Cartas

27 de agosto de 2014

NATURALISTAS VIAJANTES Confesso que a primeira coisa que leio quando o jornal chega aqui na minha casa é sobre essa Expedição Langsdorff. É impressionante como em 1800 um médico percorra quase que todo o Brasil e consegue fazer um relatório escrito e em imagem sobre a cultura, a biodiversidade e os costumes do sertão. Além… Ver artigo

NATURALISTAS VIAJANTES
Confesso que a primeira coisa que leio quando o jornal chega aqui na minha casa é sobre essa Expedição Langsdorff. É impressionante como em 1800 um médico percorra quase que todo o Brasil e consegue fazer um relatório escrito e em imagem sobre a cultura, a biodiversidade e os costumes do sertão. Além de Langsdorff, outros como Peter Lund, Auguste Saint-Hilaire, Spix, Martius, Debret, Rugendas e Florence mostraram aos brasileiros e ao mundo a rica natureza brasileira, os hábitos e costumes dos habitantes. Continuo no aguardo das próximas edições. Um detalhe: depois de ler, meu filho leva seu jornal para sua escola.
Pedro C. Oliveira – Cuiabá – MT
 
 
 
PRAIAS SUJAS
Há alguns meses, li uma pesquisa do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) que a Praia de Buraquinho, em Lauro de Freitas-BA, continua na lista das praias mais poluídas e, consequentemente, impróprias para banho. Com Buraquinho, somamos 14 praias entre Salvador e Região Metropolitana impróprias. 
Minha família esteve na praia de Periperi (atrás da estação férrea) e a situação é péssima. Outras praias que todo mundo em Salvador sabe que não estão bem: Penha (em frente à Igreja N. S. da Penha), Bogari (em frente ao Colégio João Florêncio Gomes), Pedra Furada (atrás do Hospital Sagrada Família), Roma (atrás do Hospital São Jorge), Canta Galo (atrás da antiga fabrica da Brahma, atual FIB), Rio Vermelho (em frente à Igreja N. S. Santana), Pituba (em frente à Rua Paraíba, próximo ao Ki-Mukeka, e atrás do antigo Clube Português), Armação (em frente ao Clube Inter. Pass), Boca do Rio (em frente ao Posto Salva Vidas), Corsário (em frente ao Posto Salva Vidas e em frente ao Posto Salva Vidas de Patamares) e Buraquinho (em frente à barraca de praia Chalé).
Praia imprópria é quando 20% das amostras coletadas em cinco semanas consecutivas apresentarem o resultado superior a 1.000 coliformes fecais. E fora o lixo que a própria população, infelizmente sem educação, deixa nas praias.
Solange M. Medeiros – Salvador – BA
 
 
 
PARQUE DO RIO PRETO
Adorei a reportagem sobre o Parque Estadual do Rio Preto. Muito legal mesmo. O trabalho do Antônio Augusto de Almeida é assim mesmo. Todo mundo o chama de Tonhão porque ele é um trator para resolver os problemas e mobilizar os habitantes da região para defender o parque. Show de bola.
Daci Almeida – dacialmeida@hotmail.com.br  
Comunidade de Santo Antônio 
São Gonçalo do Rio Preto – MG
 
 
 
TONHÃO DO RIO PRETO
Não há como não cumprimentar o Tonhão (Antônio Augusto de Almeida) que foi um prefeito tão bem intencionado e tão compromissado com o povo de sua cidade e com a natureza, que largou a política partidária para entrar de cabeça na política ambiental. Tonhão criou e administra o Parque Estadual do Rio Preto, próximo a Diamantina-MG. Li a matéria sobre como ele conduz a gestão do parque. Ao término da leitura, tive duas vontades. Primeiro, visitar o parque lá em São Gonçalo do Rio Preto. Segundo: trazer o Tonhão para administrar o Parque Nacional do Itatiaia, aqui na Mantiqueira. Como nosso parque está precisando de um bom gestor.
Kleber – Resende – RJ
 
 
 
