Coluna do Meio

22 de novembro de 2008

regina@folhadomeio.com.br

Lagoa de Abaeté
 A Lagoa de Abaeté pode ser apenas um retrato na parede.
 Hoje é simplesmente um cartão-postal baiano ameaçado.
Um dos pontos turísticos mais visitados de Salvador, a lagoa sofre com problemas vários: insegurança, falta de infra-estrutura e tem seu espelho d’água cada vez menor.
 Cristina Baumgarten, presidente da Federação Nacional dos Guias de Turismo, lamenta o abandono da lagoa de Abaeté.
 Nem mesmo sendo uma APA, que tem legislação restritiva para uso e ocupação, preserva Abaeté das invasões, do lixo e do esgoto.


Guarapiranga
 A própria Folha do Meio já denunciou várias vezes: as represas de Guarapiranga e Billings (SP) têm poluentes até 100 vezes acima do limite.
 Pior: alguns deles tóxicos e cancerígenos, acima do permitido pela legislação.
 Péssimo: a água das duas represas ajuda no abastecimento dos municípios da região metropolitana de São Paulo.
 Análises feitas em maio de 2008 observaram níveis altos de substâncias como alumínio, chumbo, cianetos e clorofórmio.
 A invasão e ocupação irregular do solo em mananciais e a falta de tratamento de esgoto são os principais fatores de poluição.


Flex Fuel: a boa e má notícia
 Uma boa notícia: o motor Flex Fuel foi cantado em prosa e verso no mundo inteiro.
 Esta tecnologia, há cinco anos, permitiu ao Brasil deixar de emitir 42,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2).
 Isto equivale a mais de três anos de emissões da cidade de São Paulo.
 A má notícia: o desmatamento na Amazônia anula benefício climático da tecnologia Flex Fuel.


Desmatamento Zero
 Primeiro foi o governador Aécio Neves descobrir: a questão ambiental, por ser abrangente, transversal é um tema político que pode sensibilizar eleitores do País inteiro.
 Agora, quem descobriu a boa nova, foi a ministra Dilma Rousseff.
 Candidata do presidente Lula em 2010, a mãe do PAC  prometeu assumir a defesa das metas do Ministério do Meio Ambiente, visando à concretização do mais ambicioso projeto de Carlos Minc, já prometido por um governo, o do ‘Desmatamento Zero’.
 Vai ter eco. Muito eeeeeeeeco!


Estrada do Pacífico
 A tarefa é para quatro empreiteiras brasileiras: sair da floresta amazônica, atravessar os picos nevados dos Andes e chegar ao Pacífico.
 Tamanho da rodovia: 2,6 mil quilômetros.
 Custo da obra: 1,4 bilhão de dólares.
 Previsão de inauguração: meados de 2010.


Desmatamento zero
 Ministro Carlos Minc:  “Já há maturidade entre a área ambientalista e a produtiva para dar prosseguimento ao debate em torno das alterações no Código Florestal. Não podemos jogar fora os pontos de entendimento. Temos que modernizar e viabilizar a lei com o tema mais produção com mais proteção”.
 Ministro Reinhold Stephanes: “Não é preciso desmatar mais áreas para produção. Há  consenso do desmatamento zero na Amazônia”.
 O rumo parece que é bom…


 


“A Mata Atlântica é o nosso bioma mais ameaçado, com a maior parte das espécies da fauna e da flora em risco de
extinção, com as grandes indústrias, as grandes cidades, e por isso com muita guerra política e pressão sobre o meio ambiente. Já tínhamos dois anos da lei da Mata Atlântica aprovada.
E, sem o decreto, a lei não era cumprida.
Agora será”.


Do Ministro Carlos Minc ao levar para o
presidente Lula  decreto que regulamenta a Lei da Mata Atlântica.


 



Indio vota em índio
 Em São Gabriel da Cachoeira-AM, o terceiro maior município do País com 109 km2, índio vota em índio.
 Vivem espalhadas em São Gabriel, 700 comunidades indígenas de 23 etnias diferentes.
 O município mais indígena do Brasil fez jus às suas origens: elegeu no primeiro turno um prefeito e um vice índios – Pedro Garcia, do PT, é tariana e seu vice, André Baniwa, do PV, pertence aos baniwa.
 Pedro, o quarto índio que chega a prefeito no Brasil, vai comandar um território onde vivem 45 mil habitantes.


Pantanal
 Carlos Minc garante: não haverá plantio de cana-de-açúcar no Pantanal.
 Uma exceção: em áreas onde já existem plantações há mais de 10 anos.
 Mesmo assim, nessas áreas do planalto pantaneiro apenas será permitido o plantio direto, sem uso de máquinas ou agrotóxicos.
 Na planície, será proibido qualquer tipo de plantio de cana-de-açúcar.
 A intenção é diminuir erosões e o assoreamento dos rios.