Coluna do meio

20 de junho de 2013

silvestre@folhadomeio.com.br

“Caciques sabem que homem branco dá presente de vez em quando para os índios. Índio quer presente sempre: peixes no rio”.
 
Do ambientalista Johan Dalgas Frisch que esteve com o ministro Edson Lobão, das Minas Energia, para levar o projeto de fecundação artificial dos peixes nos rios onde são construídas represas. Foi esta ação tecnológica que acabou com a guerra entre as tribos indígenas norte-americanas e canadenses com os governos estudais e federal.
 
 

Dalgas Frisch, da APVS, explicou que, em 1975, ele levou o projeto para o presidente Geisel. Objetivo: implantar, pouco a pouco,  em todas as hidroelétricas do País, um sistema adequado de repovoamento e de reprodução artificial de peixes de piracema, começando pelo combativo dourado.  A primeira reprodução artificial foi realizada e 500 alevinos de dourados foram devolvidos aos reservatórios de Furnas-MG. Comparação: uma tilápia, ao desovar, produz cerca de 400 ovos, uma truta, 3 mil ovos e uma fêmea de dourado de 18 quilos quase 2 milhões de ovos
 
 
 
 
Abraço Guarapiranga
Guarapiranga continua sendo o manancial mais ameaçado da região metropolitana de São Paulo.
Daí que a ação dos paulistanos, na oitava edição do Abraço à Guarapiranga, mobilizou a população na defesa da área e na denúncia da especulação imobiliária que ocupa o solo a volta da empresa desordenadamente. 
As agressões continuam e a omissão da fiscalização é uma triste realidade.
 
Melhores Práticas
Concurso para destacar as melhores iniciativas dos órgãos públicos que promovem a sustentabilidade ambiental. 
A premiação incentiva os gestores públicos a recompensar suas ações e aumentar os compromissos com a causa. 
O prêmio tem quatro categorias: Gestão de resíduos, Uso ou manejo sustentável de recursos naturais, Inovação na gestão pública e Destaque da Rede A3P. Inscrições até 15 de setembro no MMA. 
E a gente que pensava que trabalhar com sustentabilidade era uma obrigação do poder público.
 
Tabatinga em alerta
Derramamento de petróleo faz estragos na província de Sucumbíos, Equador, e deve atingir Amazônia brasileira. 
A Marinha está alerta. Um navio é mantido na fronteira oeste, em Tabatinga, a 1.105 km de Manaus. Sabe-se que o deslizamento e a ruptura do oleoduto no quilômetro 82 da rota Quito – Lago Agrio, provocaram o derramamento de 11.460 barris de petróleo. 
Primeiro no rio Coca e depois no rio Napo. Ambos descem a Cordilheira em direção ao Amazonas.
 
BBB da floresta
A tecnologia é certeira e real.
Precisão nas imagens de satélites, apoio de veículos de guerra e até de helicópteros, na Amazônia, coloca os fiscais do Ibama frente a frente com os desmatadores.
Toda esta parafernália tecnológica pode estar a serviço da floresta, do meio ambiente e da sociedade brasileira.
Só não acabam com a devastação se não quiserem.
 

Padrão de consumo
A ganância nem falha e nem falta. Sobra por aí.
Pesquisa feita em seis países traz uma surpresa. 
Os habitantes das nações mais ricas são menos propensos ao consumo ambientalmente correto.