Coluna do meio

22 de setembro de 2011

silvestre@folhadomeio.com.br

Riozinho do Anfrísio


A Resex Riozinho do Anfrísio, na Bacia do Xingu? PA está em perigo mais uma vez.
Sem nenhuma fiscalização para desmontar o ?esquema? de roubo de madeira, a partir do Assentamento Areia, a exploração ilegal de madeira na Terra do Meio virou meio de vida.


 


Saudades de Ari Pararraios


Que saudades do Ari Pararaios que brigava muito pelo Cerrado.
Sem Ari e cheio de gente para desmatar, o Cerrado está indo para o beleléu.
A ministra Izabella Teixeira divulgou os números do desmatamento no Cerrado apurados até agosto de 2010.
A área desmatada em um ano foi de 6.469 km², mais de quatro vezes a capital paulista.
No total o Cerrado já perdeu 48,5% de sua área original, uma área de 99,1 mil km².
Fatores de desmatamento do Cerrado: expansão da pecuária, produção de carvão e a urbanização.
Liderança do desmatamento: Maranhão e Piauí.


 


Balanço das queimadas
O balanço das queimadas é muito triste.
Dez Estados atingidos com intensidade.
Dez áreas protegidas estão pegando fogo.
Em 2011, o fogo já queimou 322 hectares. Só o Parque Nacional de Brasília teve 25% de sua área queimada.
Pior da história: muitos incêndios são criminosos.
Não dá para entender o ser humano.


 


Plantando vida
O Centro de Progressão Penitenciária Dr. Edgard Magalhães Noronha, conhecido como Pemano, em Tremembé, em SP, dá um belo exemplo.
Uma produção de mudas de espécies da Mata Atlântica fica por conta de 53 detentos em regime semiaberto.
O trabalho resultou num estoque de mais de 1,5 milhão de mudas adultas de 130 espécies diferentes. A produção mensal é de 100 mil mudas.
Além de ser uma atividade importante, esse trabalho muda a cabeça de qualquer preso.


 


Poeta de Itabira
?A natureza não faz milagres. faz revelações?.
Carlos Drummond de Andrade


 


RIO MORENO
O nome rio São Francisco, descoberto em 4 de outubro,  é uma homenagem ao santo protetor dos animais.
Para muitos ribeirinhos não há como não chamá-lo de Velho Chico.
Para os pesquisadores Ralfo Matos, Warley Delgado e João Stefani – que acabam de lançar um livro sobre a diversidade cultural do rio da integração nacional, é o rio Moreno.
Rio Moreno é o nome do livro editado pela C/Arte e traz todas as experiências dos três pesquisadores que percorreram 950 km ao longo do rio.
Mais do que um trabalho acadêmico, o livro é uma história de vida e beleza.


 


Apenas mais um protesto. A morte da juíza Patrícia Acioli é o sinal da desordem moral que vive o Brasil. O crime, muito bem organizado, conta com as asas do Estado, como policiais e administradores públicos, para comandar sempre quem deve viver e quem deve morrer. O poder constituído está ameaçado pelo poder paralelo.


 


Exemplo japonês
Ainda no rescaldo da triste tragédia que atingiu o Japão, em 11 de março, quando um tsunami matou mais de 20 mil pessoas, uma estatística que vale a pena guardar:
Moradores que tiveram suas residências destruídas conseguiram reaver cerca de 4 bilhões de ienes (80 milhões de reais) que guardavam em casa.
O dinheiro foi encontrado nos escombros por equipes de resgate.
Dois terços desse dinheiro estavam em 5.700 cofres nas áreas mais afetadas.
E o mais incrível: 96% do dinheiro já foram devolvidos aos seus donos.
A tragédia que se abateu sobre as serras do Rio de Janeiro (Friburgo e Terezópolis e Itaipava), tudo foi diferente:  até doações foram desviadas…
Fica o exemplo do povo japonês.