Coluna do meio

16 de fevereiro de 2012

silvestre@folhadomeio.com.br

Cavernas em Perigo


– A  reclamação vem lá dos lados das nascentes do Rio São Francisco.
– O que está sendo feito em Pains, Arcos e Doresopolis em nome da “revitalização” do rio Sâo Francisco é pura maquiagem ambiental. Deixam de fora as cidades ribeirinhas.
– Quem continua fazendo a festa são as mineradoras que tem  grande passivo ambiental.
– Vários ambientalistas preparam um documento para a Presidenta Dilma Rousseff, pois as cavernas da região estão sendo arrasadas.
– No relatório dos ambientalistas, sobram denúncias contra o prefeito de Pains, alguns empresários picaretas e até para a multinacional WMartins.
– A denúncia já chegou ao presidente da Sociedade Brasileira de Espeleologia, Marcelo Rasteiro.


Ganhando com as RPPNs


– Não é muito, mas é importante.
– Os dados são do ICMBio: o Brasil tem 350 mil hectares de área verde preservada por empresas, por meio de RPPNs.
– Um recado importante vem da bióloga Irene Garay (UFRJ): não basta cercar e registrar as áreas protegidas. É preciso que as pessoas físicas ou jurídicas conheçam as comunidades e as características da região, pois podem ter retorno financeiro e de imagem com projetos de responsabilidade social. 
– Preservação também rende dinheiro.


Pressão urbana
– Um discussão estratégica nasce no bojo de muitos estudos que estão sendo feitos pela ONU, depois que a população da Terra chegou aos 7 bilhões.
– É a gestão e o ordenamento das áreas urbanas que figuram hoje em primeiro plano na agenda política dos gestores públicos. Junto com dois outros dois grandes desafios: o do transporte coletivo e o da habitação. 
– Dá para imaginar o tamanho do problema. 
– No caso do Brasil, um país agrícola, 81% da população vivem em áreas urbanas. 
– A favelização é literalmente um meio de vida.


VALE Vergonha
– Quem participou de reunião no gabinete da Ministra do MMA [13/2] quando o presidente do BNDES lançou uma linha de crédito para projetos que reduzam emissões, levou um susto com os irônicos comentários sobre o Prêmio da VALE.
– De fato, não fica bem para o novo presidente da VALE, Murilo Ferreira, deixar uma empresa com o histórico da ex-Vale do Rio Doce receber tanta pancada dos ambientalistas.
– Na Suiça, durante o Fórum de Davos, numa votação mundial, a VALE ganhou o ?Oscar da Vergonha?, com 25.042 votos.
– A Usina de Fukushima, no Japão, foi considerada mais sustentável do que a VALE.


 


Turismo insustentável
– E o santuário ecológico de Fernando Noronha, nos últimos quatro anos, recebeu nada menos de cerca de duas mil toneladas de lixo de moradores e turistas.
– Cuidado, gente, que o santo é de barro…


 


Economia verde
– Qual o PIB brasileiro se se levar em conta a riqueza genética e mineral da Amazônia?
– Com certeza é muito maior do que o PIB atual divulgado pelo governo.
– O fato é que economistas do mundo inteiro começam a encontrar falhas do PIB como medida comparativa de riqueza.
– Esta é uma discussão importante e vai estar na RIO+20. Evidente, se as crises norte-americana e da União Europeia deixarem.


 


“É preciso desconfiar 7 vezes dos cálculos e 7 mil vezes do calculista”.
Provérbio indiano que calha muito bem quando se lê estatísticas feitas pelos governos sobre desmatamento da Amazônia.