciência do que se trata: aumento do nível do mar, furacões e tempestades mais frequentes e um impacto adverso na produção de alimentos. Em um mundo normal e participativo, no qual 83% das pessoas que vivem hoje ainda existirão dentro de 15 anos, esse informe teria provocado uma reação dramática.
Entretanto, não houve um único comentário dos líderes dos 196 países nos quais habitam os 7,5 bilhões de “consumidores” do planeta.
Vale a pena assinalar que dois terços da humanidade têm menos de 21 anos e em grande parte são eles que terão que suportar os enormes custos da luta contra a mudança climática. A principal recomendação do IPCC é muito simples: as principais economias devem fixar um imposto sobre a contaminação com dióxido de carbono, elevando o custo dos combustíveis fósseis, para impulsionar o mercado de fontes de energias limpas, como a eólica, solar ou nuclear. Dez países são causadores de 70% do total da contaminação mundial de gases-estufa, sendo que Estados Unidos e China respondem por 55% desse total (…)”.
Sandro C.B. Reis – São Paulo – SP
 
 

Petrobras x Ibama: ontem e hoje
Em janeiro do ano 2000, quando teve o sério desastre de derramamento de petróleo na Baia de Guanabara, a área de meio ambiente da Petrobras era uma caixa-preta. Funcionários da empresa junto com as autoridades estaduais e municipais, do Rio, bateram cabeça durante uma semana sem saber o que fazer. Um mês depois do acidente, ainda pareciam isentas de culpa. O biólogo Mário Moscatelli, na época gerente do Programa de Manguezais da Secretaria Estadual de Meio Ambiente chegou a pedir um boicote à Petrobras para melhorar o controle ambiental. No dia 24 de janeiro de 2000, à tarde, uma surpresa: os ministérios públicos Federal e Estadual deram um prazo de cinco dias para o presidente da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente-FEEMA, Axel Graal, explicar se o órgão tinha um plano de emergência para acidentes ambientais na Baía de Guanabara e dizer como são fiscalizadas as empresas poluidoras da Baía. Todas as respostas eram evasivas e longe da realidade. Lembro-me que o promotor Sávio Bittencourt foi direto ao ponto: “O que está se constatando é que se houvesse um plano de emergência da Petrobras e do governo do Rio de Janeiro, o acidente não teria assumido proporções tão alarmantes”. Pois bem, 14 anos depois, leio um relatório do Ibama que lista 285 acidentes em refinarias e plataformas. Este relatório enviado à CPI da Petrobras mostra que o volume de acidentes ambientais deu um salto muito grande de 2010 para 2011, teve uma pequena redução em 2012, mas se manteve em níveis altos em 2013, bem como no início deste ano. 
É hora da Petrobras abrir o olho para a questão ambiental. 
Kácio P. Correia – Macaé – RJ