TATU-BOLA, O SÍMBOLO
Gostei muito da crônica de Ana Miranda sobre o tatu-bola. Interessante, não tinha pensado como esse bicho tão brasileiro seria o mascote tão perfeito para a Copa do Mundo. O bicho que é bola, o tatu que joga e o tatu-bola que é o verdadeiro pentacampeão da natureza. Pena que rolou tanto dinheiro na Copa e não sobrou nada para a preservação do tatu-bola e para a ONG que faz sua defesa: Associação da Caatinga <www.acaatinga.org.br >.
Neiva Brito – Goiânia – GO
 
 
 
MANGUEZAL
Moro em Ilheus. Adoro as praias e os lugares históricos daqui. Mas tenho visto que o crescimento urbano do litoral brasileiro, o grande número de condomínios e a construção de resorts têm causado uma série de impactos ao ecossistema dos manguezais. 
Tudo pela ganância de terras a beira mar e pelo crescimento desordenado que ocorre ao redor dos grandes centros urbanos. 
No caso dos manguezais, me chama a atenção a vasta legislação que os protege, mas que ninguém cumpre. Manguezal é uma Área de Preservação Permanente. Infelizmente, manguezal e mangues viraram terras de ninguém. Por quê? Simples, porque todos construtores querem incorporar essas áreas ao perímetro urbano.
Maria Carolina Santos – Ilheus – BA
 
 
 
VALE QUER MINERAR GANDARELA
Em junho, em Brasília, aconteceu uma reunião entre a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o Deputado Federal Padre João (PT) e duas lideranças do movimento, Teca e Paulo Rodrigues, cujo assunto foi a Serra do Gandarela. Na ocasião foi entregue um ofício acompanhado de cópia das 194 mensagens enviadas à presidente Dilma e dos 1.289 nomes na petição da Avaaz “Dilma: Salve a Serra do Gandarela”. Participaram também o Presidente ICMBio, o Secretário de Biodiversidade e Florestas (MMA), o Diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio, além de diversos assessores da Ministra.
Foi ressaltado por Teca, Paulo Rodrigues e o deputado a grande preocupação com o formato do Parque Nacional da Serra do Gandarela. O projeto se encontra na Casa Civil para sanção da presidente Dilma (sobre o qual não se tem conhecimento até o momento). Os três pontos principais levados à Ministra foram:
1. Os limites não contemplarem as áreas que garantem os aquíferos;
2. Ter sido excluída a criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) pedida pelas comunidades e o formato avançar sobre as áreas de que elas precisam para garantir seu modo de vida;
3. Terem sido atendidos os interesses da VALE e da mineração, que impactam precisamente as áreas com maior número de atributos que as tornam insubstituíveis e justificam a proteção da Serra do Gandarela e a criação das duas Unidades de Conservação.
Alex – movimentogandarela@gmail.com 
38 – 9930 5944 e 38 – 3543 2091
 
 
 
 
 

COMBATE AOS AGROTÓXICOS
Urge o combate sistemático contra os agrotóxicos. Virou um meio de vida o uso abusivo de veneno na agricultura e os males que o consumo de alimentos contaminados causa à saúde das pessoas. Penso que o governo tem que agir em quatro pontos: mais fiscalização por parte das autarquias responsáveis e pelas comunidades. O consumidor quer produtos mais saudáveis. Monitorar a fiscalização sobre as condições de trabalhos, sobre a fabricação e sobre a utilização na lavoura; É importante pressionar a fiscalização não só sobre a produção como também sobre o uso de agrotóxicos.
Mariana Martins  
Nova Friburgo – RJ
 
PARABÉNS
Tenho recebido, lido e apreciado muito o seu jornal “Folha do Meio Ambiente”. Periódico mensal de grande interesse educativo sobre comportamento sustentável e também sobre o rico patrimônio natural deste colossal Brasil. O jornal consegue tratar do tema meio ambiente com 
versatilidade, de uma maneira didática e muito interessante. 
Parabéns a toda equipe! 
Ruy Pereira da Silva – Rio de Janeiro – RJ