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10 de fevereiro de 2010

Regras de antigamente“Não adianta mais só cobrar o cumprimento das regras  existentes. Elas não dão mais conta do recado. Precisamos de uma legislação mais severa e responsável”. Da arquiteta Regina Meyer, da USP, provando que leis e regras para ocupação do solo precisam ser revistas.   Parque da Lua• A disputa entre ambientalistas e agricultores… Ver artigo


Regras de antigamente
“Não adianta mais só cobrar o cumprimento das regras  existentes. Elas não dão mais conta do recado. Precisamos de uma legislação mais severa e responsável”.


Da arquiteta Regina Meyer, da USP, provando que leis
e regras para ocupação do solo precisam ser revistas.


 


Parque da Lua
• A disputa entre ambientalistas e agricultores voltou à Roraima.
• Diante da proposta do ICMBio de criar um parque para preservar as encostas da Serra da Lua,  produtores rurais e políticos do Estado protestaram.
• O parque de 155 mil hectares está no município de Bonfim. Segundo o biólogo Marcelo Cavallini, do ICMBio, nesta área vivem mais de 600 espécies de animais.
• Não há área de preservação do ecossistema


Segurança ambiental
• E as tragédias da passagem de ano se repetem.
• No fim de 2008, foi tragédia em Santa Catarina.
• No fim de 2009, tragédia de Angra dos Reis e outras cidades da Serra do Mar.
• No fundo, no fundo a tragédia maior é a omissão e uma irresponsabilidade crônica das autoridades.
• O que se mais vê nos centros urbanos brasileiros são as ocupações de áreas de riscos e nunca recomendadas para habitação.
• Mas elas continuam sendo ocupadas desordenadamente. As verbas só aparecem com o desastre feito, nunca como ações preventivas.
• É o jeito brasileiro governar.


Tragédia anunciada
• Angra dos Reis é o tipo da tragédia anunciada.
• No segundo semestre de 2009, por decreto, o governador do RJ Sérgio Cabral (PMDB) permitiu ocupação maior em áreas de preservação ambiental de Angra dos Reis e das ilhas da região.
• O Ministério Público Federal elaborou um parecer apontando irregularidades nas novas regras.
• Com base no parecer, o deputado estadual Alessandro Molon (PT) apresentou um projeto, para suspender o decreto. Houve resistências na base de Cabral.
• Para Molon, se de fato Cabral está empenhado em evitar novas tragédias em Angra dos Reis, Cabral deveria revogar seu decreto infeliz.


Oceanos, rios e florestas
• A regra é clara: para salvar o planeta, salvem os oceanos, os rios e florestas.
• E os motivos estão todos aí: os oceanos produzem a maior parte do oxigênio que respiramos;
• Os oceanos absorvem cerca de 25% das emissões anuais de CO2.
• Metade dos estoques de carbono do mundo é retido em plâncton, manguezais, pântanos salgados e outras ecossistemas de vida marinha.
• Já as florestas e rios é uma questão de sobrevivência imediata.
Pensando bem…
• Quem leu a entrevista de Luiz Carlos Molion “Copenhague não é consenso”, na edição de dezembro, fica assim com a pulga atrás da orelha.
• Professor e meteorologista de renome, Molion diz com todas as letras que uma coisa é poluição outra coisa são os conceitos errados sobre aquecimento global:
           – “Na minha opinião, nós vamos ter é um resfriamento climático nos   próximos 20 anos”.
• Pois bem, o Serviço Meteorológico do México anuncia que país vem registrando as temperaturas mais baixas dos últimos 124 anos.
• O inverno rigoroso no hemisfério norte provocou o fechamento dos três principais portos de exportação de petróleo – por onde passam 97% da produção mexicana.
• E durma-se com um tempo desse…


Moradias em risco
• A conta está feita.
• É um trabalho para depois de 2011, talvez para esta próxima década.
• Só em São Paulo, a Serra do Mar tem mais de 10 mil moradias em risco.
• Isto entre a Baixada Santista e o litoral norte paulista. Há um desrespeito à legislação e as construções estão em situação irregular.
• Se colocar nesta conta o litoral do Rio de Janeiro, aí a coisa se complica e triplica.


¿Por qué no te callas?
• Marcelino Bisbal, diretor de pós-graduação da Universidade Andrés Bello, fez questão de fazer este levantamento:
• Desde 1999, quando chegou ao poder na Venezuela, Hugo Chávez realizou 1.995 transmissões em rede nacional de rádio e TV. A última, no final de janeiro, durou 4h30m.
• Somados todos os discursos, Chávez falou durante quase três meses seguidos.
• É muita abobrinha para pouco “estadista”.