Coluna do meio

29 de outubro de 2014

silvestre@folhadomeio.com.br

Dilma Rousseff é reeleita e busca um programa para a

área ambiental do “Governo Novo, Ideias Novas”

• Entre os políticos existe uma crença: meio ambiente não dá voto. Daí que todos generalizam as propostas falando em sustentabilidade sem detalhar qual vai ser a verdadeira política ambiental a ser seguida.  
• Na campanha de Aécio Neves, dois gestores consagrados da política ambiental coordenaram o programa de governo.
• José Carlos Carvalho (ex-ministro de FHC) e Fábio Feldman (ex-deputado e fundador do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas). Eles prepararam um amplo estudo e as coordenadas a serem implementadas caso Aécio vencesse.
•  O que se sabe é que o programa está sendo estudado por técnicos do ICMBio e do Ibama, sobretudo no que diz respeito à “economia da baixo carbono”.
• Outro tema levantado no programa tucano e que está em discussão no “governo novo, ideias novas” de Dilma é sobre as parcerias público-privadas com o objetivo de atrair mais visitantes e recursos para as Unidades de Conservação. 
• No mundo inteiro, este mercado movimenta muito dinheiro e no Brasil pode faturar em torno de R$ 6 bilhões ao ano.
• Seria a redenção dos Parques Nacionais.
 
 
 
Três pontos levantados por José Carlos Carvalho e Fábio Feldman
 
“Defendemos uma revolução na gestão das UCs no Brasil. (…) em função de problemas como falta de regularização fundiária, inexistência de planos de manejo e uma enorme dificuldade de dialogar com as regiões onde estão inseridas.”
 
“A defesa de um novo marco na mineração não legitima emendas colocadas por deputados, que atentem contra a integridade das UCs e Terras Indígenas”.
 
“Em relação à tecnologia, certamente ela pode nos garantir maior eficiência de água e de energia, bem como menor dependência no uso de pesticidas e fertilizantes e melhores práticas de conservação de solo”.
 

GERAIZEIROS

• Sabe quem são os Geraizeiros?
• São os povos que vivem à margem direita do rio São Francisco no Norte de Minas Gerais. 
• O nome vem da denominação gerais, ou seja, planaltos, encostas e vales das regiões de cerrados.
• Importante: os Geraizeiros tiveram uma área de 38,1 mil hectares reconhecida como Unidade de Conservação.
• É a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Nascente Geraizeiras. 
• A criação dessa reserva, além de atender a uma demanda antiga também garante a proteção ambiental e a manutenção das condições de vida e de produção dos Geraizeiros.
 
 
Consumo consciente
 
• Parece inspiração dos mestres.
• Pois no Dia do Professor,  15 de outubro, também foi comemorado o Dia do Consumo Consciente.
• Não há sustentabilidade se não se mudar o padrão de consumo. 
• Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu, lançou o Teste de Consumo Consciente (TCC) junto com o Ministério do Meio Ambiente.
• Mattar foi contundente nos três motivos pelos quais a população mundial tem que mudar a postura em relação ao consumo.
1 – O consumir diferente é consumir com foco no bem estar, e não no foco no consumo em si.
2 – O dado é este: 80% do total do consumo no mundo estão nas mãos de 16% da população.
3 – O mundo está consumindo 50% a mais do que o planeta é capaz de renovar.

 

Incêndios criminosos

• A seca que massacra a região Sudeste trouxe duas consequências perversas.
• Baixou a níveis críticos as barragens para geração de energia e abastecimento das cidades.
• E provocou queimadas imensas. 
• Cerca de 5 mil hectares foram consumidos pelas labaredas só em três parques: Parque Nacional Serra dos Órgãos, Parque da Serra do Cipó e Parque da Serra da Canastra.
• A ação humana é apontada como a principal causa das queimadas.
• Em um dos focos de Serra dos Órgãos foi encontrado um “pinga-fogo artesanal” construído com lata de alumínio e cabo de madeira, aparelho utilizado para provocar incêndios.
• Difícil entender o comportamento do ser humano.