Coluna do Meio

23 de julho de 2008

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Cunhambebe


  O governo do Rio de Janeiro criou o Parque Estadual Cunhambebe, na pressionada Mata Atlântica dos municípios de Mangaratiba, Angra dos Reis, Rio Claro e Itaguaí.
  É o terceiro maior do estado, com uma área de 38 mil hectares. O Cunhambebe é a última peça de um mosaico de unidades de conservação que liga, numa faixa contínua de floresta, o Parque Nacional da Bocaina, no Sul Fluminense, à Reserva Biológica do Tinguá, na Baixada.
  Importância: o parque fecha o primeiro corredor ecológico do RJ, que se chama Bocaina-Tinguá.
 Numa segunda fase, o IEF promete criar outro corredor, em áreas entre os parques estaduais dos Três Picos e do Desengano.


Ativismo transgênico
“Marcaram-se pelo mais primário
vandalismo as ações articuladas pela Via Campesina. Não se trata de colocar
acima de questionamento os possíveis impactos ambientais e humanos do agronegócio. Arcaicos os objetivos,
primitivos os métodos, obscurantista a mentalidade. Contam com o
aparelhamento de órgãos estatais (…) e com as verbas transgênicas oriundas dos impostos gerados pelo progresso
industrial e agrícola…”
Editorial da Folha de S. Paulo condenando a leniência do governo e o financiamento de fanáticos do vandalismo.


Respeito ao Velho Chico
  O professor Mauro Chaves continua batendo na tese de erro histórico do Projeto da Transposição.
  Segundo ele, durante séculos, muitos têm defendido o projeto como solução salvadora para a tragédia das secas.
  “Não é bem assim – diz ele. A quantidade de açudes já construídos (cerca de 70 mil) e a possibilidade de retirada de água do subsolo nordestino sugerem soluções menos dispendiosas e mais eficazes para distribuir água às populações que dela mais necessitam”.
  Para Mauro Chaves, a transposição não significa a oferta de água a 12 milhões de nordestinos, mas sim a canalização para determinados projetos de irrigação do agronegócio.
  Pior: enquanto isso, falta água para projetos e populações às margens do rio, em Minas, Bahia, Alagoas, Sergipe e Pernambuco.


Mais 8 patrimônios
  A lista do Patrimônio Mundial da Unesco acaba de engordar.
  Oito áreas de impressionantes belezas naturais passam a integrar a relação da União Internacional para Conservação da Natureza, que tem mais de 800 nomes.
  São: arquipélogo de Socotorá, no Iêmen; Colinas Fossilizadas de Joggins, no Canadá; Lagoas de Nova Caledônia, na França; Saryarka – estepes e lagos no norte do Cazaquistão; Parque Nacional do Monte Sanqingshan, na China; Surtsey, na Islândia; Sítio tectônico suíço de Sardona e a Reserva de biosfera da borboleta monarca, no México.


Unidades de Conservação


 O IBGE informa: as áreas destinadas a unidades de conservação no Brasil cresceram de 6,5% em 2003 para 8,3% em 2007.
 O País soma mais de 712.660 km² de áreas protegidas em nível federal.
 Entre os biomas, a Amazônia é que a que detém a maior área, concentrando mais de 15% das unidades.
 A Caatinga e os Campos Sulinos são os que possuem menos regiões protegidas.
  No total, o número de UCs passou de 251 para 299 no período.
  
Igualzinho ao Brasil
  Em apenas um dia, o México bateu um recorde.
  O país conseguiu a façanha de plantar mais de oito milhões de árvores.
  O evento, promovido pelo governo mexicano como forma de combater o desflorestamento, foi realizado em todo o país e contou com a participação de meio milhão de pessoas.
  A medida foi tomada porque o México perde, anualmente, cerca de 350 mil hectares de terras para a extração ilegal de madeira, a expansão da agricultura e os incêndios florestais.
  Seria bom o Brasil tentar bater o recorde mexicano.


Moeda no porquinho
 O Banco Mundial aprovou a criação de dois fundos de investimentos para o desenvolvimento de tecnologias limpas pelo mundo.
 Os fundos Estratégico do Clima e de Tecnologia Limpa foram anunciados antes encontro do G8, no Japão.
 Para o BIRD, a medida vai garantir de cara cerca de 5 bilhões de dólares para projetos sustentáveis.
Um dos objetivos é que as doações ajudem os países em desenvolvimento a adotarem tecnologias que gerem menos impactos ambientais.
Grã-Betanha, Estados Unidos e Japão já se comprometeram em botar suas moedas no cofrão.


Saneamento X Saúde
  Ninguém mais duvida da importância de se cuidar das águas e do saneamento.
  A OMS tirou a prova dos nove: se o saneamento e a gestão da água funcionassem bem, 6,3% de todas as mortes registradas no mundo seriam evitadas.
 A crise ambiental do Brasil é no saneamento…