Coluna do Meio

23 de outubro de 2007

regina@folhadomeio.com.br

Fosfato e Água
 O fosfato é um fertilizante indispensável na agricultura.
 Mas têm dois problemas: 1) o fosfato está cada vez mais escasso. 2) A corrida pelos biocombustíveis deve consumir muito mais deste fertilizante.
 O fosfato, um composto químico formado por fósforo e oxigênio, é um mineral “finito e insubstituível”.
 Alerta dos especialistas: as reservas conhecidas e de exploração economicamente viável podem se esgotar em prazo de 60 anos, se for aquecido o ritmo atual de consumo.
 Para o professor Malavolta, da Usp “sem fósforo não haverá agricultura, nem biocombustível, nem vida”.
 O fosfato corre na mesma direção de importância da água.


Desertão?
 A destruição e o desmatamento vem em duas mãos: pela ganância de quem ganhar muito ou pela pobreza de quem luta pela sobrevivência.
 Assim, de seca em seca, o nordestino vem se tornando vilão de si mesmo.
 No Nordeste, cortar madeira nativa da Caatinga virou ganha-pão.
 Espécies originárias da região são arrancadas sem dó para serem vendidas. Madeira vira lenha.


Etanol na Europa
 Para a União Européia, a produção de etanol no Brasil vai desmatar mais ainda a floresta amazônica.
 Para o Brasil, uma coisa não tem nada a ver com a outra.
 Por isso, o Brasil está montando uma campanha para tentar convencer a opinião pública européia de que a produção do etanol não está afetando a Amazônia. Mais: que o País está tomando medidas para evitar o desmatamento com o cultivo da soja.
 Esta é uma história sem fim…
 “O Brasil vai enfrentar um dos lobbies mais bem organizados da Europa para conseguir acesso ao mercado da União Européia para o etanol. O Brasil está incomodando, no bom sentido. Por isso a UE quer montar um sistema de certificação para a entrada do etanol”.
Da  ex-ministra de Meio Ambiente de Portugal, Elisa Ferreira, sobre a relação privilegiada a União Européia com a América Latina de língua espanhola


Dois novos parques no PR


 O governador Roberto Requião criou mais dois parques estaduais no Paraná.
 No sul, em Palmas, criou o Parque Estadual de Palmas, com 181 hectares.
 ocupando uma região de campos e florestas de araucária.
 No nordeste, o município de Jaguariaíva ganhou o Parque Estadual Vale Codó, com mil hectares, formado por vegetação de Cerrado.
 Além disso, o Parque Estadual Pico Marumbi, que vai da região metropolitana de Curitiba ao litoral, teve mais 6.403,04 hectares acrescidos aos atuais 2.342,41 hectares.



Clima pós-2100
“Se a humanidade quiser uma solução duradoura para o problema do aquecimento global, será preciso cortar em 100% a emissão de gases do efeito estufa provenientes de atividades humanas”.


Recado de um grupo de pesquisadores da Universidade de Victoria (Canadá).


Carbono à brasileira


 Quatro países dominam o mercado do MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
 A Índia saiu na frente, mas deve ser ultrapassada pela China, pois 53% dos créditos de projetos em preparação vêm de lá.
 O Brasil tem participação no MDL proporcional a seu porte econômico, mas sai prejudicado por ter matriz energética mais limpa, que dá menos oportunidades de reduzir emissões.
 Três quartos do carbono que lançamos na atmosfera provêm de desmatamento, cuja redução não gera créditos no MDL.


Fama de poluidoras
 As mineradoras sofrem o estigma de atividade poluidora. E com razão.
 Além de poluir, as mineradoras deixam muitas áreas degradadas.
 Três fatores podem mudar esse quadro: a tecnologia de exploração, a aplicação da legislação ambiental e as pressões do próprio mercado.
 A Vale do Rio Doce, por exemplo, tem um ambicioso plano de preservação ambiental, que prevê o plantio de 346 milhões de árvores até 2010.
 Para Walter Cover, diretor de meio ambiente da CVRD, o Pará deverá concentrar a maior parte dos plantios anunciados: 343 milhões de mudas.