Coluna do meio

21 de dezembro de 2011

silvestre@folhadomeio.com.br

Alerta duplo da CNBB


– A CNBB faz um duplo alerta ao governo
– Para a imediata demarcação das terras reivindicadas pelos índios Guarani em Mato Grosso do Sul. E para a sobrevivência do grupo. Mais: para uma possibilidade de genocídio.
-Segundo a CNBB, as circunstâncias exigem ações concretas, do contrário, pode-se estar contribuindo para a morte de um povo por omissão ou negligência.


 


Cemadem por água abaixo


– O prometido centro de alerta para chuvas e desastres não saiu do papel.
– A promessa foi feita pelo ministro Mercadante depois das tragédias do verão passado. E o verão novamente está chegando.
– Dos R$ 21 milhões programados para dar início à estrutura, nenhum centavo foi desembolsado.
– A previsão de ter instalados 700 pluviômetros automáticos e 1.800 manuais nos municípios de alto risco de desastres não foi concluída. 
– O concurso para a contratação de 75 especialistas foi realizado  e os aprovados ainda não foram contratados.
– A assessoria de Mercadante informa que o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) pode abrir ainda este ano com apenas cinco servidores nomeados para cargos de confiança.
– Faltam poucos dias para o janeiro das tempestades.


 


A VALE se vale



– A VALE quer dois Sergipes.
– Para o TCU, a mineradora Vale está usando de artifício para bloquear uma área de no mínimo 5 milhões de hectares no Pará, o equivalente a dois Sergipes, para mineração.
– O interessante da história é que, segundo o TCU, a VALE se vale da fraca estrutura do DNPM para manter áreas sob seu domínio e sem produção desde 1974. Tremenda ingenuidade.
– São as grandes empresas – tipo Vale para minério ou Nestlè para água mineral – é que nomeiam e desnomeiam no DNPM.
– Dá para imaginar se fosse aprovada a divisão do Pará e criado o Estado de Carajás. 
– Seria o Estado da VALE.



“Se todos, repito, todos, trabalharmos juntos poderemos negociar o mais cedo possível um novo instrumento legalmente vinculante sobre a convenção [do Clima da ONU], baseado nas recomendações da ciência, que inclua todos os países para o período imediatamente após 2020”.


Ministra Izabella Teixeira discursando em Durban, África do Sul, para um plenário de 190 países. Até então, o Brasil não havia sinalizado que aceitaria negociar um tratado em que também assumisse metas de redução de emissões de cumprimento obrigatório mediante a comunidade internacional.


 


RIO+20 – e a data?


– Incrível, mas a RIO+20, o mais importante encontro ambiental mundial de nossa geração, pode mudar novamente de data.
-? Simplesmente porque no dia 20 de junho o Riocentro não está disponível.
– É o único lugar na capital carioca que comporta o gigantesco evento. 
– Há mais de dois anos o espaço na Barra está comprometido com a realização de um encontro mundial de neurocirurgiões. 
– Só existe uma solução: negociar a transferência do evento médico.


 


Praias sujas


– A praia de sucesso de um ano, frequentemente é a praia mais suja do ano seguinte.
– E tudo tem um motivo bem brasileiro: o crescimento desordenado e os níveis baixos de investimento em infraestrutura e saneamento básico.
– As regiões mais ameaçadas e de grande potencial turístico são os litorais norte de São Paulo e sul do Rio de Janeiro. E do Nordeste.
– Sempre é bom lembrar uma frase de Caio Carvalho, quando presidente da Embratur: uma cidade para ser boa para os turistas têm que ser boa, antes, para seus moradores.