Coluna do meio

27 de agosto de 2014

silvestre@folhadomeio.com.br

“O debate sobre o reúso da água é importante para o momento. Antes, o que era uma situação de conforto tornou-se um quadro preocupante. Precisamos dar à gestão dos recursos hídricos uma nova dimensão capaz de se antecipar, de responder com velocidade aos desafios que se apresentam”.

Ney Maranhão, secretário de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente”.
 

 

 

Ibsen Gusmão Câmara
1924 – 2014
 
O Almirante do Meio Ambiente
 
  •  O interesse do Almirante Ibsen pelo meio ambiente começou na água e estendeu pelas florestas.
  • Na juventude, ao comandar uma flotilha de navios no rio Amazonas, o Ibsen ultrapassou suas funções militares, ao perceber o alto grau de destruição da floresta. 
  •  Entrou de vez na luta pelo meio ambiente.
  • Militar exemplar, Ibsen foi conselheiro de várias entidades conservacionistas e chegou a comandar a primeira ONG brasileira de meio ambiente: a FBCN.
  • Participou do Conama, liderou a campanha contra a caça de baleias no Brasil e também foi um grande defensor das UCs, com papel de destaque na criação de parques e reservas na Amazônia. 
  •  A participação de Ibsen foi fundamental na criação de UCs marinhas, como a Reserva Biológica Atol das Rocas, em 1979, o primeiro Parque Nacional Marinho, Fernando Noronha e Abrolhos.
  • Sua vida, sua luta e seus compromissos com a natureza ficaram como exemplos para história do conservacionismo brasileiro.
  • Obrigado Ibsen Gusmão Câmara!

 

Noctilucentes

 
• Uma nova palavra (mas não tão nova assim) surge no mundo do meio ambiente.
• Nuvens noctilucentes ou mesosféricas polares para identificar uma rara formação de nuvens que foi flagrada à noite sobre a cidade de Scarborough, na costa do condado de North Yorkshire (Grã Bretanha). 
• O fenômeno se explica porque as nuvens se formam tão alto (85km de altura) que continuam a receber a luz do sol mesmo depois do entardecer.
A palavra vem do latim “brilho noturno”.
 
 
Guerra da água
 
• A disputa de água que já virou guerra em outros países, chegou pra valer no Brasil.
Se não tivesse um mediador de respeito, a guerra (pelo menos de nervos) entre São Paulo e Rio, seria inevitável.
• O fato é que a bacia do rio Paraíba do Sul abastece diretamente 11,2 milhões de pessoas em 37 cidades, sendo 26 no RJ e 11 em SP. 
• Em Minas, 88 cidades captam indiretamente a água do rio Paraíba do Sul, pelos seus afluentes.
• Daí o acordo entre Rio e São Paulo para evitar guerra: No dia 20 de agosto, a vazão do reservatório paulista de Jaguari, que foi reduzida para 10 metros cúbicos por segundo (m³/s), volta a operar em 43 m³/s. 
• Na mesma data, a vazão do reservatório de Paraibuna (SP) vai diminuir de 80 para 47 m³/s. 
• A partir do dia 10 de setembro, o Rio vai reduzir a vazão de 165 para 160 m³/s.
• No fundo, até o Brasil chegou à maioridade na gestão das águas.
• Agora só falta economizar pra valer.

 

Queimadas e incêndios florestais

• Incrível como o ser humano é ausente e descrente das questões mais graves contra a natureza.
• As queimadas e os incêndios florestais são provocados quase sempre por causas humanas.
• As razões variam desde limpeza de pastos, preparo de plantios, desmatamentos, colheita agrícola, disputas por terras e protestos sociais.
• E fogo faz um estrago geral ao meio ambiente: prejudica a fauna e a flora nativas, causa empobrecimento do solo e reduzem a penetração de água no subsolo, além de gerar poluição atmosférica com prejuízos à saúde de milhões de pessoas e à aviação.

 

Gestão dos parques nacionais

  • Vem por aí um novo modelo de parcerias para gestão das unidades de conservação.
  •  O objetivo é aperfeiçoar a gestão da biodiversidade, trazer melhorias para a população local e possibilitar o aproveitamento sustentável do potencial econômico nesses territórios.
  • • Os países desenvolvidos já encontraram este modelo de gestão público-privado há muito tempo.
  • Nenhum candidato a presidente da República trata dessas questões ambientais.