Coluna do meio

8 de junho de 2012

silvestre@folhadomeio.com.br

O bicho pegou na Bahia

•  Marcell Moraes, também dirigente do PV baiano, é rápido no gatilho: – Como comemorar Meio Ambiente numa cidade marcada pela poluição nas praias? Moramos onde não há fiscalização nos postos de combustíveis e as concessionárias vivem a despejar resíduos tóxicos em locais inapropriados. Lembra mais três fatos: 

1) As dunas estão abandonadas e são alvos fáceis de roubo de areia. Exemplo a Costa Azul.
2) O Parque Metropolitano de Pituaçu está totalmente invadido pela construção civil.
3)  Como podemos comemorar se a Bahia amarga o título de vice-campeã em desmatamento da Mata Atlântica?
O bicho pegou na Bahia do Senhor de Bonfim!
 
 
Nada a comemorar
•  O negócio está feio em Salvador. 
Não chamem para a mesma mesa os ambientalistas e o governador Jacques Wagner. Nem o prefeito
•  O presidente da ONG Grupo Ecológico Amigos da Onça, Marcell Moraes, foi curto e grosso. Disparou:
 – Antes que governo e prefeitura enxertem as redações dos canais de comunicação com divulgação de medíocres e supostas ações sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente, antecipo que o soteropolitano tem muito mais a lamentar nessa data do que comemorar.
 
De 1992 a 2012
 
• O Embaixador Flávio Perri , ex-presidente do Ibama e ex-Secretário do Meio Ambiente do Rio, foi quem coordenou e organizou a RIO’ 92. 
• Perri lembra que a Conferência de 1992 encerrou um ciclo de negociações sobre diversos tratados cuja maturação esperava-se para a ocasião.
• Foram assinados em 1992 documentos.
• Três convenções: da Biodiversidade, da Desertificação e das Mudanças Climáticas;
• A Declaração do Rio sobre Ambiente e Desenvolvimento;
• A Agenda 21.
• Vinte anos depois, o mundo é outro. E o Brasil também. 
• Será que a RIO+20 será mais ou menos importante que a RIO’92?
 

 

“As empresas normalmente não se preocupam quando as chamamos de insustentáveis, mas não gostam quando as chamamos de irresponsáveis”.

Harold Goodwin, fundador do Centro Internacional de Turismo Responsável, durante a 6ª Conferência Internacional sobre Turismo Responsável, em São Paulo.
 

 

 
Grito das aldeias
• O Conselho Indigenista Missionário preparou um relatório sobre a Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. 
• O trabalho é denso e denuncia um mosaico de violações contra os direitos dos indígenas. • Para Dom Erwin Kräutler, presidente do Cimi e bispo da Prelazia do Xingu, as agressões vão desde agressões à dignidade até a aflição e sofrimentos dos povos indígenas.
• Mais do que um grito de guerra, é um grito de alerta e de cobranças.
 
Boa notícia?
• O desmatamento na Amazônia, entre agosto de 2010 e julho de 2011, foi o menor desde o início do monitoramento por satélite. Os dados são Sistema Prodes, do INPE.
• A área total desmatada foi de 6.418 Km2 e é o “menor desmatamento da história”, comentou a ministra Izabella Teixeira.
• É triste comemorar um desmatamento de “apenas” 6.418 Km2.
• Esta área ainda é maior do que alguns países.

 



“O mundo mudou, mas como o de Maysa de saudosa memória, não caiu.”

Embaixador Flávio Perri explicando que o Mundo evoluiu em 20 anos mas a esperança continua